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quinta-feira, 12 de junho de 2014

O que aprendi em três anos e meio.


Depois de ler um artigo sobre o que um Bispo, d'A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, tinha aprendido durante o seu chamado, eu comecei também a ponderar sobre o que aprendi durante estes três anos em que sou membro e sirvo a Deus e a quem me rodeia. 
Durante estes três anos e meio eu servi como Secretário; Líder da Obra Missionária e Segundo conselheiro da presidência do Ramo; estes dois últimos chamados ainda mantenho. Também ensino na Igreja e toco piano nas reuniões ou quando é preciso alguém ir fazer barulho e não há pianista. Todos estes chamados e designações fizeram com que eu aprendesse algo sobre quem me rodeia e, acima de tudo, sobre mim. 

Aprendi que:

- Aprendi que a pergunta "porquê eu?" não é feita raramente; eu faço esta pergunta quase sempre. Não é uma questão de auto-estima mas sim de afirmação e humildade. Não pergunto para deixar de o ser mas para entender melhor o meu propósito e, já agora, porquê escolher um "miúdo" para liderar ou ajudar na liderança.

- Aprendemos muito quando ouvimos os outros. Sentar horas a fio a ouvir alguém a desabafar e a se abrir connosco - aprendemos tanto com essas pessoas, com os seus problemas. Tentamos dar os melhores conselhos, inspirados por Ele, mas, no fundo, somos apenas instrumentos de conforto e um ombro amigo para quem mais precisa. Não sei o que aprenderam comigo mas eu certamente aprendi muito com eles.

- Aprendi que não tenho jeito para papelada e que o chamado como secretário me ensinou a ser melhor nesse campo.

- Aprendi que existe um humor divino que não nos deita abaixo mas nos faz pensar - como chamar um anti-social como líder da obra missionária.

- Aprendi que afinal eu não sou anti-social..

- Aprendi que tenho o dom da palavra e conhecimento mas não tenho o dom de controlar o tempo que passo a falar! 

- Aprendi que se não estiver preparado então as coisas vão correr mal - como ser chamado para tocar piano num serão com os Lideres da Estaca e com um Setenta e eu ter passado a semana anterior sem tocar piano.

- Aprendi que a sede por conhecimento é uma bênção mas também pode ser uma maldição, quando tentamos saber mais do que aquilo que as nossas bases aguentam.

- Aprendi que há mais gente a querer ver-me casado do que a querer casar comigo xD  (isto tinha de ser falado! )

- Aprendi que somos criaturas de hábitos e é essa luta contra o conformismo que nos faz crescer e ser melhores para connosco e para quem nos rodeia.

- Aprendi que ninguém consegue deixar um vício sozinho.

- Aprendi que ninguém foi feito para estar sozinho e que esta mortalidade e caminhada de aperfeiçoamento foi planeada para ser feita, pelo menos, a dois;

- Aprendi, depois de falar com tantas pessoas diferentes, que é mais fácil negar a Deus do que negar os desejos da carne;

- Aprendi que nos sentimos sempre uns falhados quando cometemos erros, que permitimos que o desânimo encha o nosso coração, mesmo quando as nossas crenças exortam a aprender com os erros e a crescer com eles. 

- Aprendi que o perdão é o maior presente que podemos oferecer aos outros; também é o melhor presente que podemos oferecer a nós próprios.

- Aprendi que a Igreja não é uma casa para pessoas perfeitas mas sim uma casa onde pessoas imperfeitas vão porque desejam tornar-se melhores e ajudar os outros a também atingirem o seu potencial divino.

- Aprendi que o Amor e o perdão de Deus é algo tão maravilhoso e que está ao alcance de todos. Ninguém é velho o suficiente ou pecador demais para que não possa ser perdoado e voltar ao caminho de volta a Casa

- Aprendi que consigo fazer um nó de gravata às 7:00 da manhã, cheio de sono. 

- Aprendi que até gosto de andar de fato..

- Aprendi que os milagres existem.

- Aprendi que os verdadeiros milagres não são publicitados mas acontecem dentro de quatro paredes, abençoando famílias, doentes, desamparados.

- Aprendi que 90% das bênçãos que são derramadas nas outras pessoas são realizadas através de nós. 

- Aprendi o verdadeiro significado das palavras: ser um instrumento nas mãos de Deus.

- Aprendi que uma oração sincera é capaz de mover montanhas e trazer paz aos nossos coração.

- Aprendi que O Pai nos dá espaço suficiente para nós tomarmos as nossas próprias decisões mas irá sempre intervir quando outros, quando a doença ou até a natureza, nos ameaçam e tentam prejudicar. Os fardos tornam-se mais leves e o caminho a seguir se torna mais claro.

- Aprendi que aprendemos muito ao ler as escrituras e que elas são bem mais do que histórias de povos antigos. 

- Aprendi que quando ouvimos o sussurro do Espírito, nós tomamos sempre o caminho certo e abençoamos mais pessoas.

- Aprendi que a voz do Espírito é tão suave que muitas vezes nos passa despercebida.

- Aprendi que nós fazemos a diferença nas pessoas mesmo sem perceber.

- Aprendi que há mais tristeza neste mundo do que aquilo que imaginava. Aprendi também que há mais alegria do que aquela que pensava.

- Aprendi que ser feliz é uma escolha.


Aprendi muitas coisas
Aprendi que ainda tenho muito por aprender e para crescer. 

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Uma lição valiosa sobre amor próprio


Na segunda-feira, antes de deitar, escrevi no meu caderno:
"Eu amo o Pai acima de todas as coisas; eu amo o Filho e estou-lhe eternamente grato (...), eu amo o Santo Espírito e por tudo que ele me ensina (...); Eu amo a todos que me rodeiam e, por esse amor, daria a minha vida por cada um de vós (...) Apesar disso, eu não me Amo e é por isso que falho."

Quem é familiarizado com as escrituras e os seus ensinamentos, pode aprender sobre dois grandes mandamentos nos quais todo o Evangelho se resume:
"Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento.
Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo."
 (Mateus 22:37-39)

O segundo mandamento diz que devemos amar ao próximo como amámos a nós mesmos. Esta passagem sempre me deixou intrigado porque eu amo o próximo mas não amo a mim mesmo; comecei a meditar sobre este problema e há apenas duas conclusões possíveis: 
- Eu não amo ao próximo;
- Eu é que estou errado e, no fundo, amo a mim mesmo mas não o sabia. 
Com esta duvida na minha mente fiz a minha oração antes de deitar e pedi que a minha dúvida fosse tirada, e que Ele me ensinasse a amar a mim mesmo. A este meu pedido juntei um jejum e a resposta não tardou..

mas..
..antes de partir para a resposta eu irei me descrever, ou seja, irei expor como eu me vejo pois isso irá clarificar o sentido da resposta que recebi.
Eu considero-me perfeccionista; não tolero falhar; pode existir apenas uma mancha no meu vaso interior que eu penso para mim mesmo que ele está todo sujo, por outras palavras, se eu falho em alguma coisa então falhei como um todo. Quando alguém me elogia eu posso agradecer mas o meu reflexo mental é pensar "como ele pode dizer que foi bom quando eu falhei 3 ou 4 notas". Todas estas coisas se reflectem em mim mesmo e muito raramente se transpõem cá para fora, para os outros. 

Continuando..

Quando comecei meu jejum no dia seguinte (ontem), ele começou com uma pergunta na minha mente - como se define uma pessoa? 
Durante estas últimas 24 horas essa pergunta ressoava na minha mente sempre que eu fazia algo diferente do mundo. Não vou contar o que fiz ou o que aconteceu durante o dia de ontem, pois não quero que pareça que me estou a enaltecer ou a chamar a tenção, no entanto, deixo as seguintes perguntas para ponderarem:

O que vos define? 
São os erros que cometem ou as coisas acertadas que fazem?
São os momentos em que estavam caídos no chão ou os momentos que passam levantados e firmes?
São os momentos de tristeza ou as alegrias que viveram?
São as lágrimas que caiem de vossos olhos ou são os sorrisos que conseguem criar em quem vos rodeia?

O que aprendi ontem foi que nós amámos a nós próprios quando amámos os outros. Não é o nosso amor por nós mesmos que nos faz amar os outros mas sim ver o que nós somos capazes de fazer por amor ao próximo que nos faz amar a nós mesmos cada vez mais (confuso?) . Aprendi que eu já me amava e que aquilo que exijo de mim é humanamente impossível de aguentar sem quebrar. 
A fasquia não diminui, nem deve, pois acredito que nós devemos ter a nossa fasquia apontada ao nosso potencial e não ao que "já fazemos direito"; no entanto, a perspectiva mudou. 

Querem sentir mais amor por vocês mesmos? Ver a vossa auto-estima a aumentar a cada dia que passa? A resposta que tive foi simples - sirvam aos outros, amem quem vos rodeia e demonstrem sempre esse amor, ajudem que precisa, chorem com quem chora, façam sorrir quem está desesperado, ensinem quem pouco sabe, abriguem quem anda à chuva, agasalhem quem está com frio, dêem de comer a quem tem fome. Quando olharem para o espelho e virem quem fez todas aquelas coisas não haverá razão nenhuma para pensarem mal de vocês mesmos. 

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Para cada acção há uma reacção



A imagem usada é a de um pêndulo de Newton. Acho que todos, pelo menos uma vez, já brincaram com algo assim. Puxa-se a bola do lado e ela, ao bater nas outras, irá fazer com que a bola do extremo oposto se eleve no ar. Ao puxar duas bolas vamos fazer com que duas bolas do extremo oposto se elevem; e por aí fora. Este pêndulo serve para demonstrar um conceito chamado de par acção-reacção; para cada acção que seja realizada existirá sempre, pelo menos, uma reacção. Isto é verdade tanto na física como na vida real. 
Todas as nossas acções vão criar reacções. Acredito que isto não seja novo para ninguém, mesmo que não queiram admitir que as suas acções tenham consequências. Mas, hoje, não vou falar do conceito normal; hoje vou falar de um outro conceito, paralelo a este - a ausência de acção também gera reacções.  
No fundo, acho que podemos considerar uma não acção como uma acção 'especial'. Quando escolhemos não fazer nada, em alguma situação, isso irá gerar, também, reacções/consequências. Por vezes nós ficamos inactivos, sem acção, porque temos medo que as nossas acções venham a ter consequências menos boas mas o não agir também pode criar o mesmo efeito. No fundo, nós só sabemos o resultado possível das nossas acções apenas depois de agir. Antes desse momento apenas existe uma de duas coisas - Esperança (ou Fé), ou Medo. 

Muito novo na minha vida eu aprendi, da pior maneira, o resultado de uma não acção e, devido a isso, eu decidi tornar-me numa pessoa de acção. Decidi tornar-me uma pessoa que prefere agir do que reagir. Este modo de viver, se é que posso dizer assim, permite-me ter algum controlo sobre as consequências dos meus actos. No entanto, como ser imperfeito que sou, nem sempre corre como planeado e uma má escolha passará pelo processo de aprender para não voltar a cometer o mesmo erro. Estamos cá para aprender e crescer e é bom quando aprendemos com os nossos erros mas é ainda melhor aprender com os nossos sucessos.

Quando a minha vida começa a ficar mais lenta, eu começo a ter mais tempo para mim e para olhar para dentro. Como já descrevi no passado, são estes momentos que fazem com que mudanças aconteçam e elas já estão a acontecer. É bom sentir a mudança a acontecer e ver que há coisas na nossa vida que precisam mudar mas que, para ter esse resultado, foi preciso primeiro agir. Ainda tenho mais uma ou duas decisões a tomar, mudanças a fazer, para sentir que o plano foi concretizado com sucesso. Serão mudanças do coração e da mente que me irão elevar um pouco mais e tornar-me um pouco melhor mas, para isso acontecer, terei de agir e esse processo será custoso mas acredito que o resultado será o mais favorável. 

Acredito que a vida é uma bênção e que ela nos foi dada com o propósito de nós vermos o nosso potencial e o usar ao máximo. Eu vi um pouco mais e desejo caminhar nesse sentido. Tenho uma montanha para escalar e o frio, a vertigem, a dor, irão fazer com que eu volte ao ponto confortável mas fui ensinado a preservar até ao fim pois sei que Ele me irá apoiar nesta escalada e apontará o caminho mas eu é que tenho de agir e colocar os pés para me elevar. Há mais de 14 anos Ele me ajudou a escalar a primeira fase da montanha e eu não sabia (talvez da idade..) mas, hoje reconheço-O e sei que me irá ajudar, a cada passo. 

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Da Alma XV e da Religião XIV - A Busca de Conhecimento


Bem, já há alguns dias que não escrevia nada. No inicio disse, para mim mesmo, que iria tentar publicar um texto por dias mas acho que sonhei alto demais. Não que tenha perdido o gosto pela escrita ou tenha ficado sem ideias, apenas fiquei foi sem tempo para parar e pensar em algo para escrever. Hoje decidi escrever sobre uma coisa que sempre me fascinou. Já falei um pouco sobre Conhecimento e Sabedoria (ver etiquetas para irem para os textos sobre isso), mas nunca escrevi sobre a busca de conhecimento. 

Queria escrever não sobre o conhecimento das ciências mas sobre o conhecimento das culturas e religiões do mundo. Existem muitas religiões, muitas crenças, muitas formas de demonstrar fé. Sempre tive curiosidade em aprender sobre elas. Já aprendi sobre algumas, sempre muito superficial, mas decidi começar a aprofundar mais. 
Como sabem, eu sou membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, e como tal eu já tenho um testemunho sobre a veracidade do Evangelho, de Deus, do Filho, e das coisas de Deus. Apesar de saber estas coisas isso não me impede de aprender mais sobre o que as outras pessoas acreditam e seguem. Eu sei que, a nível de doutrina, eu já tenho um testemunho mas a nível de cultura, de como viver a fé, como aplicar o conhecimento com sabedoria, eu ainda tenho muito que aprender. 
Existem muitas coisas que podemos aprender com as outras religiões e culturas. O facto de, como Santos dos Últimos dias (e falando para vocês agora), apesar de terem um testemunho da Verdade do Pai, isso não implica que saibam tudo e muito menos implica que o Mundo é um local feio onde não se pode aprender mais nada. 

Um exemplo que aconteceu comigo, foi através do estudo sobre o Islão, sobre a sua reverência nas orações e jejuns, que eu vi como posso ser mais reverente. mais obediente e melhor em minhas orações e jejuns. A forma como eles se entregam a uma oração e a um jejum podem ensinar muito, mesmo àquele que tenha um Testemunho. Também aprendi com os budistas o que é a verdadeira humildade. 
Aos olhos do Pai nós somos todos iguais, nenhum é acima do outro. Ele nos Ama a todos por igual e deseja a nossa felicidade. Digo-vos meus irmãos, sejam da igreja ou não, eu sempre que vejo algo de bom em outra religião, mesmo que tenha tido origens diferentes, seja Maomé ou Buda, eu sei que vieram do Pai pois, tudo que é de bom vem de Deus. No livro de Mórmon, Alma 29:8, diz:

"Porque eis que o Senhor concede a todas as nações que ensinem a sua palavra em sua própria nação e língua, sim, em sabedoria, tudo o que ele acha que devem receber; vemos, portanto, que o Senhor aconselha com sabedoria, segundo o que é justo e verdadeiro."

Acredito que grandes homens receberam uma porção da "Luz da Deus", homens como Maomé, Buda, Lao Tzu, Confucius, João Calvino, entre muitos outros, receberam deste porção para que a luz do Pai continuasse a brilhar mesmo durante as trevas da ignorância, principalmente nos tempos antigos, onde a informação não era global como hoje. 

Essas pessoas ensinaram coisas muito boas e, apesar das diferenças da doutrina, existe muito que ainda podemos aprender com eles. Não nos devemos fechar ao mundo e achar que sabemos tudo. A vida é uma busca constante de conhecimento e, apesar da restauração da plenitude do Evangelho, que nos ensina tudo que precisamos saber para chegar ao Pai, somos também alertados que a maior parte do conhecimento não está nas escrituras em si mas na Inspiração do Santo Espírito quando as lemos, na aplicação do Evangelho no dia a dia, em cada ordenança e símbolo, em cada flor e em cada pássaro, em todas as criações do Pai. 

Aprender sobre os outros também nos ajuda a conhece-los melhor e a saber como os respeitar melhor, seja suas crenças seja como irmãos. 

Meus irmãos, temos a plenitude da Palavra do Pai e da sua Autoridade, restauradas mas o Conhecimento e a Sabedoria vêm com a leitura, com o estudo diário das escrituras, com o estudo das coisas que podemos aprender com os nossos irmãos, e vem principalmente com a aplicação diária da nossa Fé, do nosso Amor e de todas as coisas que aprendemos. 

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Do Tempo II - A Queda e a Redenção


Acho que esta imagem descreve perfeitamente como me sinto estes últimos dias. Caído, derrotado, sem forças, cansado. Já procurei por respostas para o porquê mas não as encontro; talvez não haja nada para encontrar. 
Ainda à poucos dias falei, e escrevi, sobre ânimo e felicidade. Todas as coisas que vou escrevendo são, essencialmente, coisas que eu preciso ouvir mas ninguém as diz. Ao olhar para trás vejo que as minhas maiores chamadas de atenção saíram da minha própria boca e não da boca dos outros. Não sei se isto é bom ou mau mas, por um lado, deixa-me um pouco sozinho pois, normalmente, são amigos ou familiares que nos chamam a atenção.

Mas porque falo eu disto? 
Bem, já sentiram uma dor no peito que simplesmente começou do nada e não sabem a razão de ela existir? Hoje passei por isso e descobri que não era nada que eu tinha feito mas foi um alerta para algo que poderia vir a fazer. Claro que só descobri isto depois de fazer mas enfim.. estamos sempre a aprender com os erros. Nada que tenha feito é grave, acredito que se fosse nem escreveria sobre isso. Apenas falo destas coisas porque aprendi que não é preciso algo de muito grande para nos fazer cair. Bastam coisas pequenas e quando damos conta já estamos em queda. Devemos aprender a estar alertas. Aprendi isso hoje da melhor maneira que poderia aprender e estou grato por isso, apesar de tudo. As coisas boas também são feitas de pequenos milagres e não de grandes e fantásticos milagres.
Se repararmos bem, as nossas vidas estão cheias de pequenas bênçãos e milagres que, devido à nossa cegueira causada pelo cansado e vida atarefada, não damos conta deles acontecerem.  Milagres estão por todo lado em nossa vida, só temos de estar atentos a eles. 

Asneiras e milagres, duas coisas de naturezas tão diferentes mas com uma coisa em comum, bastam poucos e pequenos para nos fazer cair ou para nos elevar. Hoje aprendi que cair é fácil quando somos descuidados e rebeldes, no entanto, enquanto escrevo, aprendo que bênção a bênção somos elevados. 
Tudo leva o seu tempo a passar. Todas as dores demoram a passar mas com bom ânimo e esperança, elas podem tornar-se menos dolorosas. Cair em depressão e tristeza é fácil se nos deixarmos abater com pensamentos de que somos inadequados e fracos. Devemos tentar afastar esses pensamentos e desejar ser fortes, um dia de cada vez. 

Com bom ânimo e esperança poderemos, então, abrir os olhos, erguer nossa cabeça e abrir as asas para voltar aos céus e voar.



terça-feira, 19 de junho de 2012

Da Alma IX - A Sabedoria


Em outro texto falei sobre Conhecimento mas hoje pensei em focar na Sabedoria. 
Todos nós ganhamos conhecimento através dos livros, das experiências dos outros, das nossas próprias experiências mas a Sabedoria é a forma como nós usamos esse Conhecimento. Esta semana tem sido particularmente difícil para mim. Não que esteja a correr muito mal, não que tenha acontecido algum desastre mas apenas está a ser difícil. Acho que esta dificuldade está relacionada com a Sabedoria. 

Sou uma pessoa que já adquiriu algum conhecimento. Já li muito, sei muitas coisas, já vivi muitas coisas. Esta semana acredito que estou a ser ensinado no que toca à sabedoria. Apesar de eu saber muitas coisas, não falo apenas de religião mas falo de tudo, acho que no que toca à sabedoria ainda tenho muito a aprender. Como se costuma dizer, da teoria à pratica vai um longo caminho.  Todos sabemos que não devemos ser ociosos e preguiçosos mas todos acabamos por cair nesse erro. Todos sabemos que não devemos fazer isto ou aquilo mas acabamos por fazer. Não sou diferente, há coisas que sei que não devo fazer e faço ou, em outro sentido, coisas que devia fazer e não faço. Independentemente das razões que levam a isso ou da coisa em si, o simples facto de Saber já torna a responsabilidade maior. Por isso digo que esta semana tem sido particularmente difícil. A minha forma de ver o mundo, devido ao conhecimento que fui ganhando, vai mudando a minha forma de viver no mundo. Apesar desta mudança gradual que tenho vindo a viver, ainda há tantas coisas que não faço, ou faço mal. E elas são assim não porque ainda não sei o suficiente mas talvez porque as minhas forças para mudar não sejam ainda as suficientes. Muito já fiz mas muito ainda tenho por fazer. Diria que muitas delas sejam por preguiça. Tenho uma Tese atrasada (por razões alheias a mim) mas podia adiantar algumas coisas mas não o faço diligentemente. Tenho umas 3-4 peças para piano para aprender mas não as pratico diligentemente. Tenho coisas para ler e aprender e não trabalho para esse conhecimento novo de uma forma diligente. Há sempre algo, há sempre uma desculpa, há sempre outra coisa para fazer. 

Meu esforço nestes últimos dias tem sido aperfeiçoar meu uso do Conhecimento que tenho, ou seja, a viver com sabedoria, de acordo com o que sei e a aprender o que ainda não sei. Viver com Sabedoria é algo tão bom e tão fortalecedor. Esta semana peco pela falta de forças que me impedem de ser sábio nas escolhas que faço mas eu Sei que tenho a força para melhorar mas será que a uso como deveria? 
Acredito que isto se aplica a todos nós. Todos sabemos coisas, todos sabemos o que é certo e o que é errado. Mas será que agimos segundo esse conhecimento ou seguimos o caminho mais fácil e fazemos de conta que não sabemos nada por apenas mais um dia?