Mostrar mensagens com a etiqueta Testemunho. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Testemunho. Mostrar todas as mensagens

domingo, 31 de agosto de 2014

Uma Luz



Neste blog já falei de muitas coisas. Já falei de mim; já falei de ciência; já falei das coisas em que acredito; já falei dos valores que defendo; já falei de moralidade; já falei do Templo; já falei do Senhor e testifiquei d'Ele. Já falei de muitas coisas e, hoje, ao olhar para o que já escrevi, ao que já falei e ao que já mostrei, um pensamento/pergunta me vem à mente: "onde estou?"

O Elder Richard G. Scott, do quórum dos Doze Apóstolos, disse:
"Sem um minucioso e destemido inventário moral de nós mesmos, (...) a fé que realmente funcionaria em nossa vida diária ainda estará fora de nosso alcance"

Por vezes temos de parar para pensar. Parar para fazer um inventário sobre nós mesmos; sobre a nossa moral, o nosso estado de espírito, as nossas fraquezas e também virtudes/talentos. Por vezes é preciso parar para sermos capazes de fazer as perguntas certas. A pergunta certa, para mim, neste momento, foi esta - "onde estou?". Esta pergunta só apareceu na minha vida outras duas vezes e sempre em momentos como este - em que duvido de mim mesmo. Ela vem à minha mente apenas depois de eu orar e jejuar fervorosamente; no fundo, acho que é apenas assim que nós recebemos as respostas certas para as perguntas certas - quando nós, fervorosamente, mostramos ao Senhor que precisamos da ajuda d'Ele e de uma luz orientadora para sair do escuro. No entanto, não basta pedir. Eu não podia ficar no meu quarto escuro à espera que uma pessoa chegasse e acendesse a luz. Não! Eu tinha de dar um primeiro passo - um passo de fé, um passo em que mostro que quero sair, quero melhorar, quero ser melhor! E, então, a pergunta veio até mim..

...Onde estás?

Esta simples pergunta tem um poder enorme. Tem o poder para mudar o rumo de um navio; de mudar uma vida. Sem esta pergunta eu não teria saído da minha zona de conforto e não teria tirado a carta de condução - pois poderia ficar a viver no medo de carros que tenho e sempre tive. Foi esta pergunta que fez, e faz, com que eu lute contra a ansiedade social que tenho e vá ter com as pessoas, vá falar com elas, as vá apoiar e ajudar. É esta pergunta que me faz seguir em frente. Quando o Senhor me pergunta - "onde estás?" , a minha resposta natural tornou-se: "eis-me aqui"

"Porque viste a tua fraqueza, serás fortalecido" (Éter 12:37). Olho para onde estou e vejo quem sou. Não vejo o meu reflexo, não vejo como os outros me vêem.. eu vejo quem realmente sou e, ao fazer isso com os olhos do espírito, eu vejo todo o meu potencial, como vocês podem também ver todo o vosso potencial. Quando fazemos isto, todas as coisas, todos os problemas, se tornam bem mais leves e pequenos. 

Ontem, dia 30 de Agosto, tive uma oportunidade maravilhosa para assistir a um baptismo de uma criança de oito anos. Foi maravilhoso ver um pai a baptizar, e confirmar, a própria filha. Foi maravilhoso ouvir um numero musical em que a irmã, no violoncelo, e uma prima, no piano, interpretaram um hino. Foi maravilhoso ver a mãe dela  a cantar (solo), acompanhada pelo piano. Foi maravilhoso ver o sorriso das crianças, enquanto se divertiam e corriam pelos corredores e jardins da capela. Foi maravilhoso sentir a união e paz que esta ordenança de salvação faz ao coração das pessoas - unindo-as e fortalecendo-as. 

Elder David A. Bednar, do quórum dos Doze Apóstolos, ensinou:
"Meus amados irmãos, vocês e eu, hoje e sempre, devemos abençoar todos os povos de todas as nações da terra. Vocês e eu, hoje e sempre, devemos prestar testemunho de Jesus Cristo e declarar a mensagem da restauração. Vocês e eu, hoje e sempre, devemos convidar todos a receberem as ordenanças de Salvação."

Deixo o meu testemunho de que eu sei que estas coisas são verdadeiras; eu sei que Jesus Cristo vive e através d'Ele alcançaremos a Salvação. Eu sei, e prometo, que quando vivemos o Evangelho e confiamos no Senhor, os nossos corações ficarão cheios de Amor e Luz e não teremos lugar suficiente para guardar todas as bênçãos que recebemos. As nossas famílias serão abençoadas, e nós viveremos uma felicidade que o mundo, que os poetas e os filósofos, não conseguem descrever. E digo estas coisas em nome de Jesus Cristo. Amém. 

domingo, 2 de junho de 2013

Do Tempo - Um dia diferente com a Natureza



Hoje tenho uma entrada diferente no blog. Ao contrário do que é costume, hoje vou colocar uma amostra do que foi o meu dia ontem (sábado dia 1 de Junho).
Ontem foi um dia diferente porque fui fazer, junto com meu pai e minha irmã, uma actividade ao ar livre - o que já é estranho para um ser caseiro como eu. Esta actividade foi organizada pela empresa onde o meu pai trabalha e estava aberta a toda a família, e consistia num dia dedicado ao convívio, à natureza e, também, a uma visita a uma fábrica de papel. 


A actividade que mais me cativou foi a ligada à natureza. Confesso que de natureza percebo pouco, ou melhor, percebo de física, átomos, moléculas e células mas ao nível de árvores, floresta e como cuidar da natureza eu percebo muito pouco. Devido a essa minha lacuna de conhecimento, eu achei este dia fantástico. Eu fui para esta actividade a pensar que ia plantar uma árvore mas acabei a fazer algo muito diferente que foi eliminar plantas invasoras. 
Muitas vezes pensamos que cuidar da floresta é limpar o lixo e plantar arvores mas isso é apenas uma pequena parte do que realmente é necessário fazer. Existiam pelo menos duas actividades que eram possíveis realizar:
- Cavar à volta de árvores e eliminar ervas junta a elas;
- Limpeza de plantas invasoras;

Note-se a publicidade ao Blog Shiuuuu ! 
Este dia fez-me ponderar muitas coisas sobre a nossa vida. Engraçado como todas as coisas me são possíveis para comparar com a nossa vida. 
Enquanto andava a tratar das plantas invasoras, isto é, a limpar terreno destas plantas invasoras, comecei a comparar com a nossa vida terrena. A razão porque limpamos o terreno é porque as árvores não podem crescer livremente, e de forma saudável, se estas plantas estiverem junto a elas, pois irão roubar os seus nutrientes e até água e, consequentemente, as suas raízes irão enfraquecer e a árvore morrerá. 
Com a nossas vidas é a mesma coisa. Por vezes temos plantas invasoras nas nossas vidas que, por mais apelativas à vista que sejam, elas estão a enfraquecer as raízes do nosso espírito e, ao longo do tempo, iremos ficar bem mais fracos. 



Cortar estas plantas, limpar o terreno, cavar à volta da árvore, são coisas que dão muito trabalho e exigem perseverança e diligência; as plantas invasoras não podem ter o seu caule cortado sem arrancar a raiz pois, caso assim seja, elas voltarão a crescer e, talvez, com ainda mais força. A forma de as eliminar é bem mais cuidada e precisa. É possível arrancar as pequenas com a raiz inteira mas, as maiores, já precisam de um trabalho mais cuidado, onde apenas é retirada a casca do caule (até à raiz) e, desta forma, a planta irá secar e morrer.
Com as nossas vidas é a mesma coisa. Se tentamos eliminar da nossa vida o que nos é mau, essa eliminação terá de ser feita de forma cuidada e com precisão.Por exemplo, nós não podemos cortar com as televisões e computadores para eliminar o nosso ócio; para deixarmos de ser ociosos, a nossa mudança terá de ser bem mais profunda, até à raiz do nosso ser, onde o ócio cresce e floresce. Ocupar o nosso tempo com coisas sãs e com serviço será como retirar a casca a uma planta invasora,.. o ócio irá morrer com o tempo e, no final, não será mais um problema. 
Claro que será sempre preciso continuar a cuidar do jardim pois, estas plantas invasoras, podem sempre voltar a crescer, basta o jardineiro estar mais desatento..



Para acabar, deixo aqui uma foto minha..sempre com estilo e com uma cara sempre muito sorridente!



sábado, 22 de dezembro de 2012

Da Religião XXI - A Conversão


Esta semana foi bastante complicada, pois tive de andar a preparar a minha Defesa de Mestrado e isso ocupou bastante a minha mente nestes últimos dias. No entanto existe um assunto que gostava de ter escrito no inicio da semana mas não aconteceu que é a história da minha conversão (e alguma história até esse momento).

A 16 de Dezembro de 2010 começou a história da minha conversão ao Evangelho de Jesus Cristo. Esta data ficou marcada em meu coração e lembro-me dessa noite como se tivesse acontecido ontem. Mas, antes de começar a contar a história vou contar um pouco da história até esse dia. 
Eu sempre me considerei uma pessoa religiosa e de Fé. Cresci numa família Católica por tradição. Fui à missa todos os domingos (ou grande parte deles) até aos meus 16-17 anos. Quanto era pequenino até queria ser Padre, não porque era giro mas porque servir a Deus talvez fosse algo que já estivesse no meu sangue. A partir dessa idade comecei a questionar algumas coisas, como é normal. Mas, em vez de me afastar completamente da religião e de Deus eu fiz o oposto, eu decidi estudar mais sobre religião. Decidi ler a Bíblia (quantos dizem que a leram mas realmente não a leram?) mas também comecei a procurar em outros lados como o Alcorão,  Budismo, algumas crenças "pagãs", etc.. mas sempre chegava a uma conclusão: eles parece que têm partes de um puzzle mas não têm a imagem completa. Este pensamento sempre esteve na minha mente porque todas as igrejas e religiões que estudava falavam de coisas muito parecidas na essência mas depois perdiam-se nas coisas dos Homens e nas suas filosofias. Alguns viravam-se mais para os rituais e o factor visual, outras tinham  filosofias que pareciam pouco razoáveis como Reencarnação, que foi sempre algo que nunca fez muito sentido para mim, seja na doutrina seja na prática. No entanto todas apontavam a algo que sempre olhei como Verdade absoluta - Deus nos Ama e que nós somos Eternos.  

Claro que, com o passar dos anos, fui-me deixando envolver pelo mundo e as coisas ficaram esquecidas. Mas, no meu 24º aniversário - em 2010, eu decidi voltar a fazer da minha vida algo melhor e voltar-me, de novo, para Deus. Sete dias antes do Natal, estava eu a voltar da Universidade, depois de um dia complicado de trabalho o qual me fez perder a camioneta que costumo apanhar (mais cedo) e, encontro dois anjos, na forma de duas Sisters Missionárias que caminhavam à minha frente. Eu ia distraído e aluado como sempre, ou seja, a não dar atenção a nada, e elas, do nada, param e olham para trás e vêm em direcção a mim. Era uma noite bem fria mas estivemos a conversar sobre Deus, sobre Jesus Cristo e sobre o Evangelho uns 20-25min. No final da conversa, pois já eram quase oito horas da noite, elas entregam-me um Livro de Mórmon e convidam-me a ler o livro e a ponderar sobre as coisas que lá estavam escritas, ou seja, a orar e a ponderar se o Livro era, ou não, de Deus. Também me convidaram a assistir à reunião da Igreja que acontece todos os Domingos. Despedimo-nos e dirigi-me, então, para casa.

Escusado será dizer que, mal cheguei a casa comecei a folhear o livro. Como bom leitor que sou comecei pelo fim. Deparei-me com esta escritura que me fez pensar em tudo que tinha aprendido durante uma vida: 


Eis que desejo exortar-vos, quando lerdes estas coisas, caso Deus julgue prudente que as leiais, a vos lembrardes de quão misericordioso tem sido o Senhor para com os filhos dos homens, desde a criação de Adão até a hora em que receberdes estas coisas, e a meditardes sobre isto em vosso coração.

E quando receberdes estas coisas, eu vos exorto a perguntardes a Deus, o Pai Eterno, em nome de Cristo, se estas coisas não são verdadeiras; e se perguntardes com um coração sincero e com real intenção, tendo fé em Cristo, ele vos manifestará a verdade delas pelo poder do Espírito Santo.

E pelo poder do Espírito Santo podeis saber a verdade de todas as coisas.

Esta escritura fica em Morôni 10:3-5. Foi a primeira escritura que li do Livro de Mórmon. Como que para saber se um bolo é bom apenas é necessário provar uma fatia, com esta escritura foi-me testificado que este Livro era de Deus. Esta escritura tem duas coisas que sempre defendi em relação ao Pai. Ela nos diz que devemos usar a nossa cabeça, ou seja, que devemos pensar por nós próprios e não apenas acreditar em tudo que nos dizem. Se temos falta de sabedoria não devemos acreditar, apenas, nas palavras dos homens mas devemos perguntar aquele que sabe todas as coisas - ao nosso Pai Eterno. Outra coisa que diz é que o Deus é um Pai Amoroso e que se preocupa connosco e que nós somos filhos rebeldes.

Mais coisas li do Livro naquela noite mas não foi muito. No Domingo fui à Igreja e fui recebido de uma forma que me assustou. Não porque fui mal recebido mas muito pelo contrário. Mal entrei naquelas portas eu fui abordado por quase uma dezena de pessoas que me cumprimentavam e davam as boas-vindas. Nunca senti tanto Amor por desconhecidos como naquele dia. Este Amor só podia vir de algo de Deus pensava eu para mim próprio. 

Nas semanas seguintes eu tive lições com as missionárias e os missionários que vieram para as substituir. Conversávamos sobre o Evangelho e eles me explicavam a Igreja, o Plano de Deus para nós, a Restauração, etc.. 
No dia 29 de Janeiro de 2011 fui, então, baptizado n'A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, Igreja que acredito e defendo como sendo a Igreja Restaurada de Jesus Cristo. Durante 5-6 semanas orei e ponderei sobre as coisas que ouvia e lia - comparando Livro de Mórmon e a Biblia - e recebi um Testemunho que até hoje tem apenas crescido e fortalecido. A minha Fé só tem aumentado e eu tenho feito e visto coisas maravilhosas, coisas de Deus. Por isso eu sempre digo que o mundo é muito mais do que aquilo que nos chega aos olhos. Com Fé suficiente e vivendo o Evangelho, o "véu" é levantado e nós vemos e conhecemos mais sobre as criações e obras de Deus. 


Quanto mais nos aproximamos de Deus mais sentimos o Seu Amor por nós. Ele responde às orações de todos e eu recebi uma resposta a uma oração - uma que eu fazia à anos mas no dia do meu aniversário eu a fiz de novo e 4 meses depois recebi a resposta - não um sinal dos Céus, não uma luz que me envolvia mas na forma de duas missionárias que decidiram parar e falar comigo. 

sábado, 27 de outubro de 2012

Da Alma XXII - Musica de mim mesmo.




Desde o dia que criei o blog nunca dediquei um texto apenas a mim mesmo. Apesar de todas as coisas que escrevo serem baseadas no que acredito e no que desejo ser, apenas pistas foram dadas sobre quem eu realmente sou.

Como diria Whitman I contain multitudes , ou seja, eu contenho multidões.

Todos nós temos a nossa personalidade que vamos desenvolvendo e limando ao longo dos anos. Com o passar dos anos também começamos a ver que o nosso ser tem preferência para um tipo de reacção. No meu caso, por exemplo, a minha tendência é reagir mal ou ser mau. Talvez isto seja efeito da passagem dos anos e a forma como eu, e o mundo, moldamos a minha personalidade. Como fui gozado e colocado, quase, de parte na infância (chamado bullying hoje em dia), fez com que, um rapaz já de si tímido  se fecha-se ainda mais e fica-se mais frio e distante. Ainda hoje tenho grandes dificuldades, por exemplo, em ter contacto físico com as pessoas (a normal mão no ombro por exemplo, ou abraços, etc.. ). Criamos muros à nossa volta e depois para os derrubar é muito difícil, principalmente quando o trabalho é muito bem feito - e nisso eu fui muito bom.

Estes últimos dois anos eu tenho vindo a mudar o que sou. Comecei a derrubar os muros. Todas as coisas que falo, todos os princípios que sigo, todas as coisas que acredito como verdade, são coisas que TODOS os dias me obrigo a seguir. Se vou reagir mal a uma situação eu forço-me para que saia algo de bom (aquilo que muitos dizem respirar fundo e parar).
Sou ansioso por natureza - é biológico, não o posso controlar facilmente. Quando toco piano para uma congregação as minhas mãos tremem, quando falo em publico, mesmo com amigos, coisas mais sérias e que necessitam mais de mim, eu tremo por todos os lados. Quando falo num púlpito eu tenho de me agarrar. A parte boa é que, a cada dia que passa, eu estou cada vez melhor.

Também sou teimoso (como alguns leitores podem ter já reparado ^_^) . Isto não se deve ao facto de eu ser orgulhoso ou mente fechada. Apenas tenho a ideia que, para mudar de ideias, as coisas têm que me ser provadas ou bem explicadas, para eu realmente ver onde errei. No entanto sou humilde o suficiente para admitir que estava errado - pode é demorar chegar a este ponto.

Mas porque ando eu a escrever estas coisas?
Além de achar bom dar-me a conhecer mais, acho que é bom também mostrar que, apesar de todas as coisas que defendo e sigo, eu não sou perfeito. Muito tenho de limar ainda, muito tenho de aprender. E, como disse antes, muitas das coisas - boas - que escrevo, não são naturais para mim. Por exemplo, para mim é anti-natural ser humilde. Eu não sei ser humilde. Posso mostrar humildade para o exterior mas, em mim, ainda existe ego, ou seja, é minha tendência natural procurar pelo poder e controlo do que me rodeia. Na minha mente ainda é assim, apesar de na realidade já não o fazer muito. Não consegui afastar completamente esses pensamentos porque eu não sei o que é ser humilde - genuinamente humilde.


A vida é um percurso de aperfeiçoamento. Tudo que é mau em nós devemos tornar bom e o bom devemos tornar melhor. Esta é a minha filosofia de vida e, cada dia que passa, vejo que o meu chamado é mostrar aos outros como o fazer também. Nos últimos dias, sempre que  fecho os olhos para dormir, vejo aquilo que eu me posso tornar e vejo o Templo. Nunca cheguei a falar da importância que os Templos têm para mim mas é algo realmente importante na minha vida e, o facto de os ver, mostra que estou no caminho certo, apesar de todas as quedas e tropeços.

Creio em todas as coisas, confio em todas as coisas, suporto muitas coisas e espero ter a capacidade de tudo suportar. Se houver qualquer coisa virtuosa, amável, de boa fama ou louvável, eu a procurarei.
Esta é minha promessa, isto é o que desejo ser.


Apenas mais um pouco daquilo que eu sou..

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Das Virtudes VII - O Testemunho



Já devem ter reparado que, em alguns textos que escrevo, eu digo "Testifico-vos" ou "deixo meu Testemunho" mas, porque é que eu faço isto?

Vou começar por dar a definição encontrada no Guia de Estudo das Escrituras* . O Testemunhos é Conhecimento e confirmação espiritual que dá o Espírito Santo. Um testemunho também pode ser uma declaração oficial ou legal daquilo que a pessoa percebe que é verdade. E Testificar (no mesmo guia) é  Prestar Testemunho pelo poder do Espírito Santo; fazer uma solene declaração da verdade, baseada no conhecimento ou crença pessoal.

Ou seja, quando presto meu testemunho sobre as coisas que escrevo, ou falo, estou a fazer uma declaração solene, inspirada pelo Santo Espírito, sobre as coisas em que deposito a minha Fé e que tenho Conhecimento de que são Verdadeiras. O Testemunho deve ser sempre feito em sintonia com o Espírito Santo pois é Ele que vai Confirmar as coisas que falamos e tentamos ensinar. Acho que nunca falei nisto mas antes de todos os textos que escrevo eu faço uma Oração para pedir Inspiração e para que aquilo que escrevo seja útil para quem vá ler, para que sintam a mensagem que tento passar e para que, em seu Coração, sintam a Veracidade destas coisas. 

A minha intenção não é a conversão, pois não sou eu que converto os Corações dos Homens. Apenas devo partilhar do meu Conhecimento, exortar os Homens sobre o caminho que percorrem e para o Caminho que Acredito ser o Certo. Todos nós temos o Livre-arbítrio, todos nós podemos escolher que caminho percorreremos. A intenção do Pai é que usemos do arbítrio para chegar até Ele, que façamos as escolhas certas até chegar a Ele. Ele Deseja que sejamos Felizes, tanto agora como depois. Mas, como dizem as escrituras, pois praticamente todos os Profetas da antiguidade Testificaram o mesmo, que para Viver com o Pai temos de Viver a Lei do Pai. No Reino de Deus não entra Alma impura. Ele é um Pai justo, pois irá julgar seus Filhos segundo as suas Obras e segundo suas Obras serão recompensados. Ele é um Pai misericordioso, pois irá nos tornar limpos de nossos Pecados quando nos arrependemos, verdadeiramente, deles, e não mais Ele se irá lembrar deles. Ele é um Pai que dá a seus Filhos os meios para chegar até Ele de novo, cabe a nós aceitar e reconhecer esses meios. Cabe a nós agarrar essa Barra de Ferro.

Aprendi muito desde que conheci o Caminho e o percorro. Aprendi a ser Tolerante com as crenças das outras pessoas. Não posso, nem devo, forçar as minhas crenças aos outros, mesmo que eles sejam os mais infelizes entre todos os meus Irmãos Espirituais. Todos temos direito a Escolher, todos temos o direito de colocar a nossa Fé no que achamos certo. Apesar de eu Acreditar e ter muita Fé que este é o Caminho Certo, apenas posso Ensinar, Exortar e Orar por todos vós, o resto é o Espírito Santo que Testifica caso orem pelo Seu Testemunho e é Ele que converte os Corações. Mas para estas coisas acontecerem, para haver mudança em vossos corações, vocês precisam Conhecer estas coisas, precisam Ponderar, em vosso Coração, estas coisas e depois devem Orar, com um Coração Humilde e com real intenção, para saber se estas coisas não são Verdadeiras. Sei que se o fizerem desta forma, irão obter uma resposta. A pergunta que devem fazer em vosso Coração, neste momento e antes de ganharem mais Conhecimento é Será que eu desejo saber uma resposta? 
Saber a Verdade implica uma mudança em nós, implica uma mudança de atitude, uma mudança de Coração. Ganhamos mais Conhecimento, Felicidade, uma Alegria que não consigo traduzir por Palavras. Começamos a Amar a todos e, acima de tudo, Conhecemos o Amor de nosso Pai. Apenas vos Exorto que devereis desejar Conhecer estas coisas, que devereis desejar uma mudança em vosso Coração, que devereis desejar passar o mau para bom e o que é bom para melhor. Devereis desejar entrar no Reino de Deus e viver a Sua Lei.
Devemos desejar sair da Escuridão e ver a Luz, viver na Luz e ser uma Luz. Este é o desejo de nosso Pai, este deveria ser o desejo de todos nós.

Destas coisas eu vos Testifico, no Sagrado nome d'Ele, nosso Amado irmão Jesus Cristo, nosso Redentor e Salvador, meu Mestre.. nosso Mestre.
Amém.