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domingo, 6 de setembro de 2015

Mudança de fase


"Se não tivermos fé em nosso Pai Celestial, não nos é possível obter sucesso. A fé nos dá a visão do que pode acontecer, esperança no futuro e otimismo nas tarefas do presente. Quando temos fé, não duvidamos do sucesso final da obra." 
Ezra Taft Benson


Acho que não há melhor momento, para recuperar os bons hábitos, como uma mudança no curso da nossa vida. Devido à estagnação eu parei de escrever mas, hoje, com o futuro mesmo à porta, eu volto a pegar na caneta e no papel. 

Uma nova fase de vida está para começar e com ela vem a ansiedade, os receios e a tristeza de deixar algo para trás. Por outro lado, quando temos os olhos fitos em algo melhor... em algo maior... poderemos ver uma luz atrás daquela neblina matinal que esconde o caminho que vamos percorrer. Esta nova fase irá trazer, à minha vida, uma nova cidade, uma nova rotina, novas caras, novas formas de pensar e agir; muitas coisas serão novas e tudo é como uma neblina que esconde o caminho pois nenhuma destas mudanças me será familiar (pelo menos não totalmente). O que sei é que fui trabalhado e moldado para chegar a este ponto e, com uma certeza acompanhada de mãos a tremer, eu posso dizer - estou preparado! 

O blog volta com mais reflexões (posso dizer que são reflexões?) e, talvez, acompanhadas de novidades e noticias sobre a minha adaptação a esta nova vida.  

Daqui a 4 dias estarei na cidade das sete colinas... para ficar.


Aqui fica a vista do local onde irei trabalhar:



quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Eu a escrever..



Se há uns anos atrás tivessem me dito que eu iria passar parte do meu tempo a escrever, eu não teria acreditado. Um antigo professor da primária, quando o reencontrei depois de muitos anos e lhe disse que estava em física, ele ficou curioso pois eu era melhor a português do que a matemática. Acho que isso mudou durante os meus anos de escola pois, até ao final do mestrado em biofísica, eu nunca me tinha interessado pela escrita. Bem, não é bem verdade.. durante uns tempos eu escrevi uns poemas em inglês mas já nem sei onde eles andam; foi algo que durou apenas uns meses - tão rápido surgiu como desapareceu.
Em 2011 comecei a sentir uma maior necessidade de escrever mas foi apenas em Abril de 2012 que comecei a escrever mais a sério - foi quando criei este blog ( Das saudacões e apresentacões ). Desde esse dia eu escrevia uma média 3-4 textos por semana. 
Paralelamente ao blog eu comecei a escrever um livro onde relataria as coisas que acontecem comigo, sejam elas boas ou más (já falei dele). Também tenho um outro caderno onde vou escrevendo as coisas que já falei num púlpito da Igreja e onde também escrevo sobre o meu estudo mais aprofundado sobre temas da fé. Por fim, tenho outro que vou começar a escrever que não será mais do uma espécie de "índice de referencias" para complementar o caderno anterior. 
Infelizmente, nos últimos 6 meses, sensivelmente, tenho sido atacado com uma falta de inspiração enorme, o que se reflectiu na quantidade de textos que escrevi até agora. Essa falta de inspiração pode ser resultado de, neste momento, não acontecer nada de novo na minha vida e, quando não temos nada de novo a nos inspirar, acabamos por esgotar a nossa reserva. Mas nem tudo é mau. No inicio do mês, e como falei na entrada anterior do blog, eu comecei a escrever artigos para um site (familia.com.br). Foi uma enorme bênção, a oportunidade que tive para escrever para este site. Durante o mês de Outubro escrevi estes artigos:




Os três artigos seguintes são baseados nos discursos da conferência geral proferidos por:

Elder Jeffrey R. Holland

Elder David A. Bednar

Elder Quentin L. Cook


Se há uns anos atrás me tivessem dito que eu iria escrever artigos para todo o mundo ver, eu não teria acreditado e acharia ridículo. Imagino o que poderá acontecer quando eu encontrar a minha inspiração! Provavelmente algo muito bom ou muito mau ^_^

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

25252 Visitas e.. novidades?


Hoje, ao ver a estatística do blogue, reparei em duas coisas engraçadas:

- O numero de visitas chegou às 25252 !! Um muito obrigado por continuarem a passar por cá.
- Este será o 191º texto que escrevo no blogue. 

São dois números capicua para celebrar!

Infelizmente, e como devem ter notado, eu não tenho escrito muito nas ultimas semanas; aliás, aqui no blogue nem tenho escrito nada. A grande culpada é a falta de inspiração.. Não me têm surgido ideias para novos textos (alguma ideia??) e ainda não consegui ultrapassar isso. O caminho fácil seria escrever textos sem grande profundidade/significado mas eu não consigo escrever apenas porque sim. Quando escrevo, desejo passar uma mensagem; desejo que as pessoas retirem algo de positivo - talvez até criar uma pequena mudança nas suas vidas ou na forma de ver o mundo. Acho que é por isso que tem sido tão difícil escrever aqui..

Em contrapartida, comecei a escrever em outras paragens - algo novo, que nunca fiz antes e, sinceramente, nunca pensei vir a fazer. Agora, escrevo artigos para um site dedicado, principalmente, à familia (familia.com.br). Claro que isto não significa que vou deixar o blogue; apenas quer dizer que, agora, escrevo em dois lados :) 
A facilidade que esta minha nova aventura me trás é o facto de os temas serem dados e a minha maior função é desenvolver o tema - o que confesso que facilita bastante a minha vida pois, a minha falta de inspiração afecta principalmente a minha capacidade para encontrar novos temas. Talvez com esta nova mudança, as coisas melhorem!

O Link do meu primeiro artigo é este:


Muito Obrigado !!

domingo, 31 de agosto de 2014

Uma Luz



Neste blog já falei de muitas coisas. Já falei de mim; já falei de ciência; já falei das coisas em que acredito; já falei dos valores que defendo; já falei de moralidade; já falei do Templo; já falei do Senhor e testifiquei d'Ele. Já falei de muitas coisas e, hoje, ao olhar para o que já escrevi, ao que já falei e ao que já mostrei, um pensamento/pergunta me vem à mente: "onde estou?"

O Elder Richard G. Scott, do quórum dos Doze Apóstolos, disse:
"Sem um minucioso e destemido inventário moral de nós mesmos, (...) a fé que realmente funcionaria em nossa vida diária ainda estará fora de nosso alcance"

Por vezes temos de parar para pensar. Parar para fazer um inventário sobre nós mesmos; sobre a nossa moral, o nosso estado de espírito, as nossas fraquezas e também virtudes/talentos. Por vezes é preciso parar para sermos capazes de fazer as perguntas certas. A pergunta certa, para mim, neste momento, foi esta - "onde estou?". Esta pergunta só apareceu na minha vida outras duas vezes e sempre em momentos como este - em que duvido de mim mesmo. Ela vem à minha mente apenas depois de eu orar e jejuar fervorosamente; no fundo, acho que é apenas assim que nós recebemos as respostas certas para as perguntas certas - quando nós, fervorosamente, mostramos ao Senhor que precisamos da ajuda d'Ele e de uma luz orientadora para sair do escuro. No entanto, não basta pedir. Eu não podia ficar no meu quarto escuro à espera que uma pessoa chegasse e acendesse a luz. Não! Eu tinha de dar um primeiro passo - um passo de fé, um passo em que mostro que quero sair, quero melhorar, quero ser melhor! E, então, a pergunta veio até mim..

...Onde estás?

Esta simples pergunta tem um poder enorme. Tem o poder para mudar o rumo de um navio; de mudar uma vida. Sem esta pergunta eu não teria saído da minha zona de conforto e não teria tirado a carta de condução - pois poderia ficar a viver no medo de carros que tenho e sempre tive. Foi esta pergunta que fez, e faz, com que eu lute contra a ansiedade social que tenho e vá ter com as pessoas, vá falar com elas, as vá apoiar e ajudar. É esta pergunta que me faz seguir em frente. Quando o Senhor me pergunta - "onde estás?" , a minha resposta natural tornou-se: "eis-me aqui"

"Porque viste a tua fraqueza, serás fortalecido" (Éter 12:37). Olho para onde estou e vejo quem sou. Não vejo o meu reflexo, não vejo como os outros me vêem.. eu vejo quem realmente sou e, ao fazer isso com os olhos do espírito, eu vejo todo o meu potencial, como vocês podem também ver todo o vosso potencial. Quando fazemos isto, todas as coisas, todos os problemas, se tornam bem mais leves e pequenos. 

Ontem, dia 30 de Agosto, tive uma oportunidade maravilhosa para assistir a um baptismo de uma criança de oito anos. Foi maravilhoso ver um pai a baptizar, e confirmar, a própria filha. Foi maravilhoso ouvir um numero musical em que a irmã, no violoncelo, e uma prima, no piano, interpretaram um hino. Foi maravilhoso ver a mãe dela  a cantar (solo), acompanhada pelo piano. Foi maravilhoso ver o sorriso das crianças, enquanto se divertiam e corriam pelos corredores e jardins da capela. Foi maravilhoso sentir a união e paz que esta ordenança de salvação faz ao coração das pessoas - unindo-as e fortalecendo-as. 

Elder David A. Bednar, do quórum dos Doze Apóstolos, ensinou:
"Meus amados irmãos, vocês e eu, hoje e sempre, devemos abençoar todos os povos de todas as nações da terra. Vocês e eu, hoje e sempre, devemos prestar testemunho de Jesus Cristo e declarar a mensagem da restauração. Vocês e eu, hoje e sempre, devemos convidar todos a receberem as ordenanças de Salvação."

Deixo o meu testemunho de que eu sei que estas coisas são verdadeiras; eu sei que Jesus Cristo vive e através d'Ele alcançaremos a Salvação. Eu sei, e prometo, que quando vivemos o Evangelho e confiamos no Senhor, os nossos corações ficarão cheios de Amor e Luz e não teremos lugar suficiente para guardar todas as bênçãos que recebemos. As nossas famílias serão abençoadas, e nós viveremos uma felicidade que o mundo, que os poetas e os filósofos, não conseguem descrever. E digo estas coisas em nome de Jesus Cristo. Amém. 

domingo, 4 de maio de 2014

Como um pássaro..



Quando é que irás finalmente te cansar de aguentar toda a tempestade que contens aí dentro?
Quando é que a tua mente se irá calar? 
Calar todas as dúvidas, todos os medos, todas as satisfações..

Desde sempre que tudo aguentas e nada partilhas. Uma cruz pesada, e de pesar, carregaste sem ajuda, no entanto, aprendeste que a partilha te fez bem, porque não o fazes de novo? Vais esperar sempre que as tuas mãos tremam, que o teu coração se perca na sua própria força e que a tua mente se encha dos gritos daquilo que não dizes e que quer sair cá para fora; vais esperar até que tudo se torne insuportável?  
O que proteges, quem proteges? A ti não é.. sei que não é..

Os sonhos, os desejos, todas as coisas que gostarias de ver realizadas e, agora, neste momento, não vês mais do que dois passos à tua frente porque tens medo, porque não te decides, porque não arriscas, porque não ages. Nem todas as coisas do mundo dependem de ti, das tuas decisões ou indecisões; mas, por vezes é preciso arriscar, dar um passo de fé e simplesmente confiar que tudo irá correr bem. ´
Vives com o véu da incerteza a cobrir-te a face e, por não o tirares, por escolheres não o tirar, não vês o que está mesmo à frente dos teus olhos.

Os pássaros aprendem a voar porque, um dia, olham o precipício do conforto do seu ninho e se atiram.. Ao sentir o vento a passar através das suas penas e a percorrer cada canto do seu corpo, eles finalmente abrem as asas e aprendem a voar.  Eles arriscaram; arriscaram tudo, e tu, porque não arriscas?  

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Quando a música muda..


A música é uma parte importante na minha vida. Não há dia que não passe sem ouvir pelo menos uma música mas não é dos meus gostos musicais que desejo escrever. 

Uma música. como um texto, é constituída por várias frases e cada frase contém, também, várias partes. Por exemplo, numa música escrita para piano nós temos uma melodia e temos o acompanhamento. Numa música de orquestra, já temos mais partes, pois cada instrumento irá ter a sua parte na frase; uns irão dar  a melodia, outros irão acompanhar e outros irão tocar uma outra parte que irá fazer sobressair a melodia ou até a próxima frase. 
Na nossa vida é mais ou menos o mesmo processo. Ela é constituída por várias frases e, em cada frase, tocam vários instrumentos além do nós. Como na música, o tempo pode mudar e nós podemos andar mais rápido ou mais lentamente; podemos ver a nossa vida a sofrer um crescendo ou um diminuendo, quando estamos num momento mais excitante ou não; podemos até ter fases da nossa vida a serem repetidas algumas vezes no decurso desta música

Eu toco piano e noto que há mudanças numa música que são difíceis acompanhar ou nos adaptarmos - tal e qual como na nossa vida. Quando toco piano e estou a tocar algo com o qual me sinto confortável, noto que as próprias mãos já o fazem de forma automática mas, quando a dinâmica muda, então existe uma grande probabilidade de eu me enganar caso não esteja atento/preparado. Na vida é igual, por vezes estamos tão confortáveis com a nossa situação que quando algo muda a dinâmica então nós nos perdemos, caímos, sentimos desconfortáveis. Podemos achar que essa mudança de dinâmica é má mas quem nunca ouviu a 9ª Sinfonia de Beethoven e não gosta das mudanças de dinâmica, dos seus crescendo e diminuendo, das surpresas que até nos fazem saltar da cadeira quando ouvimos. Uma música que não tem mudanças é uma música chata, sem sal, algo que nos irá fazer cansar os ouvidos ao fim de alguns minutos. 

Quando cheguei de Madrid, e agora depois de pensar mais sobre o assunto, comecei a notar uma mudança na música que é a minha vida. Não sei se é o acompanhamento que está a mudar a dinâmica, não sei se são novos instrumentos a entrar, mas algo eu sei, parte dessa mudança está a partir de dentro de mim pois já passou muito tempo desde que me senti assim - como se tivesse um peso no coração a prevenir-me para algo. Não que seja algo mau, pois a ultima vez que senti algo assim não foi nada de mau, aliás, até foi algo de bom - foi nos dias/semanas anteriores a conhecer as missionárias. Apesar dessa experiência, a mudança é algo que me preocupa pois eu não sei o que aí vem. Na altura tinha uma ideia do caminho que seria mas hoje não sei nada, não vejo nada para além de 1-2 passos à minha frente. Eu sei que a melodia vai mudar mas não sei quando, não sei se vai crescer, se vai diminuir, se irá ficar mais rápida ou lenta, se vão entrar novos instrumentos ou sair.. apenas sei que algo vai mudar e apenas espero que eu esteja à altura da mudança e me consiga adaptar. 

Não sei o que virá nem quando virá mas o sentimento é semelhante ao que sentimos quando notamos o perfume a chuva no ar e sabemos que brevemente irá chover - mas só temos a certeza quando as primeiras gotas começam a cair.. 

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

"O que levamos nós desta vida?"



Depois da brincadeira do último post, está na hora de voltar a escrever. Desta vez precisei de ajuda, pois a inspiração me falta. Encontrei, em um blog que sigo, um pensamento deixado como desafio - O que levamos nós desta vida? Se hoje fosse o nosso último dia, o nosso último suspiro, como deixaríamos esta vida?

Nós vivemos como se fossemos viver para sempre, ou melhor, vivemos como se um amanhã fosse garantido; vivemos como se existisse sempre uma "segunda oportunidade" ou "tempo extra". Temos o mau hábito de deixar para depois todas as coisas que devemos começar agora a realizar. Deixamos sempre para depois os pedidos de desculpa, o tempo que deveríamos passar com quem mais gostamos, o tempo para melhorar o que é fraco em nós, o tempo para viver em paz nós deixamos sempre para o amanhã.

Eu gosto de pensar, e faço para que isso seja a realidade, que se este fosse o meu último suspiro o único pensamento que me viria à cabeça seria um Obrigado; o único sentimento seria de Gratidão e a última imagem que visse seria a de minha família, feliz.

Eu tenho uma frase colocada acima da minha secretária, retirada do Livro de Mórmon, que diz assim:
Pois eis que esta vida é o tempo para os homens prepararem-se para encontrar Deus; sim, eis que o dia desta vida é o dia para os homens executarem os seus labores 
(Alma: 34-32)

Sempre gostei da forma como é descrito o nosso tempo cá - o dia desta vida. A vida é um dia, é hoje, é agora. Se algo está mal então é agora que devemos fazer tudo para que fique bem. Se há uma desculpa a pedir, um perdão a dar, então é agora que devemos fazer isso. 

Uma vez ouvi uma história. Uma enfermeira perguntava aos doentes terminais se eles tinham algo com que se arrependessem e que gostariam de ter mudado enquanto tivessem tempo. As respostas eram quase sempre as mesmas:
- "Gostaria de ter passado mais tempo com as pessoas que amo"
- "Gostaria de ter vivido à altura de meu potencial"
- "Gostaria de me ter permitido ser mais feliz"

O que impediu estas pessoas de passarem mais tempo com quem amam? Ou de terem vivido de à altura do seu potencial? Ou o que as fez dificultar a sua própria felicidade?
Colocando de outra forma:
O que vos impede de passar tempo com quem mais amam?
O que vos impede de viverem à altura do vosso potencial?
O que vos impede de ser mais felizes?

Será medo? Será comodismo? Será preguiça? Será o orgulho?

Viver como se hoje fosse o último dia faz com que nós mudemos muitas coisas na nossa forma de viver. O mundo ensina, de forma errada, que viver um dia de cada vez é sinónimo de aventura, de não preocupar com o futuro, de não pensar em consequências, de simplesmente não viver de forma responsável e consciente. No entanto, e com um pouco de mais sabedoria, poderemos ver que viver o dia da nossa vida significa que nós vamos dizer "Amo-te" mais vezes a quem está ao nosso lado e que vamos passar tempo de qualidade com quem amámos; significa que vamos pedir perdão a quem ofendemos e que vamos abraçar quem nos pede perdão; significa que vamos dar o nosso melhor em todas as coisas e não vamos baixar os braços perante as dificuldades; significa que não vamos permitir que o nosso medo nos impeça de ser mais felizes.


Então, o que levamos nós desta vida? 

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Estou com uma branca..


Estas últimas semanas têm sido tão cheias no que toca a coisas para pensar e fazer que fiquei sem ideias sobre o que escrever aqui no blog. Isto acontece-me principalmente quando uso mais o lado esquerdo do cérebro do que o direito. Como o projecto em que trabalho acabou, eu (e um colega) temos de escrever o relatório final e, também, uma publicação cientifica (a última do projecto..). O artigo cientifico já foi submetido, depois de umas boas duas semanas (ou até mais) a preparar e a escrever; agora falta o relatório. Tanta coisa para pensar cientificamente que a inspiração para coisas mais inspiradoras (adoro redundâncias) ficam em segundo plano. 

Espero que a branca não dure muito tempo..  Alguma ideia?!


Em contra-partida, ontem tive um momento musical, no piano, onde toquei de uma forma que nunca me ouvi a tocar antes.. hoje já não repeti o feito. A minha inspiração tem de deixar de ser tão volátil!! 

sábado, 2 de novembro de 2013

O Sol Volta Sempre a Nascer


Da forma como acabei o último texto que escrevi, começo este - o Sol volta sempre a nascer.

Durante esta semana decidi mudar algumas coisas e arriscar um pouco mais mas sempre um pouco de cada vez. Eu gosto de ver o processo de mudança como quando estamos a correr numa passadeira em um ginásio (como já vou ao ginásio já posso fazer estas comparações ^_^). Nas passadeiras nós temos vários níveis de velocidade. Se nós começarmos logo pelos níveis mais elevados o nosso corpo não estará aquecido o suficiente para esse tipo de esforço o que poderá levar a lesões; por isso temos de começar por caminhar e ir gradualmente aumentando a velocidade. Mas é preciso aumentar essa velocidade senão o proveito que tiramos será zero se mantemos sempre o mesmo ritmo. 
Com a nossa vida é igual.. por vezes é preciso mudar o nosso ritmo e adaptar à nossa preparação. Por vezes é preciso desacelerar mas, na maior parte das vezes, é preciso arriscar e alterar o nosso ritmo para um passo mais acelerado
Eu gosto de pensar que quando somos interpelados pela escolha de reduzir o ritmo estamos a ser testados na nossa Humildade. Uma pessoa orgulhosa irá ser teimosa e irá até acelerar quando deveria parar mas, uma pessoa humilde, irá ponderar a situação e irá reduzir o ritmo para um nível mais apropriado. Por outro lado, quando a vida nos pede para acelerar estamos perante uma escolha que irá testar a nossa Coragem, Sabedoria e Atitude. Uma pessoa com essas características irá ponderar e usará essa valentia para arriscar essa mudança de ritmo. A palavra chave é arriscar. Se não arriscarmos dar um passo então nunca iremos sair do mesmo sitio. Por isso o medo é o pior inimigo de quem deseja progredir. Se nos deixarmos influenciar pelo medo de arriscar então nunca iremos sair do sitio. Viver sempre no mesmo ritmo não é viver.. A longo prazo nós estamos a andar para trás e não para a frente.  

Durante esta semana decidi começar a arriscar em algumas coisas pequenas
O meu maior problema é ser social mas decidi enfrentar esse defeito e juntei-me com uns amigos meus em um jantar a meio da semana. Foi um jantar especial, para mim pelo menos, porque é o primeiro jantar que vou desde há uns bons anos. Acho que os meus amigos e colegas nunca me tinham visto em condições normais fora da universidade/trabalho. 
No inicio da semana fui presenteado, também, com uma oportunidade maravilhosa de ajudar duas pessoas - curiosamente no mesmo dia. Eram duas pessoas a precisar de ajuda e eu simplesmente ajudei. Sei que neste momento uma menina de 3-4 meses tem o que comer porque não recusei ajudar. Uma menina que nunca vi na vida. É maravilhoso quando esquecemos de nós próprios e ajudamos quem mais precisa.
Na quinta-feira fiz uma coisa que já não fazia à muito tempo - dado ser comparado a eremita.. - Saí de casa e fui ao cinema! Foi mais pelas pipocas e pelo filme mas é bom sair!
Para acabar, fiz algo que já não fazia também há muito tempo. A minha cantora favorita - Tarja Turunen - vem a Portugal no dia 28 de Janeiro. O que fiz foi comprar já o bilhete e mentalizar-me que dia 28 de Janeiro estarei a ir para Lisboa para um concerto. 

Com estas pequenas coisas a minha semana passou de uma noite para o dia e observei que não é preciso GRANDES milagres para ver a nossa vida a mudar. Muitos desses milagres somos nós próprios que os realizamos - só temos é de perder o medo e arriscar.


sexta-feira, 25 de outubro de 2013

A Ilusão do Por do Sol



Há uns 3-4 anos atrás, no Verão, eu fui passar férias no Sul. Era o dia dos meus anos e, estava o dia quase a escurecer, e decidi sair sozinho para a praia. O sol estava a desaparecer no horizonte e as nuvens pintavam o céu de vermelho e laranja. Caminhei na areia até umas rochas, junto do mar, e sentei-me fitando o por do sol. O sol desaparecia e a lua começava a brilhar cada vez mais. Continuei ali sentado por duas horas, até passar a meia-noite.
Enquanto estava ali sentado, a fitar o sol e depois a lua, eu revivi muitos momentos da minha vida, tracei metas, pensava na minha vida até esse dia e no rumo que estava a seguir.
Ainda hoje faço isto; saio de casa e vou simplesmente andar para lembrar e esquecer. A ultima vez que fiz isso foi à sensivelmente dez dias. Sai para a universidade e, depois de ter tratado dos assuntos que ia lá resolver, caminhei até um jardim na cidade. Sentei-me lá, num banco de madeira, e fiquei a fitar o infinito. Lembro-me que estava a chover. Debaixo das árvores eu observava quem passava e, à medida que o sol desaparecia lá no fundo, eu esperava por algo. O sol desapareceu e eu voltei para casa.

Como o ciclo de dia e noite, a vida é feita de momentos de luz e momentos de pouca luz. Não existe uma total escuridão, apenas uma diminuição da luz que nos vai iluminando. A ilusão criada pelo por do sol é que a luz irá desaparecer e essa ausência cria ansiedade e medo nos nossos corações.  Se há algo que podemos aprender observando o ciclo de dia e noite é que o Sol irá sempre voltar a nascer e iluminar os nossos dias. Podemos estar a ver um por do sol mas, daqui a umas horas, poderemos ver o nascer do sol e senti-lo a aquecer a nossa face enquanto o fitamos.

Depois de um dia a viver o nascer do sol e o observar lá bem no alto.. quando o vejo a desaparecer no horizonte um primeiro reflexo que sinto é a decepção. É um sentimento que já não sentia à tanto tempo, talvez mais de 3 anos que não o sentia.  É um sentimento estranho e que não sei lidar com ele. Não estou zangado, não sinto nada de mau, não odeio ninguém; apenas vivo com este peso da tristeza da decepção. Acredito que a razão de essa decepção não passar de uma tristeza é que eu sei que o sol voltará a nascer amanhã  e bem mais forte e quente. O que eu devia ter feito era preparar-me para a noite em vez de simplesmente esperar...


sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Andar em circulos


Hoje não uso uma imagem para ilustrar a mensagem mas sim uma música da Anneke van Giersbergen - Circles.

Esta é a minha segunda semana sem inspiração para escrever.. 
Identifiquei-me com esta música porque a letra reflecte o meu estado de espírito - a andar em círculos. É normal quando se está perdido começar a andar em círculos. Acredito que nós fazemos isto porque perdemos a nossa referencia e,também, porque procuramos por respostas no passado.

Muitas vezes pensamos que andar em círculos é fazer o caminho vicioso de errar, corrigir e voltar a cometer o mesmo erra. Deixei de ver as coisas assim quando decidi me aperfeiçoar e tornar algo melhor e bem mais atento; no entanto, o meu circulo passou a ser outro. Agora olho cada vez mais para o passado, olhando a felicidade que tinha e que perdi devido a erros cometidos.
O caminho que percorro leva-me a um estado de felicidade que é difícil de explicar mas, por alguma razão, falta-me algo e o único sitio onde sei procurar é no passado. 
O problema de olhar para o passado é que vivemos como se estivéssemos a ler um livro. Por vezes gostamos das personagens e gostaríamos de estar no papel delas, outras vezes imaginamos fins alternativos e acho que esta é a pior das prisões - viver os e se tivesse feito de outra forma.

Para quebrar um circulo..

        ..não basta seguir nossos instintos.
                 ..não basta ter as melhores intenções.
                           ..não basta confiar nos nossos sentidos naturais.

Para quebrar um circulo precisamos de pontos de referência que nos permitam ter esperança no futuro, que nos permita ser melhores e evoluir. Precisamos de ter a motivação para olhar em frente. A minha motivação estará .. algures.. mas talvez eu esteja demasiado tempo a olhar à volta para perceber o que está em frente..




quinta-feira, 14 de junho de 2012

Da Alma VIII - Eu


Quem sou eu, para falar de justiça.
Quem sou eu, para falar de perfeição.
Quem sou eu, para falar do Caminho até Deus.
Quem sou eu, para falar das coisas do Evangelho.
Quem sou eu, para falar do que é certo e do que é errado.
Quem sou eu, para falar de questões morais e falar sobre as coisas do mundo

Não sou diferente de vocês. Nasci de uma mãe e de um pai. Cresci e fui à escola. Conheci pessoas, conheci o Amor. Já magoei e já fui magoado. Já conheci a vida e a morte. Já vivi o mundo, já vivi a ciência, já vivi a religião. Como vocês, eu sou um Filho de Deus. Como vocês eu procuro chegar até Ele. Como vocês, eu sou imperfeito. Não sou diferente de todos vocês. Já falhei muito. Já cresci muito com isso.

Falo das coisas do mundo, falo das suas fraquezas, falo das suas faltas, falo da falta de moral, falo da falta civismo. Posso ser novo na idade mas já vivi tempo suficiente para saber discernir as coisas. Custa-me ver, e viver, em um mundo onde reina a falta de moral, a falta de padrões, a falta de unidade, a falta de Amor. Sempre que olho pela janela, sempre que ando pela rua, as lágrimas desejam cair de tanta tristeza e decadência. De ver pessoas a virar a cara a um pobre que pede. De ver pessoas a berrar e a gritar e a irarem-se por coisas tão banais. Custa-me ver os jovens a trocar a sua virtude por uma aceitação mascarada, por ilusões. Custa-me ver um mundo que prefere as ilusões do que a realidade. O Mundo é tão mais do que aquilo que desejam ver. 

Sou uma pessoa que falha, sou uma pessoa que aprende a mudar a sua atitude perante as quedas. Aprendi a levantar-me a aprender com estes erros, para evitar cometê-los de novo. Tenho uma personalidade como vocês têm a vossa. Tenho orgulho, tenho preguiça, tenho temperamento, tenho alegria e tristezas, tenho Amor para dar, tenho emoções a serem controladas. Mas a minha atitude perante estas coisas é que pode ser diferente. Eu rejeito a ideia, defendida por muitos, nasci assim e morrerei assim. Eu posso ter nascido assim mas aprendi que posso mudar, que posso controlar, que posso circunscrever minhas emoções e paixões. De novo digo que controlar não é reprimir. Sinto alegria, sinto tristeza, mas minhas paixões devem ser controladas pois não devem, nem podem, prejudicar a mim e aos outros. Isto é um processo de aperfeiçoamento que poucos desejam realizar pois dá trabalho. Muitas vezes pensei em desistir mas mais vezes decidi continuar. 

Chamam-me orgulhoso por defender o que acredito. Eu não chamaria a estas coisas orgulho mas chamaria de Conhecimento. Não posso negar o que Sei e conheço. Seria como negar que o céu é azul. Por mais que me tentem convencer, ele será sempre azul, pois essa é a realidade. As coisas de Deus são tão reais como a física, como a química e biologia. Podemos discutir e filosofar sobre a lei da gravidade mas isso não irá mudar a lei nem fazer com que muitos comecem a flutuar no ar. Podemos discutir e filosofar à volta da Lei de Deus mas isso não irá mudar a Lei, pois a Lei é perfeita e Eterna. Uns Conhecem a Lei, outros não Conhecem a Lei, outros negam a Lei. 

Um dia, uma das pessoas que admiro muito disse: Um erro não se torna verdade por multiplicar-se na crença de muitos, nem a verdade se torna erro por ninguém a ver...
Isto foi dito por Mahatma Gandhi. Ele não pertencia à minha religião, não podia pois não a conhecia, mas disse uma grande verdade. Respeito muito este Senhor. Respeito muitos outros como Budha, Confucio, entre outros. Todos de religiões diferentes da minha. Para quem diz que eu sou orgulhoso e mente fechada, pense de novo, pois respeito a todos vós. Como sempre disse em todos os meus textos, sois livres de escolher o caminho que desejarem, não serei eu a julgar-vos por isso. O conhecimento ninguém me tira e isto não é ser orgulhoso, isto é saber as coisas. Poucos são os que podem dizer que têm fortes raízes em suas crenças. Muitos apenas as seguem por tradição, outros por medo, outros até por comodismo e porque dão "certas liberdades". Na primeira ventania essas raízes quebram e a crença vai. Quando sabemos mais, não tudo mas o suficiente, e temos um Testemunho dessas coisas, nem uma grande ventania poderá fazer-nos negar este Conhecimento. 
Isto não é orgulho, isto é Fé.

Ganhei conhecimento que, por mais que o mundo o negue, eu não o posso negar pois está selado em meu Coração. Não posso fazer de conta que estas coisas não existem pois já as vi, as conheci, as toquei, as realizei. Já vi maravilhas, já realizei outras. Apenas vos posso Testificar que o Mundo é muito mais que aquilo que os olhos vêem. Ele vive, Ele nos Ama, Ele deu Seu Filho para nos Salvar e Ele também vive, junto do Pai, à nossa espera. Que Ele Restaurou todas as coisas. Testifico também que estas coisas são reais e acessíveis a todos e não a apenas alguns, pois isso não seria justo. Que é através do Amor que todos devemos ajudar uns aos outros. Que é através da Fé, do Conhecimento e do nosso Arbítrio que nós devemos caminhar, através desta vida, de volta até Ele. Isto vos Testifico no Sagrado nome de nosso irmão Jesus Cristo, que deu sua vida por todos nós.. Amém