domingo, 30 de dezembro de 2012

Do Tempo XVI - Mensagem de Ano Novo!


Já à uns dias que não escrevo nada no blog. Podia culpar o Natal e o facto de ser um tempo de muita correria e confusão mas a razão por não ter escrito - muito - foi porque pura e simplesmente estava pouco inspirado a isso. 
No entanto, o ano está a acabar e, nesta altura, a maior parte das pessoas começa a ponderar o que fez durante o ano que acabou e começa a traçar metas para o novo ano que começa. Pessoalmente eu costumo fazer essa ponderação quando chega o dia do meu aniversário mas, no dia de ano novo, também penso um pouco sobre todo o ano que passou. 

Este ano de 2012 foi um ano muito bom na sua generalidade. Durante o ano fiz coisas fantásticas  aprendi bastante, ganhei conhecimento de muitas coisas concernentes aos Céus e à Terra e tive a oportunidade de Servir os meus irmãos. Sumariando, um pouco, estes acontecimentos, O ano começa comigo a ser Chamado (ser chamado é ser nomeado) como Líder da Obra Missionária do Ramo de Guimarães. Este foi um chamado que me fez aprender bastante, principalmente sobre as pessoas e em como elas são diferentes e de como o mundo tem uma grande falta de Amor e Confiança, seja entre cada um de nós ou seja entre nós e Deus. 
Mais tarde, em Abril, tive a oportunidade de ir ao Templo - A Casa do Senhor - e ser Investido. Convénios foram feitos e mais conhecimento adquiri sobre as coisas do mundo e dos Céus. Este conhecimento serve para o meu crescimento pessoal mas, sobretudo, para poder ajudar mais aqueles que me rodeiam. Aprendi muito durante aquele dia que passei no Templo , muito sobre mim, sobre o meu potencial e sobre as arestas que tenho de limar. 
Durante a mesma altura eu criei este Blog. Este blog foi criado como uma outra forma de comunicação com o mundo. Durante dias a fio eu tinha pensamentos e sonhos sobre escrita, sobre temas que deveria escrever e mostrar ao mundo. Não sou um escritor profissional, isto é, nota-se pelo meu português e pela minha forma de construção de frases de que eu não sou um bom escritor. No entanto tinha, e tenho, esta necessidade de escrever e mostrar algum do meu conhecimento ao mundo. Tudo isto porque acredito que devemos ser uma Luz para o mundo. Se temos Luz então ela deve ser usada para iluminar o caminho dos outros pois, um dia, nós também estivemos à procura de uma Luz e ela chegou a nós de alguma forma.
Mais eventos aconteceram mas, agora já no final do ano, eu vi a minha Tese de Mestrado concluída. Foi uma luta mas foi um processo no qual eu aprendi bastante, principalmente sobre Disciplina e Diligência no trabalho. 
O Ano acabou com uma festa de Natal com a família toda. Adoro o Natal principalmente por isso mesmo, por se juntar a família toda e sentir o Amor e a Harmonia entre todos. O Espírito do natal centra-se muito na família e no Amor entre todos.

Mas, um novo ano vai começar.
Tempo de traçar novas metas. As minha metas são simples no falar mas na execução exigem um pouco de mim. Como sabem, eu tenho o desejo de me melhorar e essa será sempre a minha meta. Por isso as minhas metas centram-se sempre em ser melhor do que aquilo que eu já sou. Se sou bom na disciplina então tentarei ser melhor no ano que vem. Se sou mau no exercício físico e dieta, então para o ano serei melhor e cuidarei melhor do meu corpo. Se sou pouco social então darei o meu melhor para ser mais social com os outros. E por aí fora..
O Ano que começa em dois dias também será um ano de mudança. Curiosamente o ano acaba e um ciclo também acaba. No próximo ano a minha vida irá mudar e acredito que será para bem melhor. Apesar de toda a negatividade que nos rodeia nos últimos meses, eu estou bastante confiante para o ano que vai começar. Sinto uma Paz enorme e uma certeza de que, apesar das dificuldades que irão sempre existir, elas serão ultrapassadas e o ano será um ano bom. Acredito que será bom em todos os sentidos, seja na saúde, no trabalho e no Amor. Não sei o que me espera mas tenho a confiança de que será algo de bom e apenas tenho de fazer a minha parte e manter a minha confiança no Senhor e confiar mais em mim próprio. 


Desejo-vos a todos um Excelente Final de Ano 2012 e um ano 2013 Fantástico e cheio de felicidade.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Da Religião XXI - A Conversão


Esta semana foi bastante complicada, pois tive de andar a preparar a minha Defesa de Mestrado e isso ocupou bastante a minha mente nestes últimos dias. No entanto existe um assunto que gostava de ter escrito no inicio da semana mas não aconteceu que é a história da minha conversão (e alguma história até esse momento).

A 16 de Dezembro de 2010 começou a história da minha conversão ao Evangelho de Jesus Cristo. Esta data ficou marcada em meu coração e lembro-me dessa noite como se tivesse acontecido ontem. Mas, antes de começar a contar a história vou contar um pouco da história até esse dia. 
Eu sempre me considerei uma pessoa religiosa e de Fé. Cresci numa família Católica por tradição. Fui à missa todos os domingos (ou grande parte deles) até aos meus 16-17 anos. Quanto era pequenino até queria ser Padre, não porque era giro mas porque servir a Deus talvez fosse algo que já estivesse no meu sangue. A partir dessa idade comecei a questionar algumas coisas, como é normal. Mas, em vez de me afastar completamente da religião e de Deus eu fiz o oposto, eu decidi estudar mais sobre religião. Decidi ler a Bíblia (quantos dizem que a leram mas realmente não a leram?) mas também comecei a procurar em outros lados como o Alcorão,  Budismo, algumas crenças "pagãs", etc.. mas sempre chegava a uma conclusão: eles parece que têm partes de um puzzle mas não têm a imagem completa. Este pensamento sempre esteve na minha mente porque todas as igrejas e religiões que estudava falavam de coisas muito parecidas na essência mas depois perdiam-se nas coisas dos Homens e nas suas filosofias. Alguns viravam-se mais para os rituais e o factor visual, outras tinham  filosofias que pareciam pouco razoáveis como Reencarnação, que foi sempre algo que nunca fez muito sentido para mim, seja na doutrina seja na prática. No entanto todas apontavam a algo que sempre olhei como Verdade absoluta - Deus nos Ama e que nós somos Eternos.  

Claro que, com o passar dos anos, fui-me deixando envolver pelo mundo e as coisas ficaram esquecidas. Mas, no meu 24º aniversário - em 2010, eu decidi voltar a fazer da minha vida algo melhor e voltar-me, de novo, para Deus. Sete dias antes do Natal, estava eu a voltar da Universidade, depois de um dia complicado de trabalho o qual me fez perder a camioneta que costumo apanhar (mais cedo) e, encontro dois anjos, na forma de duas Sisters Missionárias que caminhavam à minha frente. Eu ia distraído e aluado como sempre, ou seja, a não dar atenção a nada, e elas, do nada, param e olham para trás e vêm em direcção a mim. Era uma noite bem fria mas estivemos a conversar sobre Deus, sobre Jesus Cristo e sobre o Evangelho uns 20-25min. No final da conversa, pois já eram quase oito horas da noite, elas entregam-me um Livro de Mórmon e convidam-me a ler o livro e a ponderar sobre as coisas que lá estavam escritas, ou seja, a orar e a ponderar se o Livro era, ou não, de Deus. Também me convidaram a assistir à reunião da Igreja que acontece todos os Domingos. Despedimo-nos e dirigi-me, então, para casa.

Escusado será dizer que, mal cheguei a casa comecei a folhear o livro. Como bom leitor que sou comecei pelo fim. Deparei-me com esta escritura que me fez pensar em tudo que tinha aprendido durante uma vida: 


Eis que desejo exortar-vos, quando lerdes estas coisas, caso Deus julgue prudente que as leiais, a vos lembrardes de quão misericordioso tem sido o Senhor para com os filhos dos homens, desde a criação de Adão até a hora em que receberdes estas coisas, e a meditardes sobre isto em vosso coração.

E quando receberdes estas coisas, eu vos exorto a perguntardes a Deus, o Pai Eterno, em nome de Cristo, se estas coisas não são verdadeiras; e se perguntardes com um coração sincero e com real intenção, tendo fé em Cristo, ele vos manifestará a verdade delas pelo poder do Espírito Santo.

E pelo poder do Espírito Santo podeis saber a verdade de todas as coisas.

Esta escritura fica em Morôni 10:3-5. Foi a primeira escritura que li do Livro de Mórmon. Como que para saber se um bolo é bom apenas é necessário provar uma fatia, com esta escritura foi-me testificado que este Livro era de Deus. Esta escritura tem duas coisas que sempre defendi em relação ao Pai. Ela nos diz que devemos usar a nossa cabeça, ou seja, que devemos pensar por nós próprios e não apenas acreditar em tudo que nos dizem. Se temos falta de sabedoria não devemos acreditar, apenas, nas palavras dos homens mas devemos perguntar aquele que sabe todas as coisas - ao nosso Pai Eterno. Outra coisa que diz é que o Deus é um Pai Amoroso e que se preocupa connosco e que nós somos filhos rebeldes.

Mais coisas li do Livro naquela noite mas não foi muito. No Domingo fui à Igreja e fui recebido de uma forma que me assustou. Não porque fui mal recebido mas muito pelo contrário. Mal entrei naquelas portas eu fui abordado por quase uma dezena de pessoas que me cumprimentavam e davam as boas-vindas. Nunca senti tanto Amor por desconhecidos como naquele dia. Este Amor só podia vir de algo de Deus pensava eu para mim próprio. 

Nas semanas seguintes eu tive lições com as missionárias e os missionários que vieram para as substituir. Conversávamos sobre o Evangelho e eles me explicavam a Igreja, o Plano de Deus para nós, a Restauração, etc.. 
No dia 29 de Janeiro de 2011 fui, então, baptizado n'A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, Igreja que acredito e defendo como sendo a Igreja Restaurada de Jesus Cristo. Durante 5-6 semanas orei e ponderei sobre as coisas que ouvia e lia - comparando Livro de Mórmon e a Biblia - e recebi um Testemunho que até hoje tem apenas crescido e fortalecido. A minha Fé só tem aumentado e eu tenho feito e visto coisas maravilhosas, coisas de Deus. Por isso eu sempre digo que o mundo é muito mais do que aquilo que nos chega aos olhos. Com Fé suficiente e vivendo o Evangelho, o "véu" é levantado e nós vemos e conhecemos mais sobre as criações e obras de Deus. 


Quanto mais nos aproximamos de Deus mais sentimos o Seu Amor por nós. Ele responde às orações de todos e eu recebi uma resposta a uma oração - uma que eu fazia à anos mas no dia do meu aniversário eu a fiz de novo e 4 meses depois recebi a resposta - não um sinal dos Céus, não uma luz que me envolvia mas na forma de duas missionárias que decidiram parar e falar comigo. 

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Do Tempo XV - Da Hora das Decisões


Com o fim deste Ano aproxima-se a hora das decisões que ditarão o curso que a minha vida vai tomar. A Defesa da minha Tese está marcada para a semana que vem e sei que, mal saia do anfiteatro e saiba a decisão do júri  o meu tempo de preparação estará na recta final e eu terei de tomar uma decisão sobre o rumo que desejo para a minha vida, tanto pessoal como profissional pois, dependendo do percurso que decida seguir, uma irá afectar a outra.
Tenho pensado muito no que fazer a seguir, tenho-me preparado mentalmente para qualquer cenário que venha a acontecer mas é sempre muito difícil pois não consigo ver muito para além do "marco"..  Como se o meu futuro estivesse escondido por detrás de uma neblina que só irá levantar quando eu fizer uma escolha..

Como falei em outro texto - O Final de um Ciclo - o que torna a escolha ainda mais difícil é o facto de muito pouco me prender e forçar a uma escolha, ou a uma determinada direcção. Às vezes pensamos que não namorar, que não ter família nossa, que vai facilitar as escolhas na hora das decisões mas, no meu caso, eu sinto exactamente o contrário. O facto de não namorar, nem ter uma família minha (Pai, Mãe não conta neste caso pois, apesar de custar, sei que me apoiarão na decisão que tomar), me dificulta a escolha de um caminho pois eu não consigo ver o que poderei perder, ou ganhar, a nível pessoal e afectivo, com determinada decisão profissional que venha a tomar.

O mundo ajuda pouco nestas coisas do pessoal e afectivo.. O que dizem é para escolher sempre o profissional pois o que se quer é dinheiro e mais dinheiro, com a desculpa de que a vida não está fácil. Eu sei que a vida é bem difícil e é por isso mesmo que eu sei que apenas vivendo para o profissional eu não criarei o suporto pessoal e emocional para viver em um estado de felicidade. Pois é isso mesmo que eu desejo - felicidade - e isso nunca se irá conseguir quando se menospreza o lado pessoal e afectivo apenas por um emprego. O mundo ensina que a minha situação é, de certa forma, privilegiada pois nada me prende além da família e que, como sou ainda jovem, é fácil escolher e sair pelo mundo. Não consigo ver essa relativa facilidade que falam. Não por ser um jovem "caseiro" mas porque simplesmente não sei o que me espera. 
Eu não sei se o facto de escolher ir investigar para fora do pais me irá ajudar a casar e formar uma família  mas a nível profissional seria, muito provavelmente, algo excelente. 
Eu não sei se escolher ficar cá e "trabalhar no que aparecer" poderá facilitar um crescimento pessoal (pois isso acontece mais facilmente quando estamos em um local onde já conhecemos e somos conhecidos) mas, a nível profissional, poderá não ser algo muito bom e que promova uma carreira de relativo sucesso.

Muitas questões por responder e muitos "prós" e "contras" para ponderar em cada caminho para qual eu olhe. Nada nos prepara para estes momentos e eu sinto-me realmente mal preparado para a tomada de uma decisão que ditará o meu futuro. Não por falta de conhecimento, não por falta de coragem em dar o passo mas porque simplesmente é algo tão complexo e que pode mudar tanta coisa que eu simplesmente não consigo ver através da neblina e saber qual dos caminhos levará a uma vida feliz.


sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Do Tempo XIV - Dos Registos de uma Vida.


Nos últimos dias comecei a escrever uma espécie de registo dos eventos que acontecem na minha vida. Não posso chamar diário porque, apesar de tentar escrever diariamente, irei lá escrever textos análogos aos que aqui escrevo, relatos e eventos da minha vida ou até sobre temas variados como Física e Química. 
Mas porquê manter um registo da nossa vida?

A resposta é simples. Um registo é uma forma muito eficiente de nos lembrar das coisas que fizemos no passado. Apesar de pensarmos que a nossa memória durará sempre, e falo por mim, pois eu lembro-me de coisas que fiz à muitos anos atrás; tenho a noção que muitos detalhes, muitas pequenas coisas, se perderam no tempo. 

Há dois anos tentei começar um registo. Escrevi muitas coisas, principalmente relacionadas com a espiritualidade (pois era algo muito recente na altura), sobre musica e também sobre dificuldades que tinha. O problema é que a rotina não foi estabelecida e, um dia sem escrever, passava a dias, semanas até meses. Na passada quarta-feira decidi começar a escrever um registo de raiz e forçar-me a escrever todos os dias, mesmo que seja pouca coisa cada dia. Tudo isto porque sei que as coisas que lá escrever poderão, um dia no futuro, me ajudar num momento difícil  numa dificuldade que já passei e ficou registada mas, principalmente  poderei ler todo o meu progresso ao longo do tempo. Nós aprendemos com o passado em geral mas aprendemos muito com o nosso próprio passado. Ao ver como reagimos em determinada situação no passado poderemos aprender a reagir de forma diferente e melhor.

Este blog faz parte desse registo mas está escrito para o mundo. No meu livro escrevo para mim, para um eu no futuro. Em apenas 4-5 páginas escritas já aprendi bastante. Já posso dizer que, o que lá escrevi, me ajudou na mesma hora, apenas porque me fez relembrar muitas coisas boas, muitas bênçãos, muitas fraquezas mas principalmente o lado bom e forte do meu ser.

Acho que todos deveríamos escrever umas coisas, muito ou pouco de cada vez, pois, essas coisas nos poderão ajudar muito no futuro e podem ajudar muito outras pessoas, que poderá ser a nossa própria descendência. Eles, um dia, poderão olhar para a nossa história de vida e ver que o caminho da perfeição, apesar de parecer muito difícil e tortuoso, é possível de ser percorrido e, como prova, temos as nossas Escrituras Pessoais.  


sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Da Religião XX - As Famílias podem ser Eternas


Talvez seja das maiores bênçãos que recebemos quando abraçamos o Evangelho e o aceitamos em nosso coração, a doutrina de que as Famílias podem ser Eternas. 
Existe um Hino na Igreja que se chama "As Famílias Poderão ser Eternas". A letra é a seguinte:

Uma família tenho sim; Eles são tão
Bons p'ra mim, quero viver com eles para a eternidade assim.

As famílias poderão ser eternas, no Plano do Senhor, pra com eles viver, pra eu sempre eu Merecer; O Senhor mostrou-me o que fazer, o Senhor,
Mostrou-me o que fazer.

Enquanto ainda jovem sou, eu irei me Preparar, p'ra que no templo do Senhor,
Eu possa me casar.

As famílias poderão ser eternas, no Plano do Senhor, p'ra com eles viver, p'ra eu sempre eu Merecer; O Senhor mostrou-me o que fazer, o Senhor,
Mostrou-me o que fazer.

Tão maravilhoso cantar e saber estas coisas. Este é um dos primeiro ensinamentos que aqueles que investigam a Igreja, para se converterem, aprendem através dos missionários. É tão bom saber que poderemos viver com nossas companheiras, filhos, pais, avós, todos juntos para a Eternidade. No entanto estas coisas não são um dado adquirido apenas porque o desejamos ou imaginamos. Como diz nas escrituras, estas coisas são feitas por meio de uma ordenanças chamada de Selamento
Em Malaquias 4:5 e 6 podemos ler que o Profeta Elias é que teve a responsabilidade e a autoridade para ensinar/ordenar o Selamento nos últimos dias e, através da Restauração do Evangelho, essa autoridade passou para Joseph Smith, pelo próprio profeta Elias:

5-Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do SENHOR;
6-E ele converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais; para que eu não venha, e fira a terra com maldição. 

Mais Escrituras, já no novo testamento e Livro de Mórmon também proclamam as mesmas coisas:

A Pedro, Jesus Cristo disse e deu-lhe essa autoridade para Selar:


E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus. Mateus 16:19

Quando Paulo fala aos Efésios, ele diz que estas coisas são realizadas através do Santo Espírito da Promessa (um dos nomes do Espírito Santo):


Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa. Efésios 1:13



Nas Américas  ao povo que fugiu de Jerusalém 600 anos do nascimento de Jesus Cristo, Helamâ também recebeu essa autoridade:

Eis que te dou poder para que tudo quanto ligares na Terra seja ligado no céu e tudo quanto desligares na Terra seja desligado no céu; e assim terás poder entre este povo. (Helamâ 10:7)

E, já depois da Restauração essa Revelação é falada em Doutrina e Convénios 138: 47-48


47-O profeta Elias deveria plantar no coração dos filhos as promessas feitas a seus pais,
48-Prenunciando a grande obra a ser realizada nos templos do Senhor na dispensação da plenitude dos tempos, para a redenção dos mortos e o Selamento dos filhos aos pais, a fim de que a Terra toda não fosse ferida com uma maldição e totalmente destruída na sua vinda.


Através das escrituras aprendemos que a ligação entre marido e mulher, e a união de pais a filhos é feita, além de ser através do Amor que nutrem uns pelos outros, essa união é Selada pelo Santo Espírito numa ordenança chamada Selamento - realizada nos Templos do Senhor. Sem esta ordenança as ligações familiares perdem-se, ou seja, poderemos voltar a estar com essas pessoas mas elas serão como "nossos irmãos" e não como família ligada e selada. Esta doutrina vai contra o que o mundo ensina, isto é, contra os vários ensinamentos de que a morte é o final de todas as coisas, ou contra os ensinamentos que dizem que basta o Amor para ligar as pessoas até depois da morte. As escrituras ensinam o contrário e também ensinam que essas ligações, esses convénios de Selamento entre Marido e Mulher, Pais e Filhos, são apenas mantidas enquanto vivemos em rectidão e seguimos os preceitos de nosso Pai Celestial.

O Pai é um Pai misericordioso e justo e sabe que nem todos tiveram a oportunidade de serem baptizados e até de serem selados a familiares e ás pessoas que mais amam. Nós, que ainda andamos por cá, podemos e devemos fazer essas coisas pelos que já partiram, ou seja, através da genealogia e do trabalho vicário nos Templos do Senhor, nós realizamos estas ordenanças pelos que já partiram e não as conseguiram realizar. O mundo do Evangelho é Perfeito e todos têm essa oportunidade de ouvirem o Evangelho, serem baptizados e realizar todas as ordenanças, isto tudo se nós também fizermos a nossa parte de trabalhar por eles e de viver em rectidão para agir em nome do Senhor com Autoridade.

Da nossa salvação depende também a salvação de todos os que esperam pelo nosso trabalho no Templo e que esperam que nós sejamos a bênção pela qual eles sempre Oraram ao Pai para receber.



segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Do Tempo XIII - Dos Medos


Medo..
Quem não tem medo de alguma coisa?
No fundo há algo que nos faz tremer, que nos faz recuar. Que nos faz hesitar quando temos algo para fazer. 
Gostava de chegar ao fim da minha vida e poder dizer "Eu lutei contra todos os meus medos e venci". No entanto, ainda vou sendo vencido por alguns. Neste texto darei alguns exemplos dos meus medos mas, acima de tudo, da forma como lido com eles. Mas, antes disso, apenas gostaria de afirmar que os medos existem para serem vencidos, por mais que nos custe, por mais "estranhos" que eles sejam, eles devem ser superados. 
Um dos medos que consegui superar, depois de alguma força, foram as vertigens. Um medo das alturas que me impedia até de ir à janela do quarto ou até de subir cadeiras.. Foi algo que custou superar mas agora já faço de tudo. Uma coisa que me ajudou muito a superar foi interiorizar que "não vou cair", por mais que a minha mente me diga que eu vou. 
Quantos de nós não têm medos similares? Medo de cair, de fazer asneiras, de errar. Quantos de nós, com medo de "cair" no nosso percurso diário pelas dificuldades, acaba por não sair do sitio? Ou pior, por fazer asneiras piores?

Um outro medo, ou melhor, um outro factor que me cria grande ansiedade é o contacto com as pessoas. Nunca entendi este problema, não sei de onde ele vem mas apenas sei que tenho dificuldade em aceitar ser tocado (uma simples mão no ombro, ou até abraços). Uma situação que me coloca em piores condições é quando estou no meio de multidões... O estado de ansiedade é tão grande que não vejo ninguém e apenas procuro uma saída. Ir ver o concerto da minha banda favorita foi um "problema", ou ver a inauguração da Capital Europeia da Cultura. Por isso me recuso a ir a manifestações por exemplo.. o meu maior problema não seria a austeridade naquele momento..
No entanto, luto contra estas coisas todos os dias. Mostrar Amor pelas pessoas implica contacto e, uma a uma, vou aceitando, e interiorizando, esse contacto. Acredito que o desconforto é cada vez menor mas quando 10 se tornam 50 então muito trabalho ainda tenho por fazer.. 

Para finalizar acabo com um outro medo - medo de magoar, de falhar, de não ser aquilo que deveria ser - numa relação. Estes receios são bons quando se está numa relação, pois, quando bem "medidos", eles impedem de fazer asneiras maiores e nos obrigam a ser melhores e a lutar pela relação e pelo Amor. Mas, quando não estamos numa relação, estes receios nos impedem de sequer nos aproximar-mos daquelas pessoas que nutrimos o  principio de um sentimento que poderá vir ser grandioso. Não traço padrões para uma companheira, traço padrões para mim para merecer uma companheira. Por isso, apesar de até chegar a Orar para encontrar Amor, eu tenho uma parte de mim que diz "não estás preparado para isso". 


Mas porque falei eu destas coisas? Porque sei que todos temos medos, seja medo do escuro ou medo de responsabilidades; grandes ou pequenos, eles nos restringem e devemos usa-los como uma forma de nos tornar melhores, mais fortes. Quando vencemos um medo nós nos ganhamos um sentimento de invencibilidade. Quando me vi a subir para uma cadeia (estava a mudar uma cortina) ao lado de uma janela aberta.. quando me vi a olhar para baixo e só ver rua, e a não sentir medo ..eu nunca me senti tão forte. Como será sentir estas coisas todos os dias, quando ultrapassamos um medo de dar um passo, de dar um abraço, de falar, de discursar e defender nossas ideias? 

Quão felizes não estaremos quando.. 
..perdemos o medo de estar sozinhos a defender o que acreditamos?
..perdemos o medo de ser bons e diferentes do mundo?
..perdemos o medo de ser nós próprios?
  

sábado, 24 de novembro de 2012

Da Marca das 5000 Vizualizações



Ontem o Blog passou as 5000 visualizações !!
Escrevi o primeiro texto do blog em Abril e, passados sensivelmente 7 meses, chegou ás 5000 visitas. Estou grato ao Pai, pela inspiração constante para escrever as coisas que eu sei e vou aprendendo, e a todos vocês por visitarem este meu espaço na Internet e, através das vossas visitas, me incentivarem a escrever mais e sobre cada vez mais coisas. 
Pessoalmente acho esta marca muito boa e nunca pensaria chegar a tantas visualizações em apenas sete meses.

Esta marca fez-me ver quais os textos mais lidos até hoje.
O texto sobre a Armadura de Deus  foi o mais lido de todos. Acho que este texto e o da Nossa Identidade (escrito à duas semanas), talvez foram, na minha opinião, os melhores textos que já escrevi. São dois textos muitos importantes para mim. Os seus ensinamentos e o conhecimento que adquiri para os escrever, moldaram a minha personalidade para algo que eu acredito ser melhor. Todos os outros textos que escrevi, e irei escrever, assentam sobre os ensinamentos da Armadura de Deus e d'A Nossa Identidade. 

Os textos com mais visualizações, a seguir à Armadura de Deus, foram:
Das Mentiras - Acredito que ter o Dr. House como figura ajudou a fazer este texto crescer em visualizações  A mentira é algo que todos fazemos (pequenas ou grandes) mas algo perfeitamente evitável, apenas precisamos ter força para dizer sempre a verdade.

A Música - Um texto mais pessoal sobre como a música me influência e me ajuda a suportar muitas coisas na minha vida.

A Árvore da Vida - Acho que também é um dos meus melhores textos de cariz religioso. Serve para todas as coisas da vida pois, se sabemos onde encontrar a felicidade, não desejamos que a nossa família e amigos provem desse fruto também? Retrata o sonho do Profeta Leí do Livro de Mórmon.

A Tolerância - Algo que hoje em dia se vê pouco. As pessoas têm cada vez menor tolerância e paciência para com as outras pessoas. Devemos ser tolerantes em todas as coisas. Isso não significa aceitar todas as coisas, apenas implica ter paciência e aceitar que as outras pessoas desejam fazer as coisas de maneira diferente da nossa.

Da Hipocrisia - Algo muito comum nos dias de hoje. Ter duas caras, falar uma coisa e fazer o oposto. Devemos deixar de ser hipócritas, até com nós próprios  Devemos apostar em ser Verdadeiros em todas as coisas e criar uma harmonia entre o que pensamos - sentimos - e fazemos.

Da Castidade e do Casamento - Uma das pedras angulares da família e das pessoas que vêem o seu corpo como um Templo Sagrado. Devemos nos proteger das coisas do mundo, das filosofias do mundo que ensinam que devemos "experimentar" todas as coisas. O Pai nos ensina que devemos Amar primeiro, que devemos criar alicerces fortes que sustentem uma relação que se deseja forte e Eterna. A Castidade nos protege e o Casamento nos fortalece para a Eternidade. 


Esta marca dos cinco mil também me levou a levar em frente outro projecto que é criar um outro blog, similar a este, mas em língua inglesa. Desta forma acredito que chegarei a mais pessoas e que a mensagem que tento passar ao mundo, chegue a mais pessoas e as inspire a pensarem mais um pouco, a começarem a olhar para os céus e não apenas para o chão. 


Obrigado a todos; 
pelos vossos comentários, pelas vossas visitas, pelo vosso apoio.  :) 

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Da Religião XIX - A Ciência II




Estava eu hoje a acabar de fazer a minha apresentação, ou melhor, a acabar mais uma das versões pois, sempre que olho para algo que fiz tenho vontade de alterar, mudar sempre algo, até ficar perfeito. Isto levou-me a pensar e a voltar ao tema da Ciência e a sua relação com a Religião. Como aprendiz de cientista, muitas vezes sou colocado à prova nesta "luta" entre a ciência e a religião. Nós sempre ouvimos  dizer, lá fora no mundo, que a ciência contradiz a religião. Um desses exemplos é a criação do Universo ou a nossa própria existência. 
Muito eu já aprendi sobre a Doutrina da Criação, já li muitas Escrituras Sagradas sobre o tema e posso dizer que muito ficou por descrever. As Escrituras Sagradas falam muito pouco sobre a forma como o Universo foi criado, como o Homem foi criado, ou a Vida em geral se desenvolveu. Aliás, as Escrituras apenas dizem que elas foram criadas, não descrevem (a fundo) como foram criadas. Ou seja, no fundo a ciência não contradiz a religião, apenas a tenta explicar. 
O que levou às guerras de palavras entre os estudiosos da ciência e os defensores da religião é o facto de os Homens se fecharem no pouco conhecimento que têm. Os da ciência acham que têm as respostas certas e que essas respostas negam os "milagres", mesmo sem saberem a "ciência" por detrás desses milagres. Enquanto isso, os religiosos fecham-se no seu pouco conhecimento e negam tudo que seja diferente do descrito pelas Escrituras, como uma simples equação matemática ou uma observação microscópica.

A ciência de Deus é perfeita, isso eu sei. Para saber isso eu apenas preciso observar o Universo ou o mundo molecular e ver que estas coisas não podiam ser obra do acaso. Todas as constantes têm de estar em perfeita harmonia ou o sistema entra em colapso. Algo tão perfeito não podia ser obra do acaso.  No entanto, as escrituras Sagradas apenas nos ensinam o que precisamos saber para voltar a Deus, para ser Salvos e para ser Felizes. A Ciência apenas tenta responder às perguntas que todos nós alguma vez fizemos:
De onde eu vim?
Porque é que o meu corpo é assim? Como funciona?
Quais são as leis da Natureza?
Porque é que o pássaro voa?

Algumas perguntas, como a primeira, podem ser respondidas usando as Escrituras Sagradas mas à outro tipo de perguntas que o Pai deixou para nós procurar-mos e, com a Sua bênção, encontrar as respostas. Avanços na medicina aconteceram porque Homens decidiram estudar como o corpo funcionava; avanços na nossa vida quotidiana aconteceram porque outros procuraram saber as leis do mundo e como as descrever. Aprender como voa o pássaro levou-nos a invenções como o Avião. 

Eu sei que um Homem inspirado por Deus e que decida estudar a Ciência d'Ele, irá ter sucesso e verá o que outros nunca viram. Não porque elas serão diferentes mas apenas porque a sua perspectiva mudou - a sua visão será mais ampla e o seu conhecimento será completo. Ciência e Religião devem andar juntos. Eu sei isso, outros cientistas famosos sabiam isso.  Apenas devemos interiorizar duas coisas:
- Com apenas a ciência eu nunca saberei todas as respostas;
- Com apenas a religião eu nunca terei conhecimento suficiente sobre a Ciência de Deus. 

Física, Matemática, Química, Biologia, faz tudo parte da Ciência de Deus. Somos todos incentivados a estudar, a conhecer mais sobre as maravilhosas criações de Deus. Não há nada mais reconfortante do que descobrir algo e sentir uma palmadinha nas costas e a Sua voz mansa e suave nos sussurrar ao ouvido: 

Não é bem assim mas estás mais perto.. 



segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Da Religião XVIII e Alma XXV - Aos Pais


Um vez escrevi sobre a Família e a sua importância. Hoje irei falar directamente para quem é Pai, ou futuramente o será. 
Os alicerces do carácter de qualquer pessoa são construídos no seio da família, principalmente pelos Pais. Os filhos olham para os Pais como exemplo maior. Tudo que aprendemos, enquanto criancinhas, é espelhado pelo que vemos os nossos pais a fazer. Por esta razão, é necessário que os pais interiorizem que o seu exemplo é de suma importância para os seus filhos. Um pai que é desonesto, que é impaciente e explosivo, que discute em vez de conversar, que até seja agressivo, irá passar isso para os filhos, mesmo que os filhos nem reparem. Ao ver os pais a fazer algo errado as crianças irão crescer a pensar que o errado não é tão errado assim. Algumas poderão chegar à idade da responsabilidade e aprender, mesmo que sozinhas, que aquilo é mau, mas muitas continuarão a fazer errado pois viram os pais a fazer errado. 

A Presidência de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias escreveu, um dia, uma proclamação ao mundo sobre a família  Esta carta não é apenas para membros, ou Fieis, mas para todos. Claro que é um documento religioso, pois descreve aquilo em que nós acreditamos, mas todo o mundo poderá ler e entender a importância da família e o dever dos pais.  

O marido e  a mulher têm a solene responsabilidade de amar-se mutuamente e amar os filhos, e de cuidar um do outro e dos filhos. “os filhos são herança do Senhor” (Salmos 127:3). Os pais têm o sagrado dever de criar os filhos com amor e rectidão  atender a suas necessidades físicas e espirituais, ensiná-los a amar e servir uns aos outros, guardar os mandamentos de Deus e ser cidadãos cumpridores da lei, onde quer que morem. O marido e a mulher — o pai e a mãe — serão considerados responsáveis perante Deus pelo cumprimento dessas obrigações.

É apenas um excerto do texto mas mostra algo relativamente importante para Todos. A responsabilidade do casal é amar-se mutuamente e amar os filhos. Amor implica tanta coisa.. implica que vamos colocar a família como prioridade máxima em relação às coisas do mundo. Os pais também têm o dever, e a responsabilidade, de ensinar os filhos a amar e a servir aos outros. Ensiná-los a guardar, desde pequeninos, os mandamentos de Deus. Quando somos bem ensinados em casa, quando os nossos pais são um bom exemplo, então nós iremos para o mundo bem mais fortalecidos e protegidos das tentações. 
Claro que poderão dizer que o mundo agora é uma grande influência para as crianças e jovens. Concordo plenamente, por isso eu disser que os filhos saem fortalecidos - não imunes. A escolha será sempre deles, ou nossa, se cedem às tentações ou não. No entanto, os pais devem usar de todo o seu poder e conhecimento, devem dar o seu melhor, para ensinar os filhos a percorrer o caminho certo. 

O problema dos tempos que vivemos é que os pais começam a descartar-se da sua responsabilidade. Filhos passam mais tempo a ser ensinados pela televisão e pela Internet do que pelos pais. Filhos passam mais tempo nas escolas, em actividades extra-curriculares ou em centros para jovens se entreterem, do que em casa a serem ensinados pelos pais ou simplesmente na companhia deles. Claro que existem pais que necessitam destas coisas pois trabalham durante muitas horas mas muitos outros usam destas "ferramentas" para literalmente se livrarem dos filhos enquanto vão para cafés, saem com amigos, entre outras actividades.. 

Falando directamente para os Santos dos Últimos Dias, a responsabilidade de ensinar o Evangelho aos vossos filhos, não é inteiramente da Igreja. A igreja usa das lições, e actividades, para enriquecer os vossos filhos e para promover o contacto deles com outras crianças e jovens que vivem os mesmos princípios mas, a responsabilidade de ensinar os filhos a viver o Evangelho é dos Pais. Os pais devem ensinar os filhos a orar e devem realizar, sempre, orações em familiar, noites familiares, estudo das escrituras em família  As crianças são irrequietas por natureza, dificilmente param para orar ou estudar mas, se os pais mostrarem perseverança em manter esta tradição de estudar em família  orar em família  e realizar actividades em família  então as crianças irão lembrar-se disso quando forem mais velhas.

De todos os desejos que algumas vez tive, apenas faltam dois realizar. Um deles é o de ser pai. Poderá demorar o tempo que for preciso mas eu sei que irei dar o meu melhor para ensinar os meus filhos a percorrer o caminho que sei ser o mais correcto. Os meus pais, apesar de não serem da minha religião, ensinaram-me bem, principalmente a ser responsável e disciplinado. A procurar o que é certo e a perseverar nas dificuldades. Eles são um grande exemplo para mim, mesmo que nem o saibam. Desejo ser um bom exemplo para os meus Filhos. Essa será a minha responsabilidade.




quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Da Greve e das Manifestações


Apesar da imagem que escolhi para ilustra uma manifestação pacifica, como a de à sensivelmente um mês atrás, o que irei falar é o completo oposto do ilustrados.

A Greve é um direito de todo o trabalhador. Com ela mostramos o nosso desagrado em relação à nossa entidade patronal, no caso de ontem - O Estado. Eu sempre tive um sentimento, digamos, bipolar em relação às greves. Concordo que nos devemos manifestar e não trabalhar, por x tempo, para mostrar o nosso desagrado. Por exemplo, concordo plenamente com a Greve Geral de ontem. No entanto, sou contra as greves hipócritas como o caso das greves da CP e TAP onde estas pessoas fazem greve quase todos os meses por uma simples razão - perda de privilégios (que não falam deles ao publico em geral) e ainda pedem aumentos salariais (que é o que o povo todo quer). Depois temos a greve dos estivadores, que devem chegar aos 2 meses sem trabalhar (a 100%), prejudicando as nossas exportações e a economia em geral. 
Todos sabemos que, ao fazer greve, perdemos o direito ao salário do dia. Já se perguntaram como é que estas pessoas, a fazer greves por tudo e por nada, sobrevivem? Talvez seja porque a vida realmente não lhes custa ou será porque ganham por outros lados? Segundo soube, pois achei que seria muito hipócrita se fosse realmente verdade, os grevista são pagos pelos sindicados ( % do salário do dia) quando fazem greve. Assim a greve deixa de ser um sacrifício e passa a ser "mais um dia normal" pois continuam a ganhar e apenas a entidade patronal, e o país em geral, é que perde. Para mim isto é hipocrisia e gozar com a cara de quem faz greves como a de ontem, onde realmente se perdeu 1 dia de trabalho e esse dinheirinho ao fim do mês.

Depois da palestra da CGTP, que não direi se concordo ou discordo com os pontos deles, aconteceu a batalha campal que passou em todas as televisões nacionais, e internacionais. Se na manifestação - da foto - fomos conhecidos pelas melhores razões, depois de ontem voltamos a estar ao nivel da Grécia e Espanha. 
Como disse o ministro da Administração interna, os desacatos foram causados por profissionais da desordem, que vão para estas manifestações apenas para causar problemas. Eles até vão já equipados, com roupas grossas e mochilas às costas. Vão de caras tapadas para esconderem a vergonha que fazem passar os pais e a própria imagem do país. Atiram pedras contra agentes da autoridade que estão ali a cumprir o seu dever civil. Esquecem-se que a PSP e GNR são muito penalizados pela austeridade mas estão ali por amor à camisola como se costuma dizer. Se à um mês policias diziam que gostariam de estar do "outro lado", ontem acredito que muitos diziam estar do lado certo. 
A Policia aguentou mais de hora e meia, minutos intermináveis  a ser agredida, insultada; a levar com pedras e garrafas que eram atiradas indiscriminadamente. Jornalistas e pedestres foram atingidos por estes objectos (ver reportagem da TVI). Por fim chegamos a um limite e a policia avisou que estava na hora de dispersar. Foram dados 5 minutos para os manifestantes abandonarem o local ou - legalmente - a policia iria exercer da sua autoridade. Quem era pacifista devia ter ouvido estas palavras de ordem e ter aproveitado a deixa para abandonar o local. Alias, quem é pacifista nem devia lá estar mal os desacatos começassem. Existe o bom senso e este deve ser usado. A policia carregou e foram contabilizados 48 feridos, nos quais 21 policias, e 9 detidos. Claro que existem mais feridos mas estes são os que foram atendidos pelo INEM e pela policia no local.
Vejo agora que começam a aparecer comentários  tipo os da Amnistia Internacional, da qual sou membro, a dizer que condena a policia pela violência excessiva usada contra manifestantes pacíficos  Meus caros, o ambiente já não era pacifico e, nestas condições, quem é pacifista deve simplesmente ABANDONAR, ou será inserido no saco dos manifestantes desordeiros que desobedeceram à ordem de abandonar o local. 

A manifestação de ontem foi uma vergonha para o país. Quando vi a primeira pedra a voar eu senti vergonha daquele povo que diz-se "revoltado" e agride o próprio povo. Destroem a propriedade dos outros, pintando paredes e queimando caixas multibanco e eco-pontos. Enchendo de medo jovens e crianças, diante de tamanha violência. 

O país deve acordar e virar-se contra a austeridade mas não como ontem. O que vi ontem é simplesmente vergonhoso. 

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Das Virtudes XII - Não ter medo de ficar sozinho

Hoje gostaria de falar sobre algo que nos afecta a todos, que é o medo de ficar sozinho a defender algo em que acreditamos. 
Isto já vos deve ter acontecido pelo menos alguma vez na vida; estar em uma conversa normal, chegar a um tema controverso (tipo religião ou até politica) e nós ficamos com receio de expor o nosso ponto de vista apenas porque a conversa vai contra aquilo que acreditamos. Ou quando, com medo de ser gozados ou colocados de parte por um grupo, nós experimentamos coisas que em situações normais nós nunca experimentaríamos,  como o tabaco e álcool com os jovens. Enfim, existem inúmeras situações em que por medo, por receio de ser gozados, apontados, parecer diferentes, etc.., nós escondemos as nossas crenças e os nossos princípios  do resto do mundo.

É fácil defender o que acreditamos quando estamos junto a pessoas que defendem o mesmo, já não nos sentimos sozinhos. No entanto, é preciso coragem para ficar sozinho e não ter medo de defender aquilo em que acreditamos.  
Falando em termos religiosos, pois de politica basta os telejornais, quantas vezes nós evitamos dizer que somos de religião x ou y, apenas por medo da argumentação que virá? Ou quando evitamos expor as nossas crenças em locais públicos, usando frases ou imagens (como no facebook por exemplo), apenas para que as pessoas não olhem para nós de forma "diferente"?

Falando no meu caso em particular, quando fui baptizado n'A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, também tive alguns problemas em expor minhas crenças. Podia dizer que o meu conhecimento ainda não era sólido o suficiente para defender aquilo em que acreditava mas agora posso dizer que não tenho medo de expor o que acredito, seja em que meio for, pois eu estou firme naquilo em que acredito, tenho Fé nestas coisas. Poderei tremer das pernas quando falo destas coisas em publico mas aprendi que a coragem é uma característica que se ganha apenas quando é aplicada na prática e em situações difíceis. Não sou perfeito nesta coragem mas acredito que estou no caminho certo. 
Aprendi que as pessoas, mesmo que acreditem em coisas diferentes das nossas, irão olhar para nós como bons exemplos quando nós simplesmente mostramos coragem em defender o que acreditamos. 

Devemos mostrar força quando estamos a defender algo em que acreditamos; seja a nossa Fé, seja o nosso conhecimento, sejam os nossos princípios morais. Não devemos ter receio de os mostrar ao mundo. Todos ambicionámos liberdade mas, sem a coragem para bater as asas e saltar do ninho, um pássaro nunca irá aprender a voar, de forma majestosa, pelos céus mas irá ficar restrito ao ninho e não vai progredir...

sábado, 10 de novembro de 2012

Da Religião VIII - A Nossa Identidade



Nos próximo tempos irei dedicar, grande parte dos meus textos, à nossa Identidade. Não a nossa identidade individual mas a nossa identidade como Humanidade.

Muitos dos que acreditam em um Deus Criador, defendem que nós somos criação desse mesmo Deus, como uma pintura é criação de um pintor, como uma escultura é criação de um escultor, ou como um edifício é criação de um arquitecto. Defendem que fomos criados da mesma forma que os outros seres vivos foram criados. No entanto, com uma leitura mais atenta e inspirada das escrituras, podemos observar que nós não somos simples criações mas somos literalmente Filhos Espirituais de Deus. 

Como Elder Tad R. Callister, da Presidência dos Setenta de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, disse (parafraseando) - As consequências desta doutrina são monumentais pois, a nossa identidade determina, em grande medida, o nosso destino.

Quando interiorizamos que somos filhos de Deus, não simples criações, então a nossa perspectiva do mundo, até do próprio tempo, muda radicalmente. Poderá, algum dia, uma pintura tornar-se um pintor? Poderá, algum dia, uma escultura tornar-se em escultor? Quando interiorizamos que somos filhos de Deus, então nós deixamos de nos comportar como simples criações - estagnadas no tempo, sem evolução, sem aprendizagem, sem crescimento espiritual - e passamos a nos comportar como Filhos de Deus. 

Mas, então, quais são as implicações desta doutrina - desta Verdade? O que podemos então dizer sobre o nosso destino, como Filhos de Deus? A resposta é bem simples mas a sua consequência e compreensão são monumentais. Para encontrar a resposta recorremos às escrituras sagradas. Começamos no Génesis. No período em que Adão e Eva viviam no Éden, eles viviam num estado de inocência, eles não conheciam o bem nem o mal, não sabiam o que era certo pois não conheciam o errado. Após a transgressão de Adão, o Senhor os expulsou do Jardim do Éden mas depois disse : 

"Eis que o Homem é como um de Nós, sabendo o bem e o mal.."

Como Filhos de Deus, o nosso potencial é um potencial divino. Não o de simples criações mas o potencial de perfeição e Divindade com a nossa Exaltação.  Nesta passagem bíblica  Deus, o Pai, diz claramente que, naquele momento, nós nos tornamos como Eles, tendo o conhecimento do bem e do mal. Não nos tornamos deuses mas começamos a caminhar no sentido da perfeição. Para explicar melhor este conceito usarei da seguinte comparação. 
Imaginem que vos peço para andarem de carro 1 km mas, digo-vos que terão de andar em ponto-morto. Vocês dirão que é impossível  o carro não irá andar enquanto não se colocar uma mudança, seja para a frente ou para trás. Mas eu insisto e digo-vos para colocar prego a fundo e tentarem. De novo, não funciona, é necessário colocar uma mudança para o carro andar.

Quando estavam no Éden, Adão e Eva estavam num estado de "ponto morto" espiritual. Eles não podiam avançar pois não sabiam fazer escolhas, não sabiam distinguir o bom pois não sabiam o que era mau; não sabiam o que era alegria pois nunca sofreram.  Após a transgressão, uma mudança foi realizada. Eles tinham, então, a oportunidade de caminhar, sair do sitio, evoluir, seja em que sentido for; seja para o bem, rumo à perfeição, seja para o mal. A palavra chave no caminho da perfeição é a Escolha

Como diz Elder Callister "não existe doutrina mais controversa do que a doutrina de que o Homem poderá ser como o Pai, um Deus."

Quando ensino esta doutrina, as pessoas olham isso como algo impossível  ou até blasfémia. "Como poderei eu, pecador, me tornar um Deus?" ou "impossível, só pode haver um Deus e o homem nunca poderá ser Deus".

Irei usar as escrituras para justificar esta doutrina mas irei também usar até da ciência e lógica.

-Das escrituras.
Usando outro exemplo do livro de Génesis mas, desta vez, com Abraão. O senhor disse "Eu sou o Deus Todo-Poderoso, anda em minha presença e sê perfeito". Podemos dizer que o Senhor fala em termos relativos, comparando com o resto da humanidade mas, saltando para os ensinamentos de Jesus Cristo, Ele diz, em Mateus 5:48 "Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos Céus". Em João 17:22-23 diz também "E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um. Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade.."
Nós não devemos ser perfeitos comparado com os outros mas, segundo o nosso próprio Pai, devemos ser perfeitos como Ele é perfeito. Isto não retira a divindade de Deus, não o reduz ao nosso nível  Esta doutrina simplesmente nos eleva ao potencial de ser como Ele é. 
Que pais, amoroso, misericordiosos e justo, não deseja que os seus Filhos sejam como Ele é? Desde o inicio dos tempos que Ele nos ensina, através dos santos profetas e escrituras, que nós devemos procurar a perfeição. Que devemos largar as nossas vidas iniquas e dar o nosso melhor em percorrer um caminho justo, de Amor, Caridade e Felicidade.

- Da ciência e Lógica.
Uma Lei fundamental da ciência, ou biologia, é o conceito "da sua espécie nasce a sua espécie" ou seja, de um cão não nasce um gato, de um elefante não sai uma girafa, de uma rosa não crescem maçãs. Como filhos espirituais de Deus, está implícito no nosso "código genético espiritual" que nós iremos crescer para ser como nossos progenitores espirituais, ou seja, Deuses. 


Meus irmãos. A diferença entre nós e Deus não é uma diferença de espécie mas sim uma diferença em grau; como uma semente cresce até chegar a uma grande e frutífera árvore, a diferença entre um bolbo de uma flor e uma linda rosa na primavera. 
Mas como é que nós, com todas as nossas falhas e fraquezas, podemos chegar ao estado da perfeição? O nosso Pai Celestial providenciou todas as ferramentas necessárias para tal acontecer. Temos os profetas e as santas escrituras, que nos ensinam todas as coisas e nos dão conhecimento para percorrer o caminho para a Felicidade. Fomos também abençoados com as cinco ordenanças para que esse caminho seja possível de percorrer. 
Em primeiro lugar, o baptismo para a remissão de pecados e limpeza de espírito pois "devemos nascer da água e do fogo para entrar no reino dos céus". 
Em segundo lugar o dom do Espírito Santo. Esta bênção nos permite conhecer a mente de Deus, a Sua vontade e, quando nos deixamos guiar pelos sussurros do espírito, ele nos ensina a viver e a pensar, como Ele.
Em terceiro lugar A autoridade e as ordenanças do Santo Sacerdócio de Deus, que liga os céus e a terra.  Ou seja, a autoridade para actuar em Seu nome, como se Ele próprio estivesse aqui. Desta forma aprendemos a usar o poder divino com Amor, com justiça, com Fé, com misericórdia, ou seja, em profunda rectidão.
Em quarto temos a Investidura. Esta é a ordenança do conhecimento. Um presente d'Ele para nós, para saber como nos podemos tornar como Ele é. Como diz o ditado antigo - "Conhecimento é Poder" - e isto é tão verdade.
Por ultimo, as ordenanças do Selamento. Casamento Eterno, que nem as correntes da morte conseguem separar o marido da sua companheira. No Amor, e em Cristo, com a autoridade do Seu Santo Sacerdócio  famílias são unidas para a Eternidade. 

Também, para nos ajudar nesta caminhada, temos os dons do Espírito  Estas bênção ajudam-nos a percorrer este caminho tortuoso, dando força e as ferramentas necessárias para nos levantarmos, corrigir nossas fraquezas mas, principalmente, para ajudar a elevar todos que nos rodeiam. 
A nossa identidade divina coloca muita responsabilidade nas nossas mãos mas também nos dá uma perspectiva maravilhosa do mundo e de toda a humanidade que nos rodeia. Como C. S. Lewis escreveu uma vez: 
"É uma coisa maravilhosa, viver em uma sociedade de deuses e deusas, lembrar que a pessoa mais maçante e mais desinteressante com que você pode falar, poderá um dia ser uma criatura que você estaria fortemente tentado a adorar. . . . Não há pessoas comuns."

Deus não faz acepção de pessoas. Todos somos Filhos d'Ele, todos tempo o potencial para a divindade. Desde o mau até ao mais Santo entre nós, todos temos esse potencial mas, a escolha será sempre nossa. Nós é que decidimos que caminho percorrer, que escolhas fazer. Permitam que a vossa Luz brilhe para o mundo. Não escondam a vossa Luz mas permitam que todos a vejam e sigam o vosso exemplo de rectidão  Não se sintam intimidados com a perfeição divina pois ela deve servir como motivação para melhorar as nossas fraquezas. Não devemos ter vergonha das nossas fraquezas mas devemos erguer nossas cabeças e manter os olhos nos céus. 

Erguei-vos e Brilhai.




terça-feira, 6 de novembro de 2012

Da Religião XVII e Alma XXIV - A Morte



Se existe conceito que assusta muitos é o conceito de Morte. Acredito que a dificuldade em aceitar a Morte, como algo natural, esteja ligado com outros medos:
- O medo de que seja o fim, que não exista mais nada depois de o sopro da vida desvanecer;
- O medo de se ficar sozinho, quando entes queridos partem;
- O medo causado pelos conceitos de inferno e paraíso;
- O medo de ter deixado algo por fazer;
- A incerteza da hora em que esse momento chega;
entre muitos outros.

Desde sempre que nunca consegui ver a morte como um "fim". Sempre acreditei, desde muito cedo, que existe algo para além desse ponto. Não faz sentido tudo o que fazemos aqui terminar em nada. Tem de existir uma consequência para tudo, os nossos actos têm de implicar algo, ou seja, tudo o que fazemos aqui, a vida que levamos, tem de ter uma consequência eterna. Se tudo acabasse quando morremos então conceitos como Amor, Família  Casamento, Bem e mal, não fariam sentido pois estes sentimentos, estes conceitos, implicam uma continuidade. 

Existe uma escritura no Livro de Mórmon que diz:
Pois eis que esta vida é o tempo para os homens prepararem-se para encontrar Deus; sim, eis que o dia desta vida é o dia para os homens executarem os seus labores - Alma 34:32

A vida é muito breve, quando comparado com o plano da Eternidade mas, esta vida, é tudo o que temos para demonstrar a Deus que desejamos estar com ele, é o tempo para tornar as nossas fraquezas em algo mais forte e bom; é o tempo para viver pela Fé, pelo Amor, pela caridade  pela misericórdia e pela justiça; é o tempo para mostrar que conseguimos viver segundo a Lei d'Ele e que, todos os dias da nossa vida, vamos tentar ser melhores que o dia anterior. Esta vida é um tempo de preparação. 
Todos os dias aprendemos sempre algo novo. Nas dificuldades vamos ter sempre duas escolhas a fazer, ou entramos em pânico e amaldiçoamos o mundo ou aprendemos algo com isso e vamos à luta. A vida é uma evolução continua e a morte faz parte da vida pois é, também, uma dificuldade que vai testar a nossa Fé, os nossos medos, as nossas atitudes.
Todas as coisas estão sujeitas à morte. Podemos achar que é injusto mas porque pensamos isto? Será que pensamos que ela é injusta apenas porque nos afasta de quem amamos? 
Meus irmãos, não será isto egoísmo?
Eu sei o que custa ver entes queridos a partir, ver amigos a partir, ver pessoas que amavam a acabar com a sua própria vida ou outras a morrer aos poucos devido a más escolhas e vícios  Eu sei que a dor é real mas existe uma diferença entre a tristeza de ver um ente querido a partir e a tristeza de não aceitar esse facto. Já vi pessoas a amaldiçoar tudo e todas, até Deus, pela morte de um ente querido. Mas já ouvi de viúvas que confortam os familiares e visitantes, pela morte do seu companheiro.

A vida é um tempo de preparação. Devemos viver cada dia como se fosse o último. Isto implica que cada dia é um bênção e que devemos dar graças por essa bênção e melhorar nosso ser e tornar a vida de quem nos rodeia, em algo melhor. Devemos demonstrar nosso Amor todos os dias, devemos demonstrar Caridade todos os dias, devemos dizer o que está em nosso coração, a quem amamos, todos os dias, pois nós nunca sabemos quando chegará o ultimo dia. Não há dor maior do que ver um ente querido partir e ficar algo por dizer, um abraço por dar, um amor por demonstrar. 

O Evangelho, as escrituras, todos os ensinamentos vindos de Deus, ensinam que as famílias poderão ser Eternas, que o Amor é Eterno e que esta vida é uma preparação. O que não daríamos para ter toda a família junta depois desta vida e estar perto de todos os que amámos? Isto vale todas as riquezas do mundo, todos os confortos, todas as mordomias. Mas estas coisas apenas dependem de nós. Das nossas escolhas, da nossa atitude, da vida que levamos e escolhemos e, sobretudo, do exemplo que somos, para que a nossa família também faça o mesmo. Pois eu não posso salvar a minha família e amigos mas posso ser um bom exemplo e ensinar todas as coisas, para que eles desejem seguir o mesmo caminho e, no final, estarmos todos juntos, unidos num Amor que é Eterno.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Da Alma XXIII - Das Drogas e Vicios


Bem, nos últimos dias vi um post, em outro blog - Shiuuuu , onde se falava do uso de drogas.
Muitos defendem o uso de drogas, ou substâncias que nos alteram, como forma terapêutica  ou para se alegrarem ou porque simplesmente dizem que "não faz mal".

As pessoas, como acto de consciência, para não se sentirem culpadas, alegam benefícios medicinais como desculpa para usarem, quase diariamente ou sem ser necessário, estas substâncias. Não falo apenas dos ditos charros ou canabis. Falo também do álcool  da cafeína, do tabaco, das drogas medicamente prescritas (e usadas indevidamente). Estas substâncias são prejudiciais para o organismo, causam vicio, prendem as pessoas ao uso delas mas, dado os seus efeitos, elas sentem-se tão bem ao usa-las que preferem não largar.

É essa a essência de todos os vícios pois, se fossem maus quando usados, ninguém os usaria.
Todas as drogas têm uma aplicação medicinal, podem ser usadas para tratar doenças, como terapia até para problemas psicológicos. Mas, as pessoas recorrem a estes estudos para justificar o uso irresponsável destas drogas no dia-a-dia, quando não é necessário o seu uso terapêutico. Falando apenas de algumas:
- A cafeína é usada para revitalizar e activar o cerebro quando nos encontramos mais em baixo, devido a doença - caso da gripe por exemplo, onde os medicamentos contêm cafeína para realizar esta mesma coisa. No entanto, as pessoas tomam este produto diáriamente e mais do que uma vez por dia - ficando viciadas. Elas dizem que não mas se passam um dia sem tomar elas ficam irritadiças, com sono, pouco activas. Tudo porque o cerebro se habituou a doses excessivas desta substancia (produzindo hormonas em resposta)

- O álcool  quem nunca ouviu dizer que um copinho de vinho tinto ao almoço faz bem ao coração? Ou o uso de álcool forte (bagaço salvo erro) para curar constipações? Claro que o álcool tem o efeito nocivo de também viciar e alterar nossa mente. No entanto as pessoas preferem ficar "alegres" do que pensar nos estragos ao seu organismo a longo prazo (fígado e até cérebro).

- O tabaco. Usado antigamente para curar feridas (quando usado em bruto), ou como forma de relaxamento. No entanto o uso prolongado desta substância causa também vicio, devido à nicotina excessiva (análogo à cafeína , e prejudica gravemente os pulmões, garganta, boca e todos os que rodeiam (devido ao fumo). Mas as pessoas negam estes efeitos pois ficam "relaxadas" e, além disso, estão viciadas e não conseguem largar facilmente.

 - Drogas legais - Usadas como terapia em medicina alternativa mas que as pessoas usam irresponsavelmente como forma de lazer e sem ser realmente necessário. Prejudicam gravemente a saúde  tal como as anteriores mas, como fazem bem a  x ou y e os deixam alegres, já ignoram este facto - ficando viciadas e presas.

- Drogas ilegais - também usadas como terapia, como o LSD para tratar dores de cabeça muito fortes (cluster headaches), no entanto o seu efeito viciante e nocivo para o organismo é muito conhecido mas ignorado por quem já se encontra viciado (mesmo sem o saber ainda).


E a lista podia continuar indefinidamente.
Estas substâncias são realmente prejudiciais mas as pessoas continuam a ignorar esse facto devido aos seus efeitos de curto prazo e de prazer. Quem os usa dificilmente nega os seus efeitos nocivos, principalmente porque são a longo prazo - como a cafeína  o tabaco e o álcool  Para justificar o uso ainda recorrem a estudos científicos que promovem o seu uso medicinal e benéfico mas ignorando as contra-indicações e formas de uso também publicadas nos mesmos artigos. As pessoas só vêem aquilo que querem e os que lhes interessa, ficando presas a vícios que nem sabem que têm.
O que mais me preocupa é a inconsciência e irresponsabilidade das pessoas. Elas além de se prejudicarem - alegando que fazem o que bem entenderem com o que é delas (corpo e mente) - essas pessoas completamente ignoram o facto de prejudicar quem os rodeia. Seja familiares que vêem os entes queridos a perderem-se em vícios e a morrer aos poucos, com problemas de saúde cada vez mais graves e recorrentes. Ou com o seu fumo que prejudicam quem os rodeia. Ou os acidentes que vemos nos jornais onde "pessoa alcoolizada morre em acidente de carro e ainda leva uns quantos com ele" ou famílias destruídas devido a álcool ou drogas ilegais (filhos que roubam em casa para pagar o vicio por exemplo).


Estas coisas são destrutivas mas este efeito é completamente ignorado pois o prazer é, e será, sempre maior que a força de vontade de muitos.



quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Do Tempo XII - Da calma e Conforto.



Hoje deveria ser um dia muito bom e feliz. Tudo porque a minha Tese está feita, impressa e em 7 livros e 2 CDs. O problema é que estaria tudo bem não fosse a tese estar ainda comigo e não na Universidade. 
Conflitos com professores nunca foi boa coisa, principalmente na universidade. Sempre passei ao lado disto até ao dia de hoje. Não interessa entrar em detalhes mas o que realmente me deixou confuso não foi o facto de ter um impedimento para a entrega da tese (e todos os problemas associados a isso). O que me confundiu foi a calma que tive durante todo este processo. 

Numa situação normal eu teria ficado numa posição ofensiva, argumentando e batendo com o pé, enfim, a festa toda. No entanto, algo me fazia parar e acalmar. Não sei se foi uma aprendizagem de auto-controlo, que tenho tido nestes últimos meses, mas diria que hoje foi o culminar dessa preparação. 
Durante o processo, durante os momentos em que "ouvi e não disse nada", algo me confortava e dizia que iria ficar tudo bem, apesar de parecer exactamente o contrário e eu ver a minha vida a andar para trás.

Não sei se lembram o meu último texto musica-de-mim-mesmo , onde falei que nunca soube o que é ser humilde de coração. Acho que hoje descobri que afinal sei o que é ter uma alma mansa e paciente. Hoje a minha Fé e Testemunho aumentou mais um pouco; principalmente ao ver que alguém que antes explodia e diria coisas que podiam auto-prejudica-se, manteve a calma e calou e não ofendeu ninguém, apenas ouviu. 

Cheguei a casa e, junto com a minha mãe - que fala melhor do que eu quando se trata de assuntos oficiais - escrevi um EMail ao meu orientador principal e ele disse para eu, sexta-feira, entregar a tese na Universidade, independentemente do resto Sinto que a tempestade não passou e que poderá haver "barulho" mas, pelo menos, vejo que as coisas resolvem-se sempre - com calma e paciência. 
O caminho que irei percorrer irá ser tortuoso e será como andar num campo minado mas também sei que hoje fui guiado e soube ouvir esse guia. Sei que, até ter o Titulo de Mestre , o caminho será complicado mas, se agir como hoje, se souber ouvir os sussurros do espírito, se souber ouvir conselhos de quem percebe destes assuntos, se for paciente e mantiver a calma, as coisas correrão para o melhor. 



Gostaria de deixar uma última mensagem. 
Deus não nos livra das dificuldades, não nos resolve os problemas, não torna tudo mais fácil. O que o Nosso Pai Celestial faz é ajudar-nos a melhorar o nosso ser; a tornar-mo-nos mais fortes e resistentes. Ajuda-nos a saber discernir o mundo e a saber como reagir sem ser a "quente". Mas principalmente, torna as nossas dificuldades mais leves e nossos fardos mais fáceis de carregar. Apenas precisamos depositar nossa confiança n'Ele e também em nós próprios e, por mais que nos custe, confiar nos outros - pois eles também nos podem ajudar muito.  


Um bom feriado!! ^_^


sábado, 27 de outubro de 2012

Da Alma XXII - Musica de mim mesmo.




Desde o dia que criei o blog nunca dediquei um texto apenas a mim mesmo. Apesar de todas as coisas que escrevo serem baseadas no que acredito e no que desejo ser, apenas pistas foram dadas sobre quem eu realmente sou.

Como diria Whitman I contain multitudes , ou seja, eu contenho multidões.

Todos nós temos a nossa personalidade que vamos desenvolvendo e limando ao longo dos anos. Com o passar dos anos também começamos a ver que o nosso ser tem preferência para um tipo de reacção. No meu caso, por exemplo, a minha tendência é reagir mal ou ser mau. Talvez isto seja efeito da passagem dos anos e a forma como eu, e o mundo, moldamos a minha personalidade. Como fui gozado e colocado, quase, de parte na infância (chamado bullying hoje em dia), fez com que, um rapaz já de si tímido  se fecha-se ainda mais e fica-se mais frio e distante. Ainda hoje tenho grandes dificuldades, por exemplo, em ter contacto físico com as pessoas (a normal mão no ombro por exemplo, ou abraços, etc.. ). Criamos muros à nossa volta e depois para os derrubar é muito difícil, principalmente quando o trabalho é muito bem feito - e nisso eu fui muito bom.

Estes últimos dois anos eu tenho vindo a mudar o que sou. Comecei a derrubar os muros. Todas as coisas que falo, todos os princípios que sigo, todas as coisas que acredito como verdade, são coisas que TODOS os dias me obrigo a seguir. Se vou reagir mal a uma situação eu forço-me para que saia algo de bom (aquilo que muitos dizem respirar fundo e parar).
Sou ansioso por natureza - é biológico, não o posso controlar facilmente. Quando toco piano para uma congregação as minhas mãos tremem, quando falo em publico, mesmo com amigos, coisas mais sérias e que necessitam mais de mim, eu tremo por todos os lados. Quando falo num púlpito eu tenho de me agarrar. A parte boa é que, a cada dia que passa, eu estou cada vez melhor.

Também sou teimoso (como alguns leitores podem ter já reparado ^_^) . Isto não se deve ao facto de eu ser orgulhoso ou mente fechada. Apenas tenho a ideia que, para mudar de ideias, as coisas têm que me ser provadas ou bem explicadas, para eu realmente ver onde errei. No entanto sou humilde o suficiente para admitir que estava errado - pode é demorar chegar a este ponto.

Mas porque ando eu a escrever estas coisas?
Além de achar bom dar-me a conhecer mais, acho que é bom também mostrar que, apesar de todas as coisas que defendo e sigo, eu não sou perfeito. Muito tenho de limar ainda, muito tenho de aprender. E, como disse antes, muitas das coisas - boas - que escrevo, não são naturais para mim. Por exemplo, para mim é anti-natural ser humilde. Eu não sei ser humilde. Posso mostrar humildade para o exterior mas, em mim, ainda existe ego, ou seja, é minha tendência natural procurar pelo poder e controlo do que me rodeia. Na minha mente ainda é assim, apesar de na realidade já não o fazer muito. Não consegui afastar completamente esses pensamentos porque eu não sei o que é ser humilde - genuinamente humilde.


A vida é um percurso de aperfeiçoamento. Tudo que é mau em nós devemos tornar bom e o bom devemos tornar melhor. Esta é a minha filosofia de vida e, cada dia que passa, vejo que o meu chamado é mostrar aos outros como o fazer também. Nos últimos dias, sempre que  fecho os olhos para dormir, vejo aquilo que eu me posso tornar e vejo o Templo. Nunca cheguei a falar da importância que os Templos têm para mim mas é algo realmente importante na minha vida e, o facto de os ver, mostra que estou no caminho certo, apesar de todas as quedas e tropeços.

Creio em todas as coisas, confio em todas as coisas, suporto muitas coisas e espero ter a capacidade de tudo suportar. Se houver qualquer coisa virtuosa, amável, de boa fama ou louvável, eu a procurarei.
Esta é minha promessa, isto é o que desejo ser.


Apenas mais um pouco daquilo que eu sou..

sábado, 20 de outubro de 2012

Do Tempo XI - O que realmente desejam?



Hoje queria escrever começando com uma pergunta:

O que realmente desejam?

Desde que me conheço como pessoa que sempre tive destes momentos de não saber o que quero. Chegar a um ponto qualquer, da minha vida e pensar "e agora?". Não no sentido de não saber o que fazer mas o de não saber o que quero. Não desejo falar em carreiras profissionais ou de que cor pintar a sala de jantar. Desejo falar daquilo que acho realmente importante que é Amor. 

Uma noite, antes de adormecer - pois demoro quase uma hora a adormecer e sobra-me tempo para estas coisas - fiquei a pensar nas características que gostaria de ver numa companheira. Uma procura completamente idiota e irrelevante mas que me levou a outra linha de pensamento que é - O que é que as outras pessoas procuram - principalmente no que toca ao Amor e às relações. 
Esta linha de pensamento apareceu depois de eu cair no erro de fazer uma retrospectiva sobre as minhas relações passadas. A minha sorte é que não foram muitas mas, juntando essa informação com as relações que conheço de amigos e familiares, fico a pensar - o que as pessoas querem?

Uma pessoa oferece Amor, aconchego, uma amizade, um porto de abrigo mas a outra parte foge, ou nega isso, e procura algo que, em alguns caso que conheci, é muito mau - como homens que não respeitam, homens casados, mulheres que são umas predadoras, pessoas interesseiras, etc... 
Perguntando através da perspectiva de homem - Porque é que a maior parte das mulheres prefere homens idiotas
Apesar de não ser a verdade para todas, que sei que não é, acaba por ser o que se vê mais - uma mulher inteligente e com bons princípios e que um dia ficamos a saber que namora com um tipo que não a respeita (em alguns casos mais extremos até a agride). Porque é que uma mulher se iria sujeitar a isto? (claro que o mesmo se aplica a homens)

Isto tem sido uma constante desde que observo o mundo. A desculpa de que é o Amor, como forma de justificar situações destas deixa-me preocupado. O que me dá a entender é que, afinal, as pessoas não sabem o que é Amor ou simplesmente não sabem o que desejam para uma relação (o que procurar pelo menos). 
Além destas coisas, vejo casos em que pessoas simplesmente parece que têm medo de ficar sozinhas e saltam de umas relações para outras apenas para evitar o estado de solteiro

Seria bom que, um dia, as pessoas tivessem uma epifania e voltassem a, pelo menos, acreditar no Amor. A lutar por ele. Pelo menos isto resolveria grande parte dos problemas da sociedade. Como sei que isso nunca irá acontecer, resta manter a esperança que, um dia, alguém saiba o que deseja e actue segundo esse desejo. 



quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Da Religião XVI e da Alma XXI - A Tolerância




“Tolerância não significa aceitar o que se tolera.”
―Mahatma Gandhi


Não ter dedicado o meu tempo a escrever, e até filosofar, sobre religião, coisas da alma e até sobre o Tempo, permitiu-me ser um simples observador. Durante estes dias observei as pessoas, observei comentários, li comportamentos. Uma coisa me chamou muito a atenção - as pessoas estão cada vez mais intolerantes. 

Numa época em que as pessoas se dizem mais liberais, ou melhor, que dizem que o mundo tem de se tornar liberal, que as ideias - religiosas - são coisas do passado, as pessoas conseguem ser mais intolerantes do que no passado. Hoje em dia os julgamentos deixam de ser abertos - em praça publica - mas passam a ser feitos de forma que eu diria pior - de forma dissimulada. As pessoas julgam tudo e todos. Quem é diferente é colocado de parte de forma mais cruel do que antigamente. Pois antigamente as pessoas sabiam que iriam ser julgadas por serem diferentes,  por acreditarem em algo diferente. Hoje em dia, num mundo que se diz liberal, as pessoas são atacadas na sua auto-estima pela mesmas pessoas que dizem ser liberais.

Um exemplo disso é a religião, que é um grande exemplo de tolerância e intolerância. Eu sei que a igreja a que pertenço é a que tem a Autoridade de Deus na terra, tenho um Testemunho disso. Muitos outros partilham do mesmo testemunho. Mas o que acho mau é quando pessoas, seja de que religião for, menosprezam as outras, deitam abaixo, castigam filhos pelas suas crenças, expulsam de casa, matam e torturam, outros apenas pelas suas crenças. A doutrina de Deus é uma doutrina de paz e tolerância - todos são LIVRES de escolher. 
A décima primeira regra de Fé de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias diz:

Pretendemos o privilégio de adorar a Deus Todo-Poderoso de acordo com os ditames de nossa própria consciência; e concedemos a todos os homens o mesmo privilégio, deixando-os adorar como, onde ou o que desejarem.

Não digo estas coisas para fazer qualquer tipo de publicidade, apenas as exponho porque estas coisas são baseadas nas escrituras, as mesmas que centenas de outras igrejas, e religiões, seguem - Como a Bíblia, o Livro de Mórmon, ou até o Alcorão por exemplo. Então porque é que, abraçando uma doutrina de Amor e Paz, vamos partir para a intolerância?

Porque é que somos tão rápidos a julgar quem pensa de forma diferente, ou melhor, quem peca de forma diferente da nossa. Porque é que somos rápidos a condenar a Fé dos outros, ou pior, a condenar essas pessoas, quando nós, um dia, já fomos como eles? 
A tolerância não é aceitar, como verdadeiro, o que se tolera - a tolerância é Respeitar essas opiniões e ideias. Com a globalização das comunicações, com os blogs por exemplo, existe cada vez mais a intolerância - protegida pelo anonimato - quando pessoas vêm algo que vai contra os princípios delas e atacam a pessoa e não o acto em si, argumentando de uma forma brutal e destruidora.

Vejo pais a negar os filhos, apenas porque os filhos comentem erros ou simplesmente acreditam em coisas diferentes, destruindo um lar que podia ser harmonioso apesar das crenças e princípios  Claro que se os filhos, por exemplo, fazem algo de muito mau então devem ser devidamente alertados e castigados (se forem menores) mas isso não implicar negar e menosprezar. Continuam a ser filhos. Continuam a ser uma Família. 

Porque é que um filho tem de ter receio de contar aos pais sobre as suas escolhas? Não deveria ser assim. 
Porque é que um jovem, ou até adulto, tem de esconder as suas crenças e moralidade, dos seus amigos ou até colegas de trabalho?

Se desejamos ser melhores devemos, primeiro, aprender a tolerar todas as coisas. Devemos aprender a Respeitar todos os que nos rodeiam, independentemente da Fé, princípios morais, erros do passado ou do futuro, cor da pele, orientação sexual, estado civil ou riqueza.