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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Do Amor VII - Da Castidade e do Casamento


Pois é, hoje um homem solteiro vai falar de Casamento e da Lei da Castidade.
  
Já à alguns dias que não escrevo nada mas sempre desejei fazer um texto sobre estes temas. Confesso que o que me deu coragem para escrever foi um debate colocado no facebook do blog Shiuuuu.

Vou começar por falar do que é a Lei da Castidade. Esta lei existe desde sempre, foi instituída por Deus. Ele sempre declarou que a promiscuidade era algo obsceno. Sempre condenou o adultério. A Castidade é uma Lei que simplesmente diz que não haverá contacto intimo entre homem e mulher antes de estes se casarem; diz que qualquer acto que desperte o que é carnal deve ser controlado. Mas porquê existe esta Lei? Na minha aprendizagem, esta lei existe para nos proteger. Proteger das iniquidades do mundo, proteger das coisas que são carnais e apenas fruto dos desejos de um corpo. Ensinou-me que o Espírito se deve sobrepor ao corpo em todas as coisa. Ensinou-me que esta lei nos permite ver para além do que é carnal, e colocar em primeiro lugar o que é importante.

Hoje em dia defende-se, principalmente entre os jovens, que o acto sexual é um acto de Amor e que deve ser consumado mal se ame uma pessoa. Eles acertaram num ponto, sim, a relação intima entre homem e mulher é um acto de Amor, aliás, talvez dos actos mais solenes de demonstração de Amor. No entanto, este acto deve apenas ser realizado quando os Alicerces para uma relação já estão bem assentes. O tempo de namoro é um tempo de conhecimento. Neste tempo conhece-se as personalidades de cada parte, conhece-se os hábitos e gostos; começam-se a formar os alicerces para um Amor mais sólido e estável. Quando a relação sexual entra nesta fase ela irá actuar como uma distracção. Somos incentivados, pela sociedade de hoje, a explorar o que é carnal. o mundo ensina que devemos explorar estas coisas e que tudo é permitido. Sabes que não é mas como o desejo carnal é maior não escolhemos seguir um caminho mais difícil - o do auto-controlo mas preferimos usar o Amor como desculpa e saciar os nossos desejos carnais. Como o acto é tão sagrado, não deve ser usado com leviandade. Quantos não o fazem e ao mesmo tempo dificilmente pensam no parceiro como alguém com quem desejam criar família? A palavra Amor é atirada de um lado para o outro apenas para justificar nossa fraqueza em controlar o nosso próprio corpo. Destas coisas a Castidade nos protege pois guarda este momento tão solene para quando os alicerces já estão bem fortes e tomamos a decisão de nos unirmos a quem amámos para todo o sempre.

O Casamento é a celebração de um contracto, entre duas pessoas que se Amam, celebrado perante Deus, perante Testemunhas, perante a sociedade. Um contracto que diz que elas se irão Amar, cuidar, ser fieis, ser pacientes, ser amorosas e carinhosas, elas irão ser uma só consciência e um só coração, desse momento para toda a Eternidade. O casamento é a pedra angular de uma família. Quando casamos deixamos de pensar na perspectiva do presente mas começamos a pensar através de uma escala Eterna. O acto intimo é a consumação do casamento, tornando dois corpos um só, como o casamento tornou duas consciências e dois corações em um só.

A sociedade distorceu o conceito de casamento e tornou-o como algo secundário, ou pior, corrompeu a sua essência e transformou algo Sagrado em apenas um papel a ser assinado. As pessoas deixam de ver o Casamento como uma ligação mas começaram a ver como uma prisão.

Quando alguém quebra a lei da castidade existe algo que se perde, perde-se o respeito por nós próprios e o respeito que os outros têm por nós. Quando quebramos algo tão Sagrado, então tudo poderemos quebrar dadas as condições certas. O que era forte se tornou fraco pois irá quebrar com a pressão correcta, qual galho de uma árvore que quebra quando o dobramos o suficiente. Os nossos princípios e nossa Fé devem ser comparáveis a uma estaca de Bambo; que, por mais que a dobremos ela não irá quebrar, e as suas nossas raízes devem ser fortes e longas para que não possam arrancar os alicerces do Amor.