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sábado, 7 de dezembro de 2013

Padrões de movimento..




When everything is moving at once, nothing
appears to be moving, as on board ship. When
everyone is moving towards depravity, no one
seems to be moving, but if someone stops, he shows
up the others who are rushing on, by acting as a
fixed point. -- Blaise Pascal

Tradução: - Quando tudo se está movendo ao mesmo tempo, nada parece que está em movimento, como quando estamos num barco. Quando todos se movem em direcção ao que é mau, ninguém parece que se está realmente movendo mas se alguém pára, essa pessoa irá mostrar aos outros que eles se movem, simplesmente agindo como um ponto fixo.

Em física nós chamamos isto de "movimento relativo", ou seja, um corpo está em movimento quando comparado com outro corpo. Quando estamos num barco, nós estamos parados em relação ao barco mas se comparar-mos com um ponto fixo - com uma ilha no mar - nós já estaremos em movimento. 
Este é outro fenómeno físico que pode ser passado para as nossas vidas de uma forma tão simples.Quantas vezes nós não nos vemos a fazer coisas menos boas apenas porque todos o fazem? Ou olhamos para o espelho e justificamos os nossos actos dizendo que todos fazem isso ou a sociedade está a evoluir e á coisas que são do passado e não de agora.

Quando uma multidão começa a fazer algo, quando ela começa a andar numa direcção existem duas coisas que nós podemos fazer:
- juntar à multidão;
- não juntar e ficar parados e observar para onde a multidão caminha. 
Isto é um ponto muito importante - parar e observar. Quando nós andamos no mesmo sentido e à mesma velocidade que todo o resto do mundo nós não vamos ter noção de duas coisas extremamente importantes para o nosso bem-estar: Para onde vou e o que acontece no final do caminho.
Do meio da multidão e ao fazer o mesmo que todos os outros fazem, nós perdemos a noção da realidade, da nossa realidade. Ficamos tão imersos no que os outros fazem, somos vitimas de uma pressão tão elevada que, do nada, nos tornamos iguais a eles. 

O mundo caminha para algo que não é nada bom e apenas quem pára para observar é que é capaz de discernir esse efeito. Quem caminha junto com o mundo irá ver tudo como normal pois, para quem está no barco, tudo continua parado e apenas o movimento dentro do próprio barco é que lhes faz sentido pois é tudo normal para eles. No entanto, para aqueles que decidiram sair do barco e se colocaram num ponto fixo - numa ilha do mar - são capazes de observar que esse barco navega para águas menos boas, para o meio de tempestades e abismos morais. Mas, dentro do barco, tudo é normal.

Apesar de se saber todas estas coisas, o barco tem um chamamento enorme sobre as pessoas, até sobre aqueles que já saíram do barco mas que, no fundo, desejam voltar. O prazer que sentiam lá, a falsa liberdade que sentiam lá dentro; tudo que existe naquele barco é apelativo aos olhos carnais e, por isso, muito poucos querem sair e arriscar ser diferentes. Acredito que consigo dividir este grupo de pessoas em algumas categorias:
- Os que não desejam sair do barco e nem sequer ponderam sobre o assunto. A vida que eles têm lá é tão prazerosa e os satisfaz de tal maneira que não querem largar essas coisas.

- Os que vivem no barco e sabem que algumas coisas são más mas acomodaram-se ao conceito de "mal menor". Essas pessoas até gostariam de viver algo diferente, pois sabem que muito do que se passa no barco é mau, mas não têm a coragem de sair porque, no fundo, existem coisas que, apesar de serem más, elas gostam de as ter e não as desejam perder.

-Os que saíram do barco e realmente conseguiram discernir para onde ele leva e a sua velocidade, no entanto não conseguem parar de olhar para lá com os olhos da saudade. Essas pessoas realmente sabem que tudo o que existe no barco nunca levará a um lugar onde existe real felicidade mas a sua fraqueza carnal ainda supera a sua força espiritual e, nos momentos de mais fraqueza, elas desejam voltar ao barco.. para viver alguns desses prazeres. O problema é que a escolha foi feita e voltar a sair será ainda mais difícil do que quando saíram pela primeira vez.

- Os que saíram do barco, acho abominável o que lá acontecia e não mais desejam lá voltar e farão de tudo para ajudar outros a não voltar e ajudar quem deseja sair de lá. Essas pessoas não olham com saudade pois sabem que tudo o que lá se passava era mau. Essas pessoas sabem perfeitamente para onde o barco leva e esse destino não é de felicidade mas sim de infelicidade. Essas pessoas conseguem discernir para além da ilusão do prazer, para além da névoa das duvidas e confusões. Essas pessoas tentam ser o melhor que podem para conseguirem resistir aos chamamentos daqueles que chamam por eles a partir do barco.. e eles podem ser familiar, amores, amigos, ou o gozo dos inimigos.

Existe é um grave problema com o barco. Independentemente das intenções daqueles que se encontram a navegar nele, ele irá levar todos para o mesmo sitio. Será que é o melhor lugar para se estar?

Nós devemos ser mais fortes do que as pressões de grupo que nos obrigam a escolher caminhos que, no fundo, nós sabemos que nos levam por caminhos menos bons. Na vida não existe escala de cinzento entre o que é bom e o que é mau. Isto é algo que nós usamos para racionalizar as nossas faltas mas é uma filosofia falsa porque, se é mal, menor ou não, é mau e apenas leva a um final mau. O lado menos bom tenta os nossos corações, tenta a nossa mente e tenta o nosso corpo, aliciando com tudo o que nós queremos ouvir. Somos aliciados de tal forma que muitos cedem e perdem-se. Essas pessoas vivem na ilusão de que estão bem, que estão felizes mas é no momento que gritam - finalmente estou livre!!  que elas estão ainda mais acorrentadas.

A vida não é fácil e nós temos de fazer escolhas todos os dias mas são essas escolhas que irão ditar o nosso destino final. Nós não podemos caminhar, nesta vida, com um pé em lugar santo e com o outro pé em babilónia, e esperar que o destino final seja um lugar de eterna felicidade.  Se queremos realmente encontrar a felicidade, a paz de coração, encontrar um Amor que dura para a eternidade, se queremos viver e atingir todo o nosso potencial divino então devemos fazer a escolha certa. A questão que vos deixo é - têm coragem para realizar essa escolha e viver segundo ela para todo o sempre sem nunca olhar para trás? 
A caminhada não é fácil, as tentações para olhar serão muitas mas uma coisa eu vos prometo - vocês nunca estarão sozinhos nessa caminhada!

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Da Alma XXIII - Das Drogas e Vicios


Bem, nos últimos dias vi um post, em outro blog - Shiuuuu , onde se falava do uso de drogas.
Muitos defendem o uso de drogas, ou substâncias que nos alteram, como forma terapêutica  ou para se alegrarem ou porque simplesmente dizem que "não faz mal".

As pessoas, como acto de consciência, para não se sentirem culpadas, alegam benefícios medicinais como desculpa para usarem, quase diariamente ou sem ser necessário, estas substâncias. Não falo apenas dos ditos charros ou canabis. Falo também do álcool  da cafeína, do tabaco, das drogas medicamente prescritas (e usadas indevidamente). Estas substâncias são prejudiciais para o organismo, causam vicio, prendem as pessoas ao uso delas mas, dado os seus efeitos, elas sentem-se tão bem ao usa-las que preferem não largar.

É essa a essência de todos os vícios pois, se fossem maus quando usados, ninguém os usaria.
Todas as drogas têm uma aplicação medicinal, podem ser usadas para tratar doenças, como terapia até para problemas psicológicos. Mas, as pessoas recorrem a estes estudos para justificar o uso irresponsável destas drogas no dia-a-dia, quando não é necessário o seu uso terapêutico. Falando apenas de algumas:
- A cafeína é usada para revitalizar e activar o cerebro quando nos encontramos mais em baixo, devido a doença - caso da gripe por exemplo, onde os medicamentos contêm cafeína para realizar esta mesma coisa. No entanto, as pessoas tomam este produto diáriamente e mais do que uma vez por dia - ficando viciadas. Elas dizem que não mas se passam um dia sem tomar elas ficam irritadiças, com sono, pouco activas. Tudo porque o cerebro se habituou a doses excessivas desta substancia (produzindo hormonas em resposta)

- O álcool  quem nunca ouviu dizer que um copinho de vinho tinto ao almoço faz bem ao coração? Ou o uso de álcool forte (bagaço salvo erro) para curar constipações? Claro que o álcool tem o efeito nocivo de também viciar e alterar nossa mente. No entanto as pessoas preferem ficar "alegres" do que pensar nos estragos ao seu organismo a longo prazo (fígado e até cérebro).

- O tabaco. Usado antigamente para curar feridas (quando usado em bruto), ou como forma de relaxamento. No entanto o uso prolongado desta substância causa também vicio, devido à nicotina excessiva (análogo à cafeína , e prejudica gravemente os pulmões, garganta, boca e todos os que rodeiam (devido ao fumo). Mas as pessoas negam estes efeitos pois ficam "relaxadas" e, além disso, estão viciadas e não conseguem largar facilmente.

 - Drogas legais - Usadas como terapia em medicina alternativa mas que as pessoas usam irresponsavelmente como forma de lazer e sem ser realmente necessário. Prejudicam gravemente a saúde  tal como as anteriores mas, como fazem bem a  x ou y e os deixam alegres, já ignoram este facto - ficando viciadas e presas.

- Drogas ilegais - também usadas como terapia, como o LSD para tratar dores de cabeça muito fortes (cluster headaches), no entanto o seu efeito viciante e nocivo para o organismo é muito conhecido mas ignorado por quem já se encontra viciado (mesmo sem o saber ainda).


E a lista podia continuar indefinidamente.
Estas substâncias são realmente prejudiciais mas as pessoas continuam a ignorar esse facto devido aos seus efeitos de curto prazo e de prazer. Quem os usa dificilmente nega os seus efeitos nocivos, principalmente porque são a longo prazo - como a cafeína  o tabaco e o álcool  Para justificar o uso ainda recorrem a estudos científicos que promovem o seu uso medicinal e benéfico mas ignorando as contra-indicações e formas de uso também publicadas nos mesmos artigos. As pessoas só vêem aquilo que querem e os que lhes interessa, ficando presas a vícios que nem sabem que têm.
O que mais me preocupa é a inconsciência e irresponsabilidade das pessoas. Elas além de se prejudicarem - alegando que fazem o que bem entenderem com o que é delas (corpo e mente) - essas pessoas completamente ignoram o facto de prejudicar quem os rodeia. Seja familiares que vêem os entes queridos a perderem-se em vícios e a morrer aos poucos, com problemas de saúde cada vez mais graves e recorrentes. Ou com o seu fumo que prejudicam quem os rodeia. Ou os acidentes que vemos nos jornais onde "pessoa alcoolizada morre em acidente de carro e ainda leva uns quantos com ele" ou famílias destruídas devido a álcool ou drogas ilegais (filhos que roubam em casa para pagar o vicio por exemplo).


Estas coisas são destrutivas mas este efeito é completamente ignorado pois o prazer é, e será, sempre maior que a força de vontade de muitos.



quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Da Religião XV e da Alma XVI - Os Valores morais e a Sociedade.


Mais um capitulo da Tese terminado mais um pouquinho de tempo para escrever aqui no Blog algo novo.

Hoje escolhi falar sobre os valores morais.
Quem segue o Blog, ou me conhece de outras paragens, sabe que tenho sempre defendido altos padrões morais, seja para mim seja em relação aos outros. Mas porque faço eu isto quando a sociedade, em geral, tende a perder esses valores? Exactamente por isso, porque não desejo ficar igual aos outros. Se existe coisa que eu odeio, e uso mesmo a palavra odiar, é a falta de moral e virtude. Acho que todos, como seres humanos, com inteligência para pensar, com um coração para nos guiar, temos a obrigação de ser melhores. 
Um padrão moral que se acha cada vês mais raro é a Honestidade. Já falei um pouco sobre esta virtude e padrão mas, à medida que o tempo passa, é cada vez mais raro encontrar alguém que seja honesto. É algo fácil de corromper  Falo por mim, enquanto escrevo a tese - por exemplo - é fácil fazer plágio pois as oportunidades não faltam, o material está disponivel e só preciso fazer 2-3 cliques e está um texto feito. No entanto escolho não o fazer. Não digo que sou melhor que os outros mas pelo menos tento ser melhor. 

Não acredito em caminhos fáceis, em atalhos e muito menos acredito em baixar a cabeça e fazer asneiras. Se o mundo está mal eu não irei com a corrente e irei ficar mal também. Irei navegar contra a corrente e, no processo alertar e, quem sabe, levar outros comigo. Pois eu acredito que devemos ser um exemplo de virtude e moralidade e, com o nosso exemplo, devemos levar outros connosco. Mostrar ao mundo que é possível  e até mais gratificante, levar uma vida virtuosa e que segue altos padrões morais. As dificuldades irão nos atingir na mesma mas a nossa atitude e resolução será muito diferente da forma do mundo. Será melhor e a nossa alegria será maior.

Mas e os maus exemplos? sempre que falo destas coisas vêm sempre aquelas vozes do fundo da sala a dizer "e quem faz asneiras e vive bem e eu que sou honesto tenho problemas". É algo legitimo de se perguntar, se o caminho das asneiras torna a vida mais fácil, então porque não irei percorrer esse caminho e evitar os problemas? Eu defendo que, quando fazemos as coisas como deve ser, seremos sempre recompensados, não com as coisas do mundo (dinheiro, carros, televisões e viagens) mas seremos recompensados com uma vida feliz, sem remorsos e arrependimentos. Claro que existem casos extremos, onde pessoas ficam sem casa e comida e têm de recorrer a meios "menos honestos" para sobreviver. Apesar de continuar errado, é para SOBREVIVER. O problema do mundo é que as pessoas que reclamam das recompensas da honestidade não têm problemas de sobrevivência  têm é problemas de inveja, orgulho, luxo e gula. São pessoas que vêem o vizinho com um carro novo e desejam ter um carro novo também. Sabem que a bola vai dar na TVcabo e querem ter tvcabo. Vivem vícios penalizadores para a carteira e, quando vêem os preços a aumentar, recorrem ao contrabando para alimentar esses vícios. 

A maior parte das pessoas com falta de moralidade não são aqueles que têm problemas para sobreviver (Casa e comida), são, pelo contrário, pessoas como todos nós a ler estas palavras - que têm até dinheiro para a Internet mas escolhem o caminho mais fácil. 

Os jovens cada vez mais ignoram a moralidade. Preferem copiar num teste do que estudar - apesar de ter sido sempre assim, no entanto esse comportamento só piora e não melhora. Os jovens preferem andar quase despidos na rua, principalmente as moças, por alguma razão que ainda não consegui entender, mas que apenas demonstra a sua falta de virtude e respeito próprio. Os rapazes preferem anda a "partir tudo" do que construir e edificar. Antes era assim, mas agora apenas piora. 

Sinto-me grato por saber o que sei e ter decidido mudar para melhor. Ainda tenho muitas arestas a limar, algumas bem difíceis de limar, mas cada dia mais um pouco. Pois é assim que deve ser, cada dia mais um pouco - sem desculpas, sem racionalizações, sem ciências e filosofias para justificar o mal - cada dia tornar-me um pouquinho melhor que ontem. Cada dia aprender a perdoar, cada dia a aprender a ter esperança, cada dia a aprender a ser mais diligente e obediente aos meus chamados, cada dia a aprender a andar pela Fé, cada dia a aprender a usar a razão da forma correcta. Cada dia a passar de bom para melhor.

Isto é possível a todos, pois a nossa personalidade e carácter não estão escritos em pedra. Para mudar apenas precisamos desejar dar esses passos e, cada dia, dar mais um passo em frente - no sentido de melhorar mais um pouco o nosso ser. Vamos falhar às vezes mas o truque é levantar e no dia seguinte tentar não cair de novo - assim se aprende a andar,.. 
assim se aprende a andar em rectidão.