sábado, 6 de setembro de 2014

Nosso corpo é um Templo


Há algo, entre todas as coisas que existem, que nós mais damos como garantido. Nós crescemos com ele, fazemos de tudo com ele, aprendemos a andar e a controlar o equilíbrio com ele, interagimos com as pessoas usando-o, somos capazes de trabalhar devido a sua força e resistência. Aprendemos a lidar com as dores e a evitar o danificar. Falo do nosso corpo. 

Ele está em constante mudança. Ele cresce até certo ponto e o seu crescimento pode ser, ou não, saudável. Está sujeito a doenças e lesões. Necessita de constante nutrição e cuidado para não decair mais rapidamente. Apesar de todas as coisas que o nosso corpo necessita, nós o temos como garantido. É uma máquina perfeita, capaz de se regenerar sempre que é danificado, mas que necessita de constante cuidado para ser capaz de executar as suas funções de forma eficiente. E nós sabemos isso mas damos como garantido. 

Quando eu era mais novo, e ainda fazia campismo, eu tinha uma bicicleta para andar pelo parque, para fazer corridas com os meus amigos, para passear. Agora que me lembro dela lembro-me, também, de sentir o vento sempre que descia, a toda a velocidade, uma estrada que lá tinha. Bons tempos! Enfim, mas o objectivo da história não é nostalgia. Quando os meus pais me deram a bicicleta eles também me disseram que eu teria de cuidar dela; ela não deveria ficar à chuva, não deveria ser atirada, a corrente deveria ser oleada de tempos a tempos, entre outros conselhos. No inicio eu a tratava como uma criança - com todo o cuidado - mas, com o passar das semanas, eu já a tinha como garantida. No primeiro verão até correu tudo bem mas no segundo já a comecei a atirar mais para o chão sempre que tinha de parar durante uma brincadeira com os amigos. Não tratava da corrente e também a deixava à chuva. Os danos começaram a aparecer e ela deixou de ser a bicicleta brilhante que os meus pais me tinham oferecido. A ferrugem começava a ganhar terreno, a tinta começava a lascar e até as mudanças já eram mais difíceis para mudar. Será que este foi um efeito do tempo ou um efeito do meu descuido? 

O nosso corpo é, também, como uma máquina que necessita constante cuidado e nós, negligentes e com a ideia que os azares apenas acontecem com os outros, maltratamos o nosso corpo. Esses maus tratos passam por coisas que todos sabemos que fazem mal - como drogas, tabaco, álcool, e outras substâncias que ingerimos e que, apesar do prazer que dão, nós sabemos que fazem mal ao nosso corpo - mesmo a médio-longo prazo. Também cuidamos mal dele quando não dormimos as horas suficientes, quando não exercitamos, quando comemos em demasia ou insuficientemente, ou até quando estamos constantemente a danifica-lo quando praticamos desportos de risco. 
Quando somos jovens o nosso corpo é capaz de controlar e combater, mesmo que apenas em parte, os efeitos negativos das coisas a que o sujeitamos mas, algumas consequências dessas acções são apenas notadas a médio-longo prazo e, negligentemente, nunca olhamos para o futuro. Muitas pessoas hoje sofrem problemas derivamos de uma juventude de cuidados negligentes do seu corpo e, apesar de ser um facto, continua a ser negligenciado e temo que continuará a ser.

Eu não sou um exemplo de saúde física (e a mental é questionável ! ). Apesar de não consumir substâncias com efeito negativo sobre o meu corpo (apesar de ter contacto com algumas de uma forma passiva, como fumo de tabaco mas isso é mais complicado de controlar), eu tenho uma alimentação pouco saudável e o exercício físico era algo praticamente inexistente no meu dia a dia. Decidi mudar, drasticamente, esse paradigma e decidi começar a cuidar melhor do meu corpo. É interessante notar que apesar de essa mudança ter apenas 6 dias, eu já noto os seus efeitos. 

No fim de semana passado decidi começar a controlar o que como e, na segunda-feira, comecei a parte do exercício mais "a sério" (já ia ao ginásio até Julho mas era algo sem disciplina). Decidi começar por aquilo que gosto de fazer mas elevar a fasquia. Eu adoro caminhar e decidi começar por aí. Todos os dias (excepto fim de semana) eu vou caminhar para um dos parques da cidade. Faço todo o percurso até lá a caminhar, dou lá umas voltas e volto para casa. Esta semana decidi começar por, em média, sete quilómetros e meio por dia de caminhada relativamente acelerada. Para a semana vou subir a fasquia nos quilómetros percorridos (passar para oito ou nove). Tentei fazer corrida também mas o meu joelho ainda está fraco para isso mas acredito que com o exercício continuo ele será capaz de aguentar um trote. No entanto, um dos efeitos positivos que notei logo nesta primeira semana foram os efeitos no meu humor e, também, no meu joelho. Eu tenho artrite no joelho (resultado de um problema quando eu tinha sete anos de idade)  e as mudanças de temperatura/humidade e esforço (com impacto - como corrida) sempre causaram dor. A dor diminuiu e as mudanças meteorológicas destes dias não me afectaram, algo que já não sabia o que era. Os efeitos estéticos sei que vão demorar a ser visiveis mas também estarão lá - espero!

Devemos cuidar do nosso corpo; ele é um presente e uma bênção e devemos, portanto, tratá-lo como tal. Para terminar, deixo-vos com umas fotos do local onde vou caminhar. 


domingo, 31 de agosto de 2014

Uma Luz



Neste blog já falei de muitas coisas. Já falei de mim; já falei de ciência; já falei das coisas em que acredito; já falei dos valores que defendo; já falei de moralidade; já falei do Templo; já falei do Senhor e testifiquei d'Ele. Já falei de muitas coisas e, hoje, ao olhar para o que já escrevi, ao que já falei e ao que já mostrei, um pensamento/pergunta me vem à mente: "onde estou?"

O Elder Richard G. Scott, do quórum dos Doze Apóstolos, disse:
"Sem um minucioso e destemido inventário moral de nós mesmos, (...) a fé que realmente funcionaria em nossa vida diária ainda estará fora de nosso alcance"

Por vezes temos de parar para pensar. Parar para fazer um inventário sobre nós mesmos; sobre a nossa moral, o nosso estado de espírito, as nossas fraquezas e também virtudes/talentos. Por vezes é preciso parar para sermos capazes de fazer as perguntas certas. A pergunta certa, para mim, neste momento, foi esta - "onde estou?". Esta pergunta só apareceu na minha vida outras duas vezes e sempre em momentos como este - em que duvido de mim mesmo. Ela vem à minha mente apenas depois de eu orar e jejuar fervorosamente; no fundo, acho que é apenas assim que nós recebemos as respostas certas para as perguntas certas - quando nós, fervorosamente, mostramos ao Senhor que precisamos da ajuda d'Ele e de uma luz orientadora para sair do escuro. No entanto, não basta pedir. Eu não podia ficar no meu quarto escuro à espera que uma pessoa chegasse e acendesse a luz. Não! Eu tinha de dar um primeiro passo - um passo de fé, um passo em que mostro que quero sair, quero melhorar, quero ser melhor! E, então, a pergunta veio até mim..

...Onde estás?

Esta simples pergunta tem um poder enorme. Tem o poder para mudar o rumo de um navio; de mudar uma vida. Sem esta pergunta eu não teria saído da minha zona de conforto e não teria tirado a carta de condução - pois poderia ficar a viver no medo de carros que tenho e sempre tive. Foi esta pergunta que fez, e faz, com que eu lute contra a ansiedade social que tenho e vá ter com as pessoas, vá falar com elas, as vá apoiar e ajudar. É esta pergunta que me faz seguir em frente. Quando o Senhor me pergunta - "onde estás?" , a minha resposta natural tornou-se: "eis-me aqui"

"Porque viste a tua fraqueza, serás fortalecido" (Éter 12:37). Olho para onde estou e vejo quem sou. Não vejo o meu reflexo, não vejo como os outros me vêem.. eu vejo quem realmente sou e, ao fazer isso com os olhos do espírito, eu vejo todo o meu potencial, como vocês podem também ver todo o vosso potencial. Quando fazemos isto, todas as coisas, todos os problemas, se tornam bem mais leves e pequenos. 

Ontem, dia 30 de Agosto, tive uma oportunidade maravilhosa para assistir a um baptismo de uma criança de oito anos. Foi maravilhoso ver um pai a baptizar, e confirmar, a própria filha. Foi maravilhoso ouvir um numero musical em que a irmã, no violoncelo, e uma prima, no piano, interpretaram um hino. Foi maravilhoso ver a mãe dela  a cantar (solo), acompanhada pelo piano. Foi maravilhoso ver o sorriso das crianças, enquanto se divertiam e corriam pelos corredores e jardins da capela. Foi maravilhoso sentir a união e paz que esta ordenança de salvação faz ao coração das pessoas - unindo-as e fortalecendo-as. 

Elder David A. Bednar, do quórum dos Doze Apóstolos, ensinou:
"Meus amados irmãos, vocês e eu, hoje e sempre, devemos abençoar todos os povos de todas as nações da terra. Vocês e eu, hoje e sempre, devemos prestar testemunho de Jesus Cristo e declarar a mensagem da restauração. Vocês e eu, hoje e sempre, devemos convidar todos a receberem as ordenanças de Salvação."

Deixo o meu testemunho de que eu sei que estas coisas são verdadeiras; eu sei que Jesus Cristo vive e através d'Ele alcançaremos a Salvação. Eu sei, e prometo, que quando vivemos o Evangelho e confiamos no Senhor, os nossos corações ficarão cheios de Amor e Luz e não teremos lugar suficiente para guardar todas as bênçãos que recebemos. As nossas famílias serão abençoadas, e nós viveremos uma felicidade que o mundo, que os poetas e os filósofos, não conseguem descrever. E digo estas coisas em nome de Jesus Cristo. Amém. 

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Estou de volta!


Depois de uma paragem de pouco mais de um mês, estou de volta!

Durante este tempo que eu estive fora algumas coisas aconteceram na minha vida e, devido à paragem do blog, apenas amigos próximos ficaram a saber:

- Primeiro - O meu aniversário! Sim, no dia 6 de Agosto fiquei mais perto dos 30.. Agora tenho 28 anos. O tempo passa tão rápido; ainda ontem estava eu a brincar com LEGO; bem, este é um mau exemplo pois, brincar com LEGO é algo que sempre fiz. Enfim, o meu desejo é algo simples - fazer deste vigésimo oitavo ano um ano de melhoria e de resolução!

- Segundo - Tenho a certificação pedagógica para ser um formador (CCP, antigo CAP). Com isto fiquei mais perto de fazer algo que sempre gostei de fazer - ensinar. Além disso, com esta certificação, abri mais portas para a empregabilidade e, quem sabe, empreendedorismo.

- Terceiro - Sou um encartado! Sim, é verdade, tirei a carta e fiz o exame de condução no dia 4 de Agosto, dois dias antes do meu aniversário. Agora perguntam vocês - "com 28 anos e só tira a carta agora?"; esta é uma pergunta que sempre ouvi desde os 18. A resposta é simples - tenho medo de carros. Não estou confortável dentro de um carro e isto piorou quando tive um acidente (nada demais mas não ajudou à causa). Eu acho que também se deve ao facto de o carro ser uma máquina de matar de uma tonelada e meia. Bem, agora é treinar e ir andando. 

Além destas três novidades, nada mais aconteceu. Estes últimos 2-3 meses foram particularmente maus e pesados mas, finalmente, comecei a ver uma luz que finalmente me faz voltar a sentir que o meu coração já anda mais alegre, ou receptivo a isso. Espero conseguir aproveitar este momento para ser capaz de iluminar ainda mais este quarto escuro onde ando. 

Enfim... de volta! 

quarta-feira, 2 de julho de 2014

terça-feira, 24 de junho de 2014

Genealogia - História da Família


"(..)Pois, nós, sem eles, não podemos ser aperfeiçoados; nem podem eles, sem nós, ser aperfeiçoados" (D&C 128:18)

Antes de começar a falar sobre genealogia vou deixa uma outra citação, desta vez do Elder Boyd K. Parker:

“Nenhum trabalho dá mais proteção para a Igreja do que as ordenanças do Templo e a pesquisa genealógica que as sustem. Nenhum trabalho é tão purificador. Nenhum trabalho nos confere mais poder. Nenhum trabalho exige um padrão de retidão mais elevado.”

Acho que esta citação é maravilhosa - realmente não há trabalho mais purificador, que nos confere mais poder e que nos exige uma maior dignidade do que o trabalho de genealogia e as ordenanças do Templo. 

Comecei a fazer a minha genealogia à uns bons tempos atrás mas apenas recentemente me dediquei mais a ela. No Templo ainda não tive a oportunidade de realizar nenhuma ordenança em favor de um antepassado meu mas já realizei algumas pelos antepassados de outras pessoas e é maravilhoso o que sentimos, o que aprendemos e a alegria e paz que enche o nosso coração durante e no final das ordenanças. 
A minha árvore ainda está muito incompleta e desequilibrada; por exemplo, o lado do meu pai está vazio mas do lado da minha avó materna eu já tenho informação até à 7-8ª geração ( ano de ~1750 sensivelmente, mas este trabalho não foi todo realizado por mim). Ao olhar para a minha árvore, e para o trabalho que ainda tenho de fazer, sou capaz de aprender muito mais sobre as minhas origens, sobre a história dos meus antepassados, sobre o que eles faziam (alguns registos dizem a profissão que tinham). Nós devemos muito aos nossos antepassados e sem eles nós não podemos ser aperfeiçoados e nem eles o podem sem nós. Nós somos o seu legado e é através de nós, seus descendentes, que eles podem ser salvos através do nosso trabalho no Templo em seu favor. 

O trabalho da história da família também nos dá a oportunidade para partilhar o que acreditamos com os nossos familiares; dá-nos a oportunidade para  ouvir as suas histórias e conhecer um pouco mais sobre as nossas origens. Hoje em dia perdemos muito pouco tempo a conversar uns com os outros, principalmente com os nossos avós e bisavós. O trabalho da genealogia é uma excelente oportunidade para ir ter com os nossos, sentar e falar horas a fio sobre a nossa família e a nossa história. Eles anseiam pela nossa companhia, a companhia dos seus filhos, netos e bisnetos; podemos aprender tanto com eles e eles ganham tanta paz e amor com a nossa companhia e atenção. 

“Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do SENHOR; E ele converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais; para que eu não venha, e fira a terra com maldição.” (Malaquias 4:5-6)

O profeta Malaquias (do velho Testamento) profetizou algo maravilhoso diretamente relacionado com o trabalho da genealogia - o coração dos filhos será ligado aos pais e o coração dos pais será ligado a seus filhos. O nosso coração é realmente ligado aos nossos antepassados quando realizamos este trabalho missionário que é a genealogia. O nosso coração fica Selado a eles para toda a Eternidade. 


“Tenho certeza de que se nosso povo frequentasse o templo com mais assiduidade, haveria bem menos egoísmo em sua vida. Haveria menos ausência de amor em seu relacionamento. Haveria mais fidelidade entre marido e esposa. Haveria mais amor, paz e felicidade no lar de nosso povo. Cresceria na mente dos santos dos últimos dias a consciência de seu relacionamento com Deus, nosso Pai Eterno, e da necessidade de trabalharmos mais arduamente para vivermos como filhos e filhas de Deus.” 
(Pres. Gordon B. Hinckley - 1984)

sábado, 21 de junho de 2014

Conhecer as pessoas



Na passada quinta-feira passei por uma experiência interessante. É algo que todos já fizemos, e eu pessoalmente não gosto muito mas, desta vez, a minha perspectiva mudou bastante, principalmente pela forma como foi realizado.
Eu estou a participar numa formação de formadores e um dos módulos é comunicação e dinamização de grupos (o de quinta-feira). Uma das primeiras coisas que a formadora do módulo pediu para fazer foi nós nos apresentarmos. Confesso que mal ouvi isso o que me passou pela cabeça foi um "outra vez?" ; realmente não gosto de me apresentar, nunca sei o que dizer. No entanto, a apresentação iria ser realizada de uma forma diferente: nós teríamos de nos agrupar aos pares e conhecer o nosso par; depois o iriamos apresentar ao grupo. Mais uma vez a ideia que me passou pela cabeça não foi a mais entusiasmante: "agora vou falar o quê e perguntar sobre o quê?"; sou tímido demais para estas coisas. 

Depois deste "choque" inicial começamos a atividade. No inicio foi estranho mas uma boa forma de quebrar o gelo é começar pelas perguntas padrão: nome, idade, trabalho, estudos, etc..  depois disto passamos para os interesses e, uns 1-2 min depois, já estávamos a conversar sobre nós com alguma naturalidade. 
No final dos 10min de conversa começamos as apresentações: nós tínhamos de apresentar o nosso par. Foi interessante ouvir que as pessoas, além de saber a informação básica, conseguiram conversar o suficiente para saber características do seu par que, sem alguma atenção e interesse, não seriam observadas. Falo de características mais significativas do que o simples é simpático. 

Foi interessante ouvir o que a minha parceira observou sobre mim e, também, o que pude saber sobre ela. Aprendi, com esta atividade, que podemos entender melhor as pessoas se nós perdermos tempo a falar com elas e a ouvi-las com interesse para as conhecer melhor. Por exemplo, no caso das pessoas do meu grupo, principalmente sobre a minha parceira (que fiquei a conhecer melhor dado ter sido com quem falei diretamente), fiquei a saber o que gostam, os seus traços de personalidade, como vêem a vida, a sua postura, etc.. claro que tudo isto não é aprofundado pois, para isso, seriam necessários mais "10 min" de conversas e convívio. 
Quando nós usamos "10 min" do nosso precioso tempo para conhecer as pessoas à nossa volta então vamos vê-las de uma perspectiva bem diferente, com menos julgamentos e mais empatia; vamos saber como as apoiar, como lidar com elas, como falar com elas e sobretudo sobre o que falar com elas. Vamos conhecê-las minimamente para saber até o tipo de presente para oferecer no seu aniversário, ou até vamos compreender minimamente as suas dificuldades/fraquezas e, dessa forma, a nossa tolerância a elas (fraquezas) será bem maior - vamos perdoar mais facilmente. 

Sempre me considerei um observador e sempre usei essa característica para conhecer as pessoas mesmo sem falar com elas (algumas das coisas que falei sobre o meu par eram coisas que observei durante a formação) mas aprendi que, quando falamos/interagimos com as pessoas, vamos aprender um pouco mais sobre elas, elas vão sentir que alguém está realmente interessado nelas - logo irão sentir-se melhor; e, ao contrário da observação, nós nos vamos dar a conhecer aos outros. Quando isto acontece, a confiança entre pares aumenta.
A vida não foi feita para ser caminhada em solidão; nós precisamos dos outros e eles precisam de nós. A forma mais eficiente para alcançar a felicidade é conhecer e dar a conhecer. Esta caminhada não foi feita para tímidos.. algo que tenho de mudar! :)


quinta-feira, 12 de junho de 2014

O que aprendi em três anos e meio.


Depois de ler um artigo sobre o que um Bispo, d'A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, tinha aprendido durante o seu chamado, eu comecei também a ponderar sobre o que aprendi durante estes três anos em que sou membro e sirvo a Deus e a quem me rodeia. 
Durante estes três anos e meio eu servi como Secretário; Líder da Obra Missionária e Segundo conselheiro da presidência do Ramo; estes dois últimos chamados ainda mantenho. Também ensino na Igreja e toco piano nas reuniões ou quando é preciso alguém ir fazer barulho e não há pianista. Todos estes chamados e designações fizeram com que eu aprendesse algo sobre quem me rodeia e, acima de tudo, sobre mim. 

Aprendi que:

- Aprendi que a pergunta "porquê eu?" não é feita raramente; eu faço esta pergunta quase sempre. Não é uma questão de auto-estima mas sim de afirmação e humildade. Não pergunto para deixar de o ser mas para entender melhor o meu propósito e, já agora, porquê escolher um "miúdo" para liderar ou ajudar na liderança.

- Aprendemos muito quando ouvimos os outros. Sentar horas a fio a ouvir alguém a desabafar e a se abrir connosco - aprendemos tanto com essas pessoas, com os seus problemas. Tentamos dar os melhores conselhos, inspirados por Ele, mas, no fundo, somos apenas instrumentos de conforto e um ombro amigo para quem mais precisa. Não sei o que aprenderam comigo mas eu certamente aprendi muito com eles.

- Aprendi que não tenho jeito para papelada e que o chamado como secretário me ensinou a ser melhor nesse campo.

- Aprendi que existe um humor divino que não nos deita abaixo mas nos faz pensar - como chamar um anti-social como líder da obra missionária.

- Aprendi que afinal eu não sou anti-social..

- Aprendi que tenho o dom da palavra e conhecimento mas não tenho o dom de controlar o tempo que passo a falar! 

- Aprendi que se não estiver preparado então as coisas vão correr mal - como ser chamado para tocar piano num serão com os Lideres da Estaca e com um Setenta e eu ter passado a semana anterior sem tocar piano.

- Aprendi que a sede por conhecimento é uma bênção mas também pode ser uma maldição, quando tentamos saber mais do que aquilo que as nossas bases aguentam.

- Aprendi que há mais gente a querer ver-me casado do que a querer casar comigo xD  (isto tinha de ser falado! )

- Aprendi que somos criaturas de hábitos e é essa luta contra o conformismo que nos faz crescer e ser melhores para connosco e para quem nos rodeia.

- Aprendi que ninguém consegue deixar um vício sozinho.

- Aprendi que ninguém foi feito para estar sozinho e que esta mortalidade e caminhada de aperfeiçoamento foi planeada para ser feita, pelo menos, a dois;

- Aprendi, depois de falar com tantas pessoas diferentes, que é mais fácil negar a Deus do que negar os desejos da carne;

- Aprendi que nos sentimos sempre uns falhados quando cometemos erros, que permitimos que o desânimo encha o nosso coração, mesmo quando as nossas crenças exortam a aprender com os erros e a crescer com eles. 

- Aprendi que o perdão é o maior presente que podemos oferecer aos outros; também é o melhor presente que podemos oferecer a nós próprios.

- Aprendi que a Igreja não é uma casa para pessoas perfeitas mas sim uma casa onde pessoas imperfeitas vão porque desejam tornar-se melhores e ajudar os outros a também atingirem o seu potencial divino.

- Aprendi que o Amor e o perdão de Deus é algo tão maravilhoso e que está ao alcance de todos. Ninguém é velho o suficiente ou pecador demais para que não possa ser perdoado e voltar ao caminho de volta a Casa

- Aprendi que consigo fazer um nó de gravata às 7:00 da manhã, cheio de sono. 

- Aprendi que até gosto de andar de fato..

- Aprendi que os milagres existem.

- Aprendi que os verdadeiros milagres não são publicitados mas acontecem dentro de quatro paredes, abençoando famílias, doentes, desamparados.

- Aprendi que 90% das bênçãos que são derramadas nas outras pessoas são realizadas através de nós. 

- Aprendi o verdadeiro significado das palavras: ser um instrumento nas mãos de Deus.

- Aprendi que uma oração sincera é capaz de mover montanhas e trazer paz aos nossos coração.

- Aprendi que O Pai nos dá espaço suficiente para nós tomarmos as nossas próprias decisões mas irá sempre intervir quando outros, quando a doença ou até a natureza, nos ameaçam e tentam prejudicar. Os fardos tornam-se mais leves e o caminho a seguir se torna mais claro.

- Aprendi que aprendemos muito ao ler as escrituras e que elas são bem mais do que histórias de povos antigos. 

- Aprendi que quando ouvimos o sussurro do Espírito, nós tomamos sempre o caminho certo e abençoamos mais pessoas.

- Aprendi que a voz do Espírito é tão suave que muitas vezes nos passa despercebida.

- Aprendi que nós fazemos a diferença nas pessoas mesmo sem perceber.

- Aprendi que há mais tristeza neste mundo do que aquilo que imaginava. Aprendi também que há mais alegria do que aquela que pensava.

- Aprendi que ser feliz é uma escolha.


Aprendi muitas coisas
Aprendi que ainda tenho muito por aprender e para crescer.