sexta-feira, 11 de abril de 2014

Lutar pelo que acreditamos!



Quem ainda defende as coisas em que acredita? Quem não se deixa levar pelos ideais voláteis deste mundo mas defende o seus princípios e a sua felicidade? Quem é capaz de lutar pela sua felicidade, indo até contra o seu próprio conforto e comodismo? Quem é ainda capaz de fazer ondas sem ter medo da opinião publica? 

É preciso ter coragem para defendermos aquilo que acreditamos ser certo.
É preciso ter a coragem de lutar pela nossa felicidade!

É muito triste ver que muitas pessoas se desviam das coisas que acreditam ser correctas apenas para serem iguais ao resto do mundo. O que é certo ou errado, ao contrário do que o mundo diz, é algo bem definido. No fundo todos sabem que algo é bom ou mau, certo ou errado, mas essa noção apenas é nítida quando nós pensamos de uma forma diferente, isto é, quando nós deixamos de olhar apenas para nós próprios e começamos a olhar para todos à nossa volta. No fundo, o conceito de certo ou errado não pode ser visto como: isto é certo para mim? mas sim se as consequências dessa escolha são boas ou más para mim e para todos os que me rodeiam. A nossa felicidade não pode passar por cima da infelicidade dos outros; não existe um conceito de ying-yang onde para eu ser feliz outro tem de ser infeliz - todos podem ser felizes.

Na minha caminhada por esta mortalidade já foi chamado de puritano, de retrógrada, de conservador, entre outros, apenas por defender os princípios que acredito. Um dia, há uns tempos atrás, ouvi um homem sábio dizer o seguinte - "atreve-te a estar sozinho" (Pres. Thomas S. Monson - Dare to stand alone); esta frase ecoou na minha mente e me fez lembrar de uma força que eu não me lembrava ter. Ao contrário da maioria do mundo - que faz as coisas para obter o aplauso e a aprovação de seus pares - eu não necessito de ter o apoio de pares para defender aquilo que acredito. Aprendi que isto é uma forma de coragem que hoje é cada vez mais rara.

"A única coisa necessária para o mal triunfar é apenas um homem bom não fazer nada" 
(Edmund Burke)

Coisas más acontecem porque, na sua generalidade, pessoas com bom-senso preferiram ficar caladas, preferiram não agir. Essa inactividade muitas vezes é resultado de medo - medo de serem gozadas, medo de serem colocadas de lado, medo de ficarem sozinhas a defender uma causa. Lembro-me de uma vez ver, na escola, um rapaz a ser gozado e humilhado por um outro.. o rapaz estava em nítida desvantagem e completamente de rastos mas ninguém o ajudava, ninguém mandava os outros calar, ninguém o apoiou.. porquê? porque quando alguém se mete no meio destas confusões fica sujeito a também ser gozado e ninguém quer ter problemas. É este o problema principal do mundo de hoje - Ninguém quer ter problemas.

Há pessoas, boas pessoas, que vêem a sua vida estagnada, a sua felicidade a dissipar-se, os seus sonhos a tornarem-se cada vez mais ténues, porque não têm a coragem, não têm a força, para alterarem o seu estado confortável e mudarem algo nas suas vidas. Pessoas que se sujeitam a patrões abusadores porque não têm a coragem de levantar a voz e defender os seus direitos por medo de serem despedidos (e isto já existia mesmo antes de haver uma crise de emprego); pessoas que se sujeitam à vontade de terceiros, anulando a si próprios e perdendo de vista os seus sonhos, por medo de ficarem sem essas amizades; pessoas que vivem presas a relações e casamentos onde são infelizes apenas porque têm medo de ficar sozinhas. O que estas pessoas têm em comum? Enquanto estão presas ao seu estado de menor energia, elas vão deixar passar oportunidades maravilhosas para voltarem a sonhar, a viver; para serem verdadeiramente felizes.

O primeiro passo para uma mudança de estado depende apenas de nós - da nossa coragem, da nossa vontade de mudar, da nossa força, do nosso empenho e desejo em realmente fazer algo de bom - por nós e pelo mundo que nos rodeia. Ser feliz implica coragem, implica luta, implica sacrifício. A verdadeira felicidade pode ser comparável a um alpinista que escala uma montanha.. Ele irá tremer de frio até as suas mãos ficarem roxas e frágeis, ele irá sangrar porque os dedos vão rasgar nos vértices das rochas, ele irá assustar-se porque irá escorregar quando colocar um pé em falso, ele irá ouvir os seus pares a dizer para ele desistir porque o que ele está a fazer é muito difícil e não vale a pena, e ele irá também ficar desanimado sempre que olhar para cima e ver que ainda tem um longo percurso a percorrer  mas, quando o alpinista chegar ao topo depois de todo o sacrifício e luta, ele irá olhar para baixo e irá ver o mundo a seus pés - ele encontrou a verdadeira felicidade.

Somos felizes quando defendemos as coisas em que acreditamos e não nos deixamos moldar pela opinião publica - as opiniões que mudam como as estações do ano e caiem como as folhas no Outono que, ao primeiro vento, voam para longe.
Somos felizes quando lutamos pela nossa felicidade e, no processo, ajudamos outros a lutar pela felicidade deles.

O mundo está aos nossos pés.. 

2 comentários:

  1. Concordo. O mundo está aos nossos pés. Mas não há assim tantas pessoas a lutar pelo que acreditam, remando contra a maré. As que há, têm a minha admiração!

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    1. Infelizmente é verdade, há poucas pessoas a lutar pelo que acreditam - e isto inclui lutar por elas próprias. É pena que isso aconteça :\

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