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quinta-feira, 10 de setembro de 2015

A vida numa caixa




Hoje estava a fazer as malas/caixas/sacos e estava a pensar que, depois de 29 anos a encher este quarto, eu não vou levar comigo nem um quinto das coisas que possuo;levo comigo apenas o essencial:
- Os livros que enchem a minha alma e elevam o meu espírito;
- Os livros que vou precisar para exercitar a minha mente e aprender o que tenho de aprender nesta nova fase de trabalho;
- O computador que vou usar para escrever, estudar e entreter;
- O portátil porque o computador não dá para ir a todo lado;
- A roupa de cama, de banho e a roupa que irei usar todos os dias (eu de fatinho quase todos os dias - aqui está algo novo!)
- Por fim, levo a caixa de recordações, um quadro feito por bons amigos, as cartas e as memórias e um carrinho de LEGO (que por acaso é uma pão de forma que simboliza viagem e aventura...curiosa a escolha que fiz) para me lembrar da criança que tenho em mim.

Que poderia levar mais? O que realmente é essencial para começar novas fases? 
Estas questões deixaram-me curioso enquanto empacotava e enchia as malas. Porque será que nos agarramos tanto às coisas materiais quando, o que realmente é de valor, cabe numa caixa? Claro, gostamos do nosso conforto e de encher os nossos espaços com coisas bonitas e que enchem os olhos mas, que valor realmente têm? Porque é que nos matámos a trabalhar para ter coisas? Não falo de casa, contas e educação/saúde, eu falo das coisas - daquela televisão grande, do telemóvel topo de gama, do vestido bonitinho ou carro que conduz sozinho; daquelas coisas que compramos para encher o ego e não a Alma. 

Neste dia, em que tive de ponderar sobre as coisas que gostaria (e precisava) de levar comigo nesta mudança de fase, concluí que o essencial nas nossas vidas devemos guardar numa caixa de recordações e, principalmente, nos nossos corações. Todo o resto deve ser visto como simples utensílios que nos irão auxiliar no dia-a-dia mas que, no fundo, nunca deveriam chegar ao ponto de ser o foco da nossa atenção e amor; o chamado amor às coisas materiais.

 “Procuramos a nossa felicidade em coisas materiais, mas que a felicidade não está na matéria, e sim nas coisas espirituais.”
W. Somerset Maugham


sexta-feira, 11 de abril de 2014

Lutar pelo que acreditamos!



Quem ainda defende as coisas em que acredita? Quem não se deixa levar pelos ideais voláteis deste mundo mas defende o seus princípios e a sua felicidade? Quem é capaz de lutar pela sua felicidade, indo até contra o seu próprio conforto e comodismo? Quem é ainda capaz de fazer ondas sem ter medo da opinião publica? 

É preciso ter coragem para defendermos aquilo que acreditamos ser certo.
É preciso ter a coragem de lutar pela nossa felicidade!

É muito triste ver que muitas pessoas se desviam das coisas que acreditam ser correctas apenas para serem iguais ao resto do mundo. O que é certo ou errado, ao contrário do que o mundo diz, é algo bem definido. No fundo todos sabem que algo é bom ou mau, certo ou errado, mas essa noção apenas é nítida quando nós pensamos de uma forma diferente, isto é, quando nós deixamos de olhar apenas para nós próprios e começamos a olhar para todos à nossa volta. No fundo, o conceito de certo ou errado não pode ser visto como: isto é certo para mim? mas sim se as consequências dessa escolha são boas ou más para mim e para todos os que me rodeiam. A nossa felicidade não pode passar por cima da infelicidade dos outros; não existe um conceito de ying-yang onde para eu ser feliz outro tem de ser infeliz - todos podem ser felizes.

Na minha caminhada por esta mortalidade já foi chamado de puritano, de retrógrada, de conservador, entre outros, apenas por defender os princípios que acredito. Um dia, há uns tempos atrás, ouvi um homem sábio dizer o seguinte - "atreve-te a estar sozinho" (Pres. Thomas S. Monson - Dare to stand alone); esta frase ecoou na minha mente e me fez lembrar de uma força que eu não me lembrava ter. Ao contrário da maioria do mundo - que faz as coisas para obter o aplauso e a aprovação de seus pares - eu não necessito de ter o apoio de pares para defender aquilo que acredito. Aprendi que isto é uma forma de coragem que hoje é cada vez mais rara.

"A única coisa necessária para o mal triunfar é apenas um homem bom não fazer nada" 
(Edmund Burke)

Coisas más acontecem porque, na sua generalidade, pessoas com bom-senso preferiram ficar caladas, preferiram não agir. Essa inactividade muitas vezes é resultado de medo - medo de serem gozadas, medo de serem colocadas de lado, medo de ficarem sozinhas a defender uma causa. Lembro-me de uma vez ver, na escola, um rapaz a ser gozado e humilhado por um outro.. o rapaz estava em nítida desvantagem e completamente de rastos mas ninguém o ajudava, ninguém mandava os outros calar, ninguém o apoiou.. porquê? porque quando alguém se mete no meio destas confusões fica sujeito a também ser gozado e ninguém quer ter problemas. É este o problema principal do mundo de hoje - Ninguém quer ter problemas.

Há pessoas, boas pessoas, que vêem a sua vida estagnada, a sua felicidade a dissipar-se, os seus sonhos a tornarem-se cada vez mais ténues, porque não têm a coragem, não têm a força, para alterarem o seu estado confortável e mudarem algo nas suas vidas. Pessoas que se sujeitam a patrões abusadores porque não têm a coragem de levantar a voz e defender os seus direitos por medo de serem despedidos (e isto já existia mesmo antes de haver uma crise de emprego); pessoas que se sujeitam à vontade de terceiros, anulando a si próprios e perdendo de vista os seus sonhos, por medo de ficarem sem essas amizades; pessoas que vivem presas a relações e casamentos onde são infelizes apenas porque têm medo de ficar sozinhas. O que estas pessoas têm em comum? Enquanto estão presas ao seu estado de menor energia, elas vão deixar passar oportunidades maravilhosas para voltarem a sonhar, a viver; para serem verdadeiramente felizes.

O primeiro passo para uma mudança de estado depende apenas de nós - da nossa coragem, da nossa vontade de mudar, da nossa força, do nosso empenho e desejo em realmente fazer algo de bom - por nós e pelo mundo que nos rodeia. Ser feliz implica coragem, implica luta, implica sacrifício. A verdadeira felicidade pode ser comparável a um alpinista que escala uma montanha.. Ele irá tremer de frio até as suas mãos ficarem roxas e frágeis, ele irá sangrar porque os dedos vão rasgar nos vértices das rochas, ele irá assustar-se porque irá escorregar quando colocar um pé em falso, ele irá ouvir os seus pares a dizer para ele desistir porque o que ele está a fazer é muito difícil e não vale a pena, e ele irá também ficar desanimado sempre que olhar para cima e ver que ainda tem um longo percurso a percorrer  mas, quando o alpinista chegar ao topo depois de todo o sacrifício e luta, ele irá olhar para baixo e irá ver o mundo a seus pés - ele encontrou a verdadeira felicidade.

Somos felizes quando defendemos as coisas em que acreditamos e não nos deixamos moldar pela opinião publica - as opiniões que mudam como as estações do ano e caiem como as folhas no Outono que, ao primeiro vento, voam para longe.
Somos felizes quando lutamos pela nossa felicidade e, no processo, ajudamos outros a lutar pela felicidade deles.

O mundo está aos nossos pés.. 

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

A solidão


(O tema deste texto foi sugerido por uma leitora ^_^ )

Solidão.. 
Acho que este sentimento; este estado de alma, é algo cada vez mais comum no mundo em que vivemos. Podemos viver numa casa cheia de pessoas, podemos ter um emprego no qual lidamos com pessoas todos os dias, podemos até conhecer muita gente mas, no fundo, podemos estar a viver uma solidão que o mundo ignora mas que, aos poucos, já começa a admitir.

Existem pessoas que estão sós porque não encontraram alguém com quem partilhar a sua vida; outras estão sós porque perderam essa pessoa. Uns estão sós porque não têm amigos; outros estão sós porque os amigos não são verdadeiros amigos. Uns estão sós porque desejam estar sós; outros estão sós porque ninguém se lembra deles. Há aqueles que estão sós porque não têm alguém com quem partilhar os seus segredos; outros estão sós porque ninguém está disponível para os ouvir.

Existem muitas razões para se estar só mas raros são aqueles que, vivendo na solidão, estão verdadeiramente felizes. Nós não fomos criados para estar sozinhos; até a própria natureza foi desenhada aos pares, onde um irá complementar o outro. Apenas crescemos e desenvolvemos os nossos talentos quando os partilhamos com quem nos rodeia. A maior motivação para aprender algo é poder partilhar esse conhecimento com outras pessoas. Sentir apenas faz sentido quando envolve outra pessoa.. Amar só faz sentido se amarmos alguém e se formos amados; estar feliz só faz sentido se existir alguém com quem partilhar essa alegria (amigos, companheiro, família, mundo inteiro!). No entanto, existem tantas pessoas sozinhas, abandonadas no seu próprio sofrimento. Umas estarão assim porque o desejam, ou porque se colocaram nessa situação - afastando toda a gente; mas a grande maioria está só porque ninguém as deseja acompanhar.

Acredito que todos nós conhecemos, pelo menos, uma pessoa que esteja sozinha. Essa pessoa pode ser um familiar, uma amiga, ou até um conhecido. O que podemos fazer para ajudar essa pessoa? A resposta é simples mas exige algo de nós. Nós devemos fazer sentir a essa pessoa que ela importa, que alguém se lembra dela, que ela não está sozinha. Podemos fazer tanta coisa para ajudar essas pessoas:
-podemos lembrar o aniversário delas;
-podemos telefonar, uma vez por semana, para saber como ela está;
-podemos convidar para um almoço/jantar em familia;
-podemos ir visitar e verificar se está tudo bem;
-podemos conversar com essa pessoa e ouvi-la;
-quando as vemos na rua podemos cumprimentar de forma carinhosa (em vez de simplesmente acenar com a cabeça e dizer olá.. como é comum hoje em dia)
-podemos ser verdadeiros amigos..
-...

Estas sugestões exigem tempo, um desejo para ajudar, uma empatia por quem está ao nosso lado mas, sobretudo, exige amor. Apenas quem tem um coração amoroso é capaz de esquecer de si mesmo para ajudar quem precisa. Algo tão simples como telefonar ou enviar um postal a desejar feliz aniversário, pode ser feito por qualquer um, a qualquer hora. A solidão é um sentimento que nos empurra para um abismo fundo e escuro, e o que mais desejamos é ter alguém estique a sua mão e nos ajude a ver, de novo, o nascer do sol. 
Convido-vos a pensar em alguém que esteja só (amigo, familiar) e a fazer algo por essa pessoa - nem que seja um simples telefonema. Acreditem que o que alguém que vive na solidão mais deseja é saber que alguém se lembra dela e se preocupa com ela. Um simples gesto pode iluminar o dia de uma pessoa.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

A nossa Alma Gémea


O dia dos Namorados passou e, como é normal, os desejos, a alegria, os jantares, os passeios, os ramos de flores esgotados, os chocolates, as juras de amor, as músicas, os poemas e as cartas, encheram o mundo à nossa volta. 

E aqueles que estão sozinhos e desejam um dia também celebrar o seu Amor? 
A pergunta que todos fazemos, os solteiros, é - será que um dia também irei encontrar a minha cara metade, a minha alma gémea?

Vou começar com uma história:
Uma jovem arqueóloga encontrou, numa escavação que estava a fazer, uma lâmpada. Ela esfregou a lâmpada e um génio apareceu. Ele concedeu-lhe 1 desejo. Ela ponderou durante algum tempo e finalmente disse: 'Desejo paz no mundo, entre as nações e toda a humanidade'. O génio pensou sobre o assunto e respondeu: 'Isso é impossível! As disputas entre os homens são muito antigas e profundas; por favor, pede tudo menos esse desejo..'. Um pouco desiludida, a jovem arqueóloga pensou e finalmente disse:' génio, algures no mundo existe o homem com quem estou destinada a ficar; eu desejo encontrá-lo.. alguém que seja bonito, inteligente, que me apoie, que tenha um bom sentido de humor, alguém que me ajude em casa, que não esteja sempre a ver televisão ou no computador, que adore crianças, que tenha um emprego bom, que pense primeiro na minha felicidade, alguém que vá às compras comigo!, alguém que se dê bem com a minha família..eu desejo encontrar esse homem!'. O génio, considerou e pensou muito sobre o desejo da moça e respondeu: ' deixa-me ver o que eu posso fazer em relação à Paz entre os homens'.

Eu não acredito que exista apenas uma pessoa certa para nós. Acho que o mundo, ajudado por poetas, escritores, até filmes e músicas, criaram uma ideia errada de que -algures no mundo- está a pessoa certa para nós, a tal alma gémea. Ensinam que a nossa caminhada passa por encontrar essa -única- pessoa, que irá ser perfeita para nós; a única pessoa que iremos amar como não poderíamos amar nenhuma outra. 
Acredito que passamos muito tempo à procura de uma pessoa específica e, no processo, perdemos inúmeras oportunidades maravilhosas para amar. Isso acontece por algumas razões:

- perfeição: procuramos a pessoa que é perfeita para nós mas que já vem com "tudo feito", isto é, não tem falhas ou, se as tem, elas são mínimas. Procuramos por aquela pessoa que nos irá complementar em tudo, que irá fazer com que a paixão e o amor durem, e durem, e durem, sem ser preciso muito esforço. Gostava de afirmar que as pessoas que pensamos ser perfeitas são aquelas que nós não conhecemos bem. A perfeição não é algo que se encontra mas sim que se cria, a dois, numa relação. É apenas limando as arestas, polindo bem, aplicando muita pressão e calor, que um diamante em bruto se torna na pedra preciosa que todas as mulheres gostariam de ter, a brilhar, no topo de um anel colocado no seu dedo. 

- medo: medo da rejeição, medo de falhar, medo de não estar à altura. Por vezes não vivemos um amor porque estamos a viver no medo. O medo de ser rejeitado é algo que assusta muitos; preferem ficar a imaginar como seria estar com quem amam, do que tentar algo e ver o seu sonho destruído porque ela disse que não. A prisão da indecisão é aquela que impede muitos de encontrar a felicidade.. acreditem.. eu sei.

indisponibilidade: aqui está um que poucos pensavam existir. Por vezes não estamos a viver um verdadeiro amor porque estamos simplesmente muito ocupados a viver paixões e não amores. Falo por mim, se vejo uma moça que gosto a namorar com outra pessoa (seja a sério ou na "brincadeira") então eu não irei perder tempo a tentar algo com ela - ela está ocupada. Provavelmente muitos homens e mulheres já perderam a oportunidades maravilhosas porque estavam a viver aventuras ou relações pouco significativas. Outro factor análogo são as pessoas que estão indisponíveis porque simplesmente "não estão em lado nenhum" (contra mim falo). A nossa alma gémea dificilmente irá bater à nossa porta e pedir-nos para sair com ela (se isso acontecer eu altero - imediatamente - esta frase). 

O segredo para encontrar a pessoa certa é simplesmente encontrar muitas pessoas, isto é, o segredo é conhecer muitas pessoas, ter amigos, sair com amigos, ir a actividades sociais até do próprio emprego. Algures no nosso circulo de amigos e conhecidos, estará aquela pessoa que irá fazer o nosso coração acelerar (e o raciocínio falhar..). Depois de a encontrar-mos é preciso entrar em acção! Isto implica falar com essa pessoa, convidar para algo a sós - é complicado conhecer realmente alguém se estão sempre em grupo ou em actividades sociais. Acredito que é apenas quando se está a dois, seja a passear ou a jantar fora, que é possível manter conversas mais interessante e realmente se dar a conhecer, sem distracções, sem ruído de fundo.  A partir do momento em que fazemos o compromisso de amar - incondicionalmente - quem está ao nosso lado então, é nesse preciso momento, que nos tornamos almas gémeas.

Para quem já encontrou apenas posso dizer uma coisa - nutram esse amor, cuidem bem dele. Manter a chama do amor acesa é preciso trabalho e dedicação de ambas as partes. 
Para quem, como eu, ainda anda à procura gostaria de dizer para nunca desanimarem. Podem ser rejeitados 1,2,3 -- 20 vezes mas devemos sempre tentar e continuar a caminhar. Os homens devem ser mais corajosos e dar o primeiro passo. Não caiam no erro de pensar que ela nunca irá sair comigo; acredito que há muitas mulheres a pensar porque é que ninguém as convida para sair e o problema poderá estar no facto de os homens não terem coragem, ou a auto-estima, para as convidar. Ás mulheres também deixo um recado.. sejam meigas!! e não procurem a perfeição em alguém que ainda não viveu o suficiente para sequer entender o verdadeiro significado dessa palavra. A perfeição atinge-se a dois.


Para finalizar, gostaria de complementar este texto com o link para a alma gémea dele - O Amor não é para nós  , acho que ficam bem juntos.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

O Amor não é para nós.



Não, isto não é um texto de lamentação mas sim inspirado num outro - marriage isn't for you - que acredito que se tornou bem conhecido nas redes sociais.

Como já disse algumas vezes, eu passo muito tempo a observar as pessoas e a forma como elas reagem e falam das suas relações. Há muito tempo que estava para escrever um texto com este tema mas hoje li algo que me fez realmente colocar mãos à obra e escrever sobre o assunto. 
O que li é algo que muitas pessoas dizem quando se encontram numa relação ou até casamento:
Será que encontrei a pessoa certa?
Será que casei com a pessoa certa?
Será que ela me ama como eu a amo?
...

O texto viral que li fala que o casamento não é para nós mas eu decidir ir mais longe e afirmar que é o Amor que não é para nós. 
Quando nós amámos alguém, nós não vamos esperar que essa pessoa seja a certa; este é o erro passado, de geração em geração, por poetas, escritores, filmes e devido a conhecimento errado. Não existe uma pessoa certa para nós, como se de uma alma pré-destinada a nós se tratasse. O que existe é um conceito totalmente diferente que é ignorado por alguns e desconhecido para muitos:

Nós é que nos devemos tornar a pessoa certa para quem amámos

Esta frase, que digo algumas vezes, ilustra o conceito de que o amor não é para nós. Nós não devemos amar para que sejamos amados. O amor deve ser inocente e sem esperar algo em troca - por isso até as escrituras ensinam que devemos amar nossos inimigos (quão fácil é amar quem nos ama?). No amor dito romântico é a mesma coisa; quando nós amámos quem está ao nosso lado nós não iremos cobrar retorno, não iremos comparar com outros casais; O que deveremos fazer é simplesmente deixar de pensar no que nós queremos e começar a pensar no que quem está ao nosso lado precisa (atenção que não escrevi quer mas sim precisa), ou seja, nós iremos amar incondicionalmente, nós iremos lutar pela felicidade de quem está ao nosso lado, nós iremos perdoar, nós iremos nos sacrificar, nós iremos deixar de pensar em nós e começar a pensar na outra pessoa. 

E agora, perguntam - "se eu deixo de pensar em mim quem é que cuida de mim?" 
Aqui entra o lado maravilhoso do amor - Quem nos ama irá fazer o mesmo por nós. É este o segredo de uma relação feliz - nós deixamos de olhar para nós próprios e começamos a pensar no bem estar de quem está ao nosso lado. Quando as duas partes fazem isto então as duas partes estão a cuidar uma da outra de forma incondicional. Isto é Amar. 

O problema do mundo de hoje é que ele ensina algo que vem do mundo animal - sobreviver. Por outras palavras, o mundo ensina que o que interessa é que sejamos felizes, independentemente das consequências que isso possa ter. É devido a este pensamento egoísta que leva a que casamentos/relações sejam destruídas devido a, por exemplo, adultério; uma pessoa está tão focada na sua própria felicidade que já não luta pelo seu casamento e se deixa distrair pelo que é de fora, criando até uma ilusão em uma terceira pessoa que também quer ser feliz. Quando as relações vão mal, o primeiro reflexo é a sobrevivência, devido a esse reflexo carnal, as discussões acabam por ser autênticos campos de batalha, onde as partes deixam de pensar no bem estar de quem está do outro lado, ignorando até os reais sintomas dos problemas, e começam a atacar a sua cara metade com cobranças relacionadas com a sua felicidade e raramente com a felicidade dos dois - por vezes indo buscar assuntos que há muito se pensava estarem perdoados e esquecidos. 

As relações são complicadas porque implicam que nós devemos dar mais de nós do que aquilo que nos é confortável. 
São complicadas porque implicam que devemos deixar de pensar em nós próprios e começamos a pensar no bem estar de quem amámos.
São complicadas porque o individualismo, ensinado pelo mundo, deixa de fazer sentido quando há amor e o mundo não sabe o que é amar. 
São complicadas porque amar implica profunda devoção e afeição. 

O amor perfeito existe; o que não existe é pessoas perfeitas. Para que um amor se torne perfeito é necessário que duas pessoas imperfeitas se amem de uma forma que nem os poetas conseguem descrever e que nem a música consegue acompanhar. Esse estado de amor só é atingido quando nós nos tornamos as pessoas certas para quem amámos..

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

"O que levamos nós desta vida?"



Depois da brincadeira do último post, está na hora de voltar a escrever. Desta vez precisei de ajuda, pois a inspiração me falta. Encontrei, em um blog que sigo, um pensamento deixado como desafio - O que levamos nós desta vida? Se hoje fosse o nosso último dia, o nosso último suspiro, como deixaríamos esta vida?

Nós vivemos como se fossemos viver para sempre, ou melhor, vivemos como se um amanhã fosse garantido; vivemos como se existisse sempre uma "segunda oportunidade" ou "tempo extra". Temos o mau hábito de deixar para depois todas as coisas que devemos começar agora a realizar. Deixamos sempre para depois os pedidos de desculpa, o tempo que deveríamos passar com quem mais gostamos, o tempo para melhorar o que é fraco em nós, o tempo para viver em paz nós deixamos sempre para o amanhã.

Eu gosto de pensar, e faço para que isso seja a realidade, que se este fosse o meu último suspiro o único pensamento que me viria à cabeça seria um Obrigado; o único sentimento seria de Gratidão e a última imagem que visse seria a de minha família, feliz.

Eu tenho uma frase colocada acima da minha secretária, retirada do Livro de Mórmon, que diz assim:
Pois eis que esta vida é o tempo para os homens prepararem-se para encontrar Deus; sim, eis que o dia desta vida é o dia para os homens executarem os seus labores 
(Alma: 34-32)

Sempre gostei da forma como é descrito o nosso tempo cá - o dia desta vida. A vida é um dia, é hoje, é agora. Se algo está mal então é agora que devemos fazer tudo para que fique bem. Se há uma desculpa a pedir, um perdão a dar, então é agora que devemos fazer isso. 

Uma vez ouvi uma história. Uma enfermeira perguntava aos doentes terminais se eles tinham algo com que se arrependessem e que gostariam de ter mudado enquanto tivessem tempo. As respostas eram quase sempre as mesmas:
- "Gostaria de ter passado mais tempo com as pessoas que amo"
- "Gostaria de ter vivido à altura de meu potencial"
- "Gostaria de me ter permitido ser mais feliz"

O que impediu estas pessoas de passarem mais tempo com quem amam? Ou de terem vivido de à altura do seu potencial? Ou o que as fez dificultar a sua própria felicidade?
Colocando de outra forma:
O que vos impede de passar tempo com quem mais amam?
O que vos impede de viverem à altura do vosso potencial?
O que vos impede de ser mais felizes?

Será medo? Será comodismo? Será preguiça? Será o orgulho?

Viver como se hoje fosse o último dia faz com que nós mudemos muitas coisas na nossa forma de viver. O mundo ensina, de forma errada, que viver um dia de cada vez é sinónimo de aventura, de não preocupar com o futuro, de não pensar em consequências, de simplesmente não viver de forma responsável e consciente. No entanto, e com um pouco de mais sabedoria, poderemos ver que viver o dia da nossa vida significa que nós vamos dizer "Amo-te" mais vezes a quem está ao nosso lado e que vamos passar tempo de qualidade com quem amámos; significa que vamos pedir perdão a quem ofendemos e que vamos abraçar quem nos pede perdão; significa que vamos dar o nosso melhor em todas as coisas e não vamos baixar os braços perante as dificuldades; significa que não vamos permitir que o nosso medo nos impeça de ser mais felizes.


Então, o que levamos nós desta vida? 

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Parábola do Tesouro e das Chaves



Certa vez um homem recebeu, como herança, duas chaves. Foi-lhe dito que a primeira abria uma caixa-forte que ele deveria proteger a todo custo. A segunda era para um cofre que estava dentro da caixa-forte e que continha um tesouro inestimável. Ele deveria abrir esse cofre e usar livremente as coisas preciosas ali guardadas. Foi advertido de que muitos procurariam roubar-lhe a herança. Foi-lhe prometido que, se usasse o tesouro dignamente, este seria reabastecido e nunca diminuiria, por toda a eternidade. O homem seria testado. Se usasse o tesouro para benefício de outros, suas próprias bênçãos e alegria aumentariam.

O homem dirigiu-se sozinho à caixa-forte. A primeira chave abriu a porta. Ele tentou abrir o tesouro com a outra chave, mas não conseguiu, pois havia dois cadeados no cofre. A sua chave, sozinha, não o abriria. Por mais que tentasse, não conseguiu abri-lo. Estava confuso. Recebera as chaves. Sabia que o tesouro era seu, por direito. Obedecera às instruções, mas não conseguia abrir o cofre.

Num determinado momento apareceu uma mulher na caixa-forte. Ela também tinha uma chave; era uma chave visivelmente diferente da que ele possuía. A chave dela serviu no outro cadeado. Isso fez com que ele humildemente reconhecesse que, sem ela, não poderia obter a herança que era dele por direito.

Eles fizeram um convênio de que, juntos, abririam o tesouro e, conforme as instruções, ele vigiaria a caixa-forte e a protegeria. Ela, por sua vez, vigiaria o tesouro. Ela não estava preocupada com o fato de ele, como guardião da caixa-forte, ter duas chaves, pois seu objetivo era garantir que ela estivesse em segurança enquanto vigiava aquilo que era muito precioso para ambos. Juntos eles abriram o cofre e partilharam da herança. Alegraram-se pois, como prometido, o tesouro não se esgotava.

Com grande alegria descobriram que podiam passar o tesouro para seus filhos, e que cada um poderia receber a medida plena, sem que diminuísse, até a última geração.

Talvez alguns de sua posteridade não encontrassem um companheiro que possuísse a chave complementar, ou alguém digno e desejoso de cumprir os convênios relacionados ao tesouro. Não obstante, se guardassem os mandamentos, não lhes seria negada nem a menor das bênçãos.

Como alguns tentaram levá-los a fazer mau uso de seu tesouro, eles foram cuidadosos ao ensinar a seus filhos sobre as chaves e convênios.

Mais tarde apareceram, entre os de sua posteridade, alguns que foram enganados, ficaram enciumados ou se tornaram egoístas porque a uns foram dadas duas chaves e a outros só uma. “Por que”, os egoístas perguntaram, “o tesouro não pode ser só meu, para que eu o use do jeito que desejar?”

Alguns tentaram moldar a chave que receberam, no formato da outra. Talvez, pensaram, ela poderia servir nos dois cadeados. E assim o cofre foi fechado para eles. Suas chaves remoldadas eram inúteis e eles perderam a herança.

Aqueles que receberam o tesouro com gratidão e obedeceram às leis referentes a ele, receberam alegria sem limites nesta vida e por toda a eternidade.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Estou com uma branca..


Estas últimas semanas têm sido tão cheias no que toca a coisas para pensar e fazer que fiquei sem ideias sobre o que escrever aqui no blog. Isto acontece-me principalmente quando uso mais o lado esquerdo do cérebro do que o direito. Como o projecto em que trabalho acabou, eu (e um colega) temos de escrever o relatório final e, também, uma publicação cientifica (a última do projecto..). O artigo cientifico já foi submetido, depois de umas boas duas semanas (ou até mais) a preparar e a escrever; agora falta o relatório. Tanta coisa para pensar cientificamente que a inspiração para coisas mais inspiradoras (adoro redundâncias) ficam em segundo plano. 

Espero que a branca não dure muito tempo..  Alguma ideia?!


Em contra-partida, ontem tive um momento musical, no piano, onde toquei de uma forma que nunca me ouvi a tocar antes.. hoje já não repeti o feito. A minha inspiração tem de deixar de ser tão volátil!! 

sábado, 2 de novembro de 2013

O Sol Volta Sempre a Nascer


Da forma como acabei o último texto que escrevi, começo este - o Sol volta sempre a nascer.

Durante esta semana decidi mudar algumas coisas e arriscar um pouco mais mas sempre um pouco de cada vez. Eu gosto de ver o processo de mudança como quando estamos a correr numa passadeira em um ginásio (como já vou ao ginásio já posso fazer estas comparações ^_^). Nas passadeiras nós temos vários níveis de velocidade. Se nós começarmos logo pelos níveis mais elevados o nosso corpo não estará aquecido o suficiente para esse tipo de esforço o que poderá levar a lesões; por isso temos de começar por caminhar e ir gradualmente aumentando a velocidade. Mas é preciso aumentar essa velocidade senão o proveito que tiramos será zero se mantemos sempre o mesmo ritmo. 
Com a nossa vida é igual.. por vezes é preciso mudar o nosso ritmo e adaptar à nossa preparação. Por vezes é preciso desacelerar mas, na maior parte das vezes, é preciso arriscar e alterar o nosso ritmo para um passo mais acelerado
Eu gosto de pensar que quando somos interpelados pela escolha de reduzir o ritmo estamos a ser testados na nossa Humildade. Uma pessoa orgulhosa irá ser teimosa e irá até acelerar quando deveria parar mas, uma pessoa humilde, irá ponderar a situação e irá reduzir o ritmo para um nível mais apropriado. Por outro lado, quando a vida nos pede para acelerar estamos perante uma escolha que irá testar a nossa Coragem, Sabedoria e Atitude. Uma pessoa com essas características irá ponderar e usará essa valentia para arriscar essa mudança de ritmo. A palavra chave é arriscar. Se não arriscarmos dar um passo então nunca iremos sair do mesmo sitio. Por isso o medo é o pior inimigo de quem deseja progredir. Se nos deixarmos influenciar pelo medo de arriscar então nunca iremos sair do sitio. Viver sempre no mesmo ritmo não é viver.. A longo prazo nós estamos a andar para trás e não para a frente.  

Durante esta semana decidi começar a arriscar em algumas coisas pequenas
O meu maior problema é ser social mas decidi enfrentar esse defeito e juntei-me com uns amigos meus em um jantar a meio da semana. Foi um jantar especial, para mim pelo menos, porque é o primeiro jantar que vou desde há uns bons anos. Acho que os meus amigos e colegas nunca me tinham visto em condições normais fora da universidade/trabalho. 
No inicio da semana fui presenteado, também, com uma oportunidade maravilhosa de ajudar duas pessoas - curiosamente no mesmo dia. Eram duas pessoas a precisar de ajuda e eu simplesmente ajudei. Sei que neste momento uma menina de 3-4 meses tem o que comer porque não recusei ajudar. Uma menina que nunca vi na vida. É maravilhoso quando esquecemos de nós próprios e ajudamos quem mais precisa.
Na quinta-feira fiz uma coisa que já não fazia à muito tempo - dado ser comparado a eremita.. - Saí de casa e fui ao cinema! Foi mais pelas pipocas e pelo filme mas é bom sair!
Para acabar, fiz algo que já não fazia também há muito tempo. A minha cantora favorita - Tarja Turunen - vem a Portugal no dia 28 de Janeiro. O que fiz foi comprar já o bilhete e mentalizar-me que dia 28 de Janeiro estarei a ir para Lisboa para um concerto. 

Com estas pequenas coisas a minha semana passou de uma noite para o dia e observei que não é preciso GRANDES milagres para ver a nossa vida a mudar. Muitos desses milagres somos nós próprios que os realizamos - só temos é de perder o medo e arriscar.


sábado, 28 de setembro de 2013

Quando Acreditas..



Esta semana tropecei nesta musica que me fez pensar.. A letra toca os nossos corações. Começo por escrever a tradução da letra para o português. Durante a musica aparece um texto em hebraico que irei colocar no final do texto.

Tanto que eu rezei
Sem ter provas de alguém ouvir
E cá dentro uma canção que não sei definir
Não temos medo já
Nem mesmo do que está para vir
Já movemos montes
Sem saber só a sentir

Quando acreditas há um milagre
Um sonho bom, não vai morrer
E os milagres estão para chegar
Se acreditares, vais conseguir
Mas só a acreditar

Medo e confusão
Por vezes rezas e é em vão
E a esperança voa além
Qual ave em migração
Mas estou tão bem assim
Um som tão bom no coração
Muita fé que faz sentir para além da razão

Quando acreditas há um milagre
Um sonho bom, não vai morrer
E os milagres estão para chegar
Se acreditares, vais conseguir
Mas só a acreditar

Crianças Hebraicas:
A-shi-ra la-do-nai ki ga-oh ga-ah
A-shi-ra la-do-nai ki ga-oh ga-ah
Mi-cha-mo-cha ba-elim adonai
Mi-ka-mo-cha ne-dar- ba-ko-desh
Na-chi-tah v'-chas-d'-cha am zu ga-al-ta
Na-chi-tah v'-chas-d'-cha am zu ga-al-ta
A-shi-ra, a-shi-ra, a-shi-ra...

Quando acreditas há um milagre
Um sonho bom, não vai morrer
E os milagres estão para chegar
Se acreditares, vais conseguir
Conseguir
Mas só a acreditar

Mas só acreditar..


Por vezes não acreditamos em milagres mas esta canção ensina algo que já o próprio Jesus Cristo dizia - Não temas, crê somente. Quando acreditamos tudo é possível, até o mais maravilhoso dos milagres! A Fé pode mover montanhas e a esperança pode fazer com que nossos corações se mantenham bem lá no alto.
Para terminar deixo, então, a tradução do que as crianças hebraicas cantam:

Cantarei ao Senhor porque Ele triunfou gloriosamente
Cantarei ao Senhor porque Ele triunfou gloriosamente
Quem é como Vós entre os deuses, oh Senhor?
Quem é como Vós, glorioso em divindade?
Em Vossa misericórdia, Vós nos guiais, Vós nos salvais
Em Vossa misericórdia, Vós nos guiais, Vós nos salvais
Cantarei, cantarei, cantarei...

domingo, 18 de agosto de 2013

Hoje chamaram-me de conservador.



Hoje chamaram-me de conservador!
Bem, para dizer a verdade já me tinham chamado outras vezes mas desta vez decidi escrever sobre o assunto mas, antes de começar, fui ao dicionário da Priberam ver qual a definição de ser conservador.

conservador |ô| 
adj.
1. Que conserva.
2. Que é oposto a mudanças políticas.
s. m.
3. Partidário da política conservadora.
4. Título de certos funcionários, encarregados da conservação de arquivos, de registos, de bibliotecas, etc.
adj. s. m.
5. Que ou quem não gosta de mudanças em relação ao que é habitual ou tradicional. = REACCIONÁRIO

Já ficamos com uma ideia do que é um conservador, seguindo a definição 5 - Que não gosta de mudanças em relação ao que é habitual; ou, usando a 1ª - que conserva.
Sempre que chamam alguém de conservador estão sempre com uma entoação negativa, como se fosse alguém retrograda que vive no passado e abomina as mudanças e progresso.
Vamos fazer um exercício e olhar para o mundo lá fora. Hoje tudo é permitido e dizemos que isso é ser liberal. Temos até leis que permitem coisas que, no sentido moral não são boas mas que a sociedade "em mudança" exige e, então, os políticos obedecem. 

Sim, meus caros amigos, amigas e desconhecidos leitores, eu sou conservador. Não o conservador tradicional mas um conservador que segue esta simples regra:

Creio em ser honesto, verdadeiro, casto, benevolente, virtuoso e em fazer o bem a todos os homens; Creio em todas as coisas, confio em todas as coisas, suporto muitas coisas e espero ter a capacidade de tudo suportar. Se houver qualquer coisa virtuosa, amável, de boa fama ou louvável, eu a procurarei.
(adaptei a 13ª regra de fé ao contexto)

Eu tenho princípios morais de honestidade, de castidade, de virtude, de moralidade, de paciência e Amor que eu nunca irei contra, independentemente do contexto em que me encontre. Eu evitarei, sempre que possível, cair no erro da tolerância; aquela tolerância onde é tudo permitido porque "se faz feliz então não faz mal..".

Sou conservador porque decidi disciplinar os meus desejos e paixões, porque eu sei que meu espírito se deve sobrepor a tudo que é carnal. Nem tudo o que o mundo oferece é bom e nem todos os nossos desejos são benignos e devem ser cumpridos.

Sou conservador porque eu prefiro Amar as pessoas, independentemente do seu passado e personalidade em vez de Amar aquilo que é mau e nos afasta do caminho que leva ao crescimento.

Sou conservador porque não acho que a vida é uma aventura mas acredito que a vida é como um presente que deve ser cuidado e aproveitado pois nós só temos esta vida para crescer e ser melhores. Sou conservador porque eu acredito que quando me dão uma prenda eu irei fazer dela o melhor possível e mostrar que com 10 talentos eu consegui fazer 20 ou 30.

Sim, eu sou conservador porque defendo os meus princípios, defendo a minha liberdade e a dos outros e irei lutar, até ao meu ultimo folgo, contra injustiças morais e sociais, seja em que contexto for e contra quem for. O conceito de bem e de mal não é uma questão de perspectiva. O sucesso ou o fracasso das nossas acções, não são a soma da nossa vida. Nosso espírito não pode ser pesado. Julgue-mos a nós próprios pelas intenções das nossas acções, e pela força com que enfrentamos todos os desafios que são colocados no nosso caminho. Na realidade existe apenas  uma coisa que podemos realmente controlar ...se somos bons.. ou maus.


quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Dos Eternos Insatisfeitos


Andava eu a passear pela blogosfera, pelas ruas, pelos cafés, pelas redes sociais e pelo mundo, e reparo que existem cada vez mais pessoas insatisfeitas; insatisfeitas com a vida, com o seu casamento, com o seu trabalho, com os seus bens materiais, até com a sua fé..

Pessoas que aparentemente têm tudo o que precisam mas que encontram alguma razão para se queixar e criar um ambiente de infelicidade que, sendo alimentado poderá deitar todo o resto a perder..
Já fui mais assim, um eterno insatisfeito. Era capaz de, no meio de uma vida relativamente boa e feliz, encontrar algo de mau para me deitar abaixo e menosprezar todo o resto. Posso ter uma caixa cheia de LEGOS mas era capaz de ficar triste porque não tinha aquela peça especifica que vem numa caixa y que os meus pais não me deram nos anos.. Ou no fim de uma licenciatura, onde eu deveria estar contente pela graduação, a minha primeira frase foi que podia ter feito melhor.

Como é que se supera este tipo de pensamento? Não, não é com contentamento.  A tendência das pessoas, quando falam com um "insatisfeito" é dizerem que elas deveriam contentar-se com o têm. Uma mentalidade de contentamento é tão má como a mentalidade de um insatisfeito. Quem se contenta com a sua vida não tem o desejo de evoluir, de procurar por mais, não tem o desejo de arriscar; ou seja, uma pessoa que se contenta com a sua vida vive num estado de estagnação.
Por sua vez, um eterno insatisfeito vive a sua vida procurando sempre mais mas de uma forma irresponsável. Mal possa ter algo irá agir por impulso sem pensar nas consequências. Deseja tudo que não tem e o que no fundo nem quer ter. Um insatisfeito apenas quer mais e mais... sempre mais.

A felicidade encontra-se no meio. Soa um pouco cliché mas é assim. 

Nós não podemos, nem devemos, ter tudo o que desejamos.
Nós não podemos, nem devemos, viver parados, sem desejos e sem ambição. 

Temos uma consciência e ela deve ser sempre usada para ponderar todas as nossas escolhas. Nós podemos escolher o que nós quisermos mas não escolhemos as consequências e, a meu ver, é preferível perder algum tempo a pensar antes de agir do que viver uma consequência que poderia ter sido perfeitamente evitada se eu não tivesse agido por impulso. 
Além disso, a nossa vida por vezes está estagnada porque nós nos acomodamos. Vou usar o casamento como exemplo. Quantas relações não acabam porque o casal (ou apenas uma das partes) diz que o casamento já não é o que era, que não há nada de novo, que a vida se tornou uma rotina? 
Uma pessoa que se contenta seria capaz de dizer que ao menos estou casado e isso é bom.. a rotina é uma fase.. 
Uma pessoa insatisfeita seria capaz de dizer que divorciar e viver uma aventura seria o ideal.

De um observador de fora, não casado, a resposta simples seria o meio-termo. O meio-termo iria implicar que as partes deveriam dedicar mais tempo ao casamento. Mudar a rotina usando a imaginação e iniciativa. Não esperar que a outra parte faça a mudança que nós queremos ver. Se queremos que algo mude então vamos ser nós a realizar a mudança. 

A vida do meio-termo, ou melhor uma vida feliz exige trabalho, disciplina, iniciativa, ponderação, coragem, experimentação e observação. Podemos viver aventuras mas 'aventura' não implica ser descuidado e inconsciente. 
Uma vida feliz é uma vida para a qual nós olhamos para trás e vemos que ela foi feita de mais altos do que baixos.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Da Alma: A Auto-estima


Uma das raízes dos problemas sociais que vivemos hoje em dia é a falta de auto-estima. 
Muitas das decisões erradas que tomamos são causadas pelo simples facto de que preferimos fazer o que os outros pensam, e fazem, do que aquilo que é certo. Preferimos ir contra os nossos princípios do que manter o nosso chão bem firme e defender aquilo em que acreditamos.

Podemos começar pelos jovens.. Olhem para eles, ou relembrem os vossos dias de escola e irão reparar que muitos dos nossos amigos, ou até nós próprios, cedíamos às pressões dos grupos, ou fazíamos as coisas que os 'ídolos' faziam, apenas para pertencer ao grupo e ser mais cool

Vivemos numa época onde as pessoas dizem que se respeitam mas nas suas acções o que fazem é desrespeitar a sua própria essência. Acredito que a insegurança e falta de auto-estima esteja directamente relacionada com a falta de respeito próprio. Preferimos que sejam os outros a estabelecer os nossos princípios e padrões do que sermos nós próprios a estabelecer e manter esses padrões. Será que podemos respeitar a nós próprios quando fazemos coisas que condenamos quando vemos outros a realiza-las? Será que respeitamos a nós próprios quando vamos contra os nossos padrões? A resposta é não. O que vocês sentem, aquela pseudo-paz é apenas o insignificante e vazio sentimento de conformação. Preferimos baixar os braços e ir com a corrente do que realmente levantar os olhos e remar contra a corrente. Nós não podemos mudar a direcção dos ventos mas podemos ajustar as nossas velas

A nossa identidade é constantemente atacada com ideias e ídolos que vão contra os nossos padrões. O mundo vive cada vez mais uma lei selvagem onde não é o alimento que é escasso mas sim a auto-estima e o respeito próprio. As pessoas procuram incansavelmente por formas de se afirmarem e destacarem dos outros, procuram pela riqueza e pelo prazer dos momentos, e fazem estas coisas sem olhar para quem pisam e deixam para trás. O mundo, a cada dia que passa, perde os seus padrões e valores e o resultado é uma forma de viver selvagem e vazia onde apenas se procura a satisfação química do que uma real felicidade.

Não sei se o que me tem vindo a acontecer é uma simples consequência de estar simplesmente mais atento mas eu cada vez vejo mais pessoas tristes e desanimadas, a viverem -literalmente- com uma corda ao pescoço. Em duas semanas soube de pelo menos 4 pessoas que escolheram deixar esta vida ou que iriam fazer essa escolha não fossem paradas a tempo. Vejo amigos completamente alienados dos problemas uns dos outros. Vejo familias que não conversam, não passam tempo juntos.

A virtude, a dignidade, os padrões morais, são coisas que não podem ser medidas nem quantificadas e, por isso, são cada vez mais descartadas como inúteis ou características secundárias. O que hoje se procura é o que está abaixo, junto ao chão, onde os padrões são nulos e a auto-estima é algo relativo. Deveríamos ser mais como as árvores, que preferem crescer acima dos padrões normais, elevando-se bem alto - quase tocando a luz. Ou deveríamos ser mais como os pássaros que vivem nos céus e voam bem alto, sem medo, sem olhar para baixo. Deveríamos começar a nos comportar-mos como reais filhos de Deus, com Potencial Divino e com a capacidade de escolher e defender aquilo que é certo. Revistam-se com a armadura valorosa e defendam-se dos baixos padrões e ideias de um mundo cada vez mais decadente. Sejam corajosos e atrevam-se a ajustar as velas. 

domingo, 19 de maio de 2013

Do Amor - A Maior das Bênçãos


Quando olho para todas as coisas que já recebi de Deus não há nenhuma que se compara à bênção que é ter uma Família. O Pai já me abençoou com bastante conhecimento, com sabedoria, com oportunidades para melhor, até nas coisas materiais já me abençoou muito mas uma se destaca acima das outras todas - a família.. Um pai, uma mãe e uma irmã, maravilhosos e que me ensinam todos os dias (mesmo sem se aperceberem). 
O Plano de Deus tem a família como principal foco. Desde o inicio dos tempos que o conceito "Família" existe. Adão foi unido a Eva em sagrado matrimónio e, a partir deles, formou-se uma família maravilhosa.A maior bênção que um homem pode receber é a de encontrar aquela que será a sua companheira eterna e, juntos, formarem uma Família Eterna. Quão maravilho é saber que aquelas pessoas que vocês tanto amam, estarão convosco para toda a Eternidade. Não vejo alegria maior do que esta - unido, em família  para toda a eternidade.

Este fim de semana, aconteceu a conferência da estaca porto-norte d'A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Como podem adivinhar, o tema central foi a Família. Ouvi discursos maravilhosos, testemunhos fantásticos e inspiradores. Sempre que ouço falar sobre família e casamento Eterno, eu sonho com o dia em que eu próprio irei viver essas coisas. 

Nas conferências, é normal nós aprendermos coisas novas, principalmente por revelação (ao ouvir discursos ou a ler escrituras ou,até, nos hinos). Esta conferência não foi diferente para mim e também me foi revelado algo. Esta revelação não me veio através de um discurso, hino ou oração; esta revelação aconteceu no Sábado, na reunião de Sacerdócio da Estaca. Nessa reunião, eu fui chamado, sem aviso prévio, para tocar piano e acompanhar o coro quando cantava os hinos. Fiquei bastante nervoso pois não estava a contar e, devido a esse nervosismo, acabei por não tocar muito bem. Apesar disso, no final do primeiro hino algo me veio à cabeça, um simples conceito que está ligado a todas estas coisas - A Preparação.
Nós devemos estar sempre preparados pois não sabemos quando será a nossa altura de agir. Esta preparação pode passar por simples ensaios semanais (neste meu caso ^_^), pode passar por estudar as escrituras e orar a Deus, para que estejamos preparados para pregar o Evangelho e prestar nosso Testemunho, em qualquer altura. Passa por ser responsáveis e disciplinados, para que possamos ser bons trabalhadores. Passa por aprender a ser amorosos, para que um dia possamos cuidar de uma Família  Passa por aprender a esquecer de nós próprios e dedicar todo o nosso coração a quem mais amámos e, dessa forma, criar uma união perfeita. 
Tudo requer uma preparação e essa preparação tem de começar ontem. Thomas S. Monson uma vez ensinou, enquanto falava sobre como tinha conhecido a sua esposa, que quando chegamos ao momento de agir então o tempo de preparação acabou. Ele proferiu estas palavras logo após contar como conheceu a sua esposa. Para nós nos tornamos os maridos, ou esposas, ou pais certos, é preciso nos preparar-mos para esse momento. Um homem deve aprender a ser amoroso e a magnificar seu Sacerdócio pois é com ele que irá abençoar espiritualmente a sua família. Uma mulher deve aprender a ser bem amorosa para cuidar da família  Os dois deverão aprender juntos em como ser bons pais.

A Família é uma bênção maravilhosa e, confesso, que cada vez mais frequentes são os meus sonhos sobre família e casamento eterno - será alguma dica? ^_^ O tempo o dirá.. mas sei que, até ao dia que seja abençoado com essa alegria, eu me irei preparar. 

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Da Alma XXX - Onde estamos? Para onde Vamos?


"E chamou o SENHOR Deus a Adão, e disse-lhe: Onde estás?" Gênesis 3:9

Depois de Adão e Eva terem comido do fruto, desobedecendo a um mandamento de Deus, o Senhor aparece no Jardim do Éden. Adão e Eva escondem-se e Deus faz a pergunta - Onde estás? 
Em Hebreus 4:13 diz o seguinte:

"E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar. "

Com esta passagem aprendemos que não há forma de nos escondermos de Deus, ou seja, tudo que fazemos, tudo que sentimos, tudo que está contido em nosso coração, está bem visivel para Deus. Então, o Pai não perguntou a Adão onde ele se encontrava fisicamente mas perguntou a Adão algo mais profundo - Onde é que Adão estava em relação a Deus. 

Devemos perguntar estas coisas a nós próprios.. Onde estamos e para onde vamos?
Será que estamos no caminho certo? Ou seja, será que estamos a percorrer um caminho que nos levará à felicidade? Aquela felicidade que é Eterna e não apenas do momento..
Será que estamos simplesmente parados no tempo à espera que algo aconteça?

Na vida, na natureza, em todas as coisas existe uma dualidade e uma é maior que todas as outras que é o Bem e o Mal, ou seja, o que é de Deus e o que não é de Deus.. o que é edificante e leva à felicidade e o que é destrutivo e apenas trás tristezas e dores. Apesar de tudo, o homem convenceu-se que existe escalas de "cinzento" entre o bem e o mal. Cada vez mais vemos o que é Bom ser visto como mau e o que é mau ser visto como bom. Vemos um mundo que prefere viver para os prazeres enganosos do momento do que trabalhar e apostar numa felicidade duradoura e realmente gratificante. O Pai está sempre à nossa espera.. à espera que nós - Seus amados Filhos - peçamos ajuda e orientação nesta caminhada.

Para onde vamos? 
Será que as escolha que fazemos - todos os dias a toda a hora - nos levam para um sitio onde realmente desejamos estar? Ou apenas fazemos essas escolhas porque - no momento - elas nos trarão mais prazer?
Nós temos uma capacidade fantástica para planear e quase prever as consequências das nossas escolhas., no entanto, preferimos deixar-nos cegar pela névoa das confusões do mundo e escolher apenas o que nos dá prazer no momento mas que não nos levam a lugar algum..

O mundo está cada vez mais triste. O mundo está cada vez mais cheio de ódio e frustrações.  As pessoas culpam-se umas às outras pelos seus problemas mas, no fundo, o que elas sentem é uma tristeza enorme que não conseguem apagar dos seus corações... um vazio que foi crescendo a cada dia - a cada escolha.
Cada vez que saio à rua vejo tristeza em todos os olhos, sem excepção. Vejo Almas que procuram por algo mas que não têm coragem de lutar por essas coisas... pessoas que pedem sempre a mesma coisa em segredo - eu quero ser feliz .. mas, quando saem dos seus lugares secretos elas voltam às mesmas escolhas e à mesma caminhada. 

Felicidade implica uma sincera mudança de coração.. será esse o caminho em que estamos? No caminho da mudança? 



quarta-feira, 25 de julho de 2012

Do Tempo II - A Queda e a Redenção


Acho que esta imagem descreve perfeitamente como me sinto estes últimos dias. Caído, derrotado, sem forças, cansado. Já procurei por respostas para o porquê mas não as encontro; talvez não haja nada para encontrar. 
Ainda à poucos dias falei, e escrevi, sobre ânimo e felicidade. Todas as coisas que vou escrevendo são, essencialmente, coisas que eu preciso ouvir mas ninguém as diz. Ao olhar para trás vejo que as minhas maiores chamadas de atenção saíram da minha própria boca e não da boca dos outros. Não sei se isto é bom ou mau mas, por um lado, deixa-me um pouco sozinho pois, normalmente, são amigos ou familiares que nos chamam a atenção.

Mas porque falo eu disto? 
Bem, já sentiram uma dor no peito que simplesmente começou do nada e não sabem a razão de ela existir? Hoje passei por isso e descobri que não era nada que eu tinha feito mas foi um alerta para algo que poderia vir a fazer. Claro que só descobri isto depois de fazer mas enfim.. estamos sempre a aprender com os erros. Nada que tenha feito é grave, acredito que se fosse nem escreveria sobre isso. Apenas falo destas coisas porque aprendi que não é preciso algo de muito grande para nos fazer cair. Bastam coisas pequenas e quando damos conta já estamos em queda. Devemos aprender a estar alertas. Aprendi isso hoje da melhor maneira que poderia aprender e estou grato por isso, apesar de tudo. As coisas boas também são feitas de pequenos milagres e não de grandes e fantásticos milagres.
Se repararmos bem, as nossas vidas estão cheias de pequenas bênçãos e milagres que, devido à nossa cegueira causada pelo cansado e vida atarefada, não damos conta deles acontecerem.  Milagres estão por todo lado em nossa vida, só temos de estar atentos a eles. 

Asneiras e milagres, duas coisas de naturezas tão diferentes mas com uma coisa em comum, bastam poucos e pequenos para nos fazer cair ou para nos elevar. Hoje aprendi que cair é fácil quando somos descuidados e rebeldes, no entanto, enquanto escrevo, aprendo que bênção a bênção somos elevados. 
Tudo leva o seu tempo a passar. Todas as dores demoram a passar mas com bom ânimo e esperança, elas podem tornar-se menos dolorosas. Cair em depressão e tristeza é fácil se nos deixarmos abater com pensamentos de que somos inadequados e fracos. Devemos tentar afastar esses pensamentos e desejar ser fortes, um dia de cada vez. 

Com bom ânimo e esperança poderemos, então, abrir os olhos, erguer nossa cabeça e abrir as asas para voltar aos céus e voar.



terça-feira, 17 de abril de 2012

Da Alma I - A Verdadeira Felicidade

Nos últimos dias tenho vivido em um estado de Felicidade que não estava habituado. O Mundo nunca me ensinou que se poderia ser tão Feliz quando as coisas à nossa volta não apontam nesse sentido.

Este estado de Felicidade em que me encontro não está relacionado com Amor, isto é, ainda não encontrei aquela que irá roubar meu coração.  Não recebi noticias fantásticas sobre o meu trabalho, pelo contrário, está estagnado até resolver um problema. E não ganhei o Euro milhões. 

Então a que se deve este estado de Felicidade?

Confesso que no inicio fiquei confuso. Como é que posso estar tão Feliz e nada à minha volta aponta nesse sentido?. Meditei sobre o assunto, comecei a procurar as pequenas bênçãos e finalmente percebi o porquê desta Felicidade.

O Mundo ensina-nos, e os Beatles tornaram essa frase famosa, que  é All you need is love (A única coisa que precisas é Amor). Isto é uma boa forma de enganar as pessoas. O Amor, como é entendido pelo Mundo, não chega. O Amor é, em primeiro lugar, muito mais do que a generalidade das pessoas pensa. O Amor implica muito mais do que dizer Eu Amo-te. Como a Fé, implica acção, implica sacrifício, implica mudar atitudes, implica ir de bom para melhor, passo que custa muito tomar porque já implica fazer mais do que ficar na zona de conforto.
A verdadeira Felicidade, aquela que é Eterna, consegue-se através do Amor. Não apenas o Amor por um(a) companheiro(a) mas Amor por todos. Isto é que é complicado, especialmente hoje em dia. 
É muito fácil Amar quem nos Ama mas Amar nossos inimigos aí é que reside a virtude e o verdadeiro Amor pelo próximo.

Nos últimos meses tenho vindo a sair da minha zona de conforto e comecei a trabalhar no que realmente importa,no - Plano de Felicidade. 
Para mim não foi fácil sair da zona de conforto, ainda agora tenho dias em que é complicado sair mas decidi obrigar-me a levantar e sair. É contra a nossa natureza Humana ser amável, controlar nosso temperamento e instintos, ser altruísta, ser paciente e, acima de tudo, ser Humilde.

Todos os dias luto contra o meu Orgulho e tento mantê-lo controlado até, um dia, deixar de existir e só existir Humildade. Todos os dias luto contra o meu temperamento para um dia ser Manso como uma criancinha. Todos os dias sou testado na minha Paciência para, um dia, ela ser capaz de aguentar tudo.
Devemos tentar aperfeiçoar o nosso ser. Nunca seremos Perfeitos nesta vida mas devemos usar de todas as nossas forças para melhorar, para ir de bom  para melhor . Vamos falhar, vamos cair, mas a verdadeira força está quando nos levantamos e desejamos fazer melhor. A Verdadeira Felicidade está quando nós prosseguimos caminho e não desistimos de ser melhores. O Caminho é estreito e apertado e só com muita perseverança e desejo de ser melhor é que o conseguimos percorrer, apesar de todos os tropeços, todas as quedas e todos os desvios. É possível voltar sempre ao caminho; Só temos de desejar voltar. 

Estou feliz porque a cada dia que passa vejo uma melhoria em mim, vejo uma Alma que cai mas é capaz de se levantar e continuar a percorrer o caminho. Hoje ajudo a carregar os fardos de outros, quando antes negava fazê-lo. 
Hoje abro o meu coração ao Mundo, porque uma Luz deve estar no alpendre, para todos a verem e não escondida do mundo.

Vou falhar, vou cair mas irei levantar-me porque Sei que Nunca estarei Sozinho nesta caminhada até à Felicidade Eterna.