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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Para cada acção há uma reacção



A imagem usada é a de um pêndulo de Newton. Acho que todos, pelo menos uma vez, já brincaram com algo assim. Puxa-se a bola do lado e ela, ao bater nas outras, irá fazer com que a bola do extremo oposto se eleve no ar. Ao puxar duas bolas vamos fazer com que duas bolas do extremo oposto se elevem; e por aí fora. Este pêndulo serve para demonstrar um conceito chamado de par acção-reacção; para cada acção que seja realizada existirá sempre, pelo menos, uma reacção. Isto é verdade tanto na física como na vida real. 
Todas as nossas acções vão criar reacções. Acredito que isto não seja novo para ninguém, mesmo que não queiram admitir que as suas acções tenham consequências. Mas, hoje, não vou falar do conceito normal; hoje vou falar de um outro conceito, paralelo a este - a ausência de acção também gera reacções.  
No fundo, acho que podemos considerar uma não acção como uma acção 'especial'. Quando escolhemos não fazer nada, em alguma situação, isso irá gerar, também, reacções/consequências. Por vezes nós ficamos inactivos, sem acção, porque temos medo que as nossas acções venham a ter consequências menos boas mas o não agir também pode criar o mesmo efeito. No fundo, nós só sabemos o resultado possível das nossas acções apenas depois de agir. Antes desse momento apenas existe uma de duas coisas - Esperança (ou Fé), ou Medo. 

Muito novo na minha vida eu aprendi, da pior maneira, o resultado de uma não acção e, devido a isso, eu decidi tornar-me numa pessoa de acção. Decidi tornar-me uma pessoa que prefere agir do que reagir. Este modo de viver, se é que posso dizer assim, permite-me ter algum controlo sobre as consequências dos meus actos. No entanto, como ser imperfeito que sou, nem sempre corre como planeado e uma má escolha passará pelo processo de aprender para não voltar a cometer o mesmo erro. Estamos cá para aprender e crescer e é bom quando aprendemos com os nossos erros mas é ainda melhor aprender com os nossos sucessos.

Quando a minha vida começa a ficar mais lenta, eu começo a ter mais tempo para mim e para olhar para dentro. Como já descrevi no passado, são estes momentos que fazem com que mudanças aconteçam e elas já estão a acontecer. É bom sentir a mudança a acontecer e ver que há coisas na nossa vida que precisam mudar mas que, para ter esse resultado, foi preciso primeiro agir. Ainda tenho mais uma ou duas decisões a tomar, mudanças a fazer, para sentir que o plano foi concretizado com sucesso. Serão mudanças do coração e da mente que me irão elevar um pouco mais e tornar-me um pouco melhor mas, para isso acontecer, terei de agir e esse processo será custoso mas acredito que o resultado será o mais favorável. 

Acredito que a vida é uma bênção e que ela nos foi dada com o propósito de nós vermos o nosso potencial e o usar ao máximo. Eu vi um pouco mais e desejo caminhar nesse sentido. Tenho uma montanha para escalar e o frio, a vertigem, a dor, irão fazer com que eu volte ao ponto confortável mas fui ensinado a preservar até ao fim pois sei que Ele me irá apoiar nesta escalada e apontará o caminho mas eu é que tenho de agir e colocar os pés para me elevar. Há mais de 14 anos Ele me ajudou a escalar a primeira fase da montanha e eu não sabia (talvez da idade..) mas, hoje reconheço-O e sei que me irá ajudar, a cada passo. 

sábado, 24 de agosto de 2013

De volta de férias!


Pois é, uma semana de férias com o meu pai e irmã e cá estou de novo! 
Fui passar esta semana a Portimão. Confesso que não sou fã de praia e, como gosto de ser coerente, só lá fui uma vez! O resto dos dias foram passados na piscina (acima).
Quando estou na água sinto-me como se fosse o meu ambiente natural. Se pode-se ficava lá dentro indefinidamente mas, como o sol não é meu amigo, lá tinha de sair nas horas de maior calor.


Esta é a praia da Rocha e o hotel onde fiquei fica lá ao fundo, na marina de Portimão (foto em baixo).


Gostei bastante das férias. Foram bem aproveitadas para descansar e colocar as ideias no lugar. Evitei ao máximo pensar em trabalho e nem sequer toquei nas coisas que tenho para fazer esta semana. Foi uma semana dedicada a quem estava comigo e a mim. 

Aproveitei esta semana também para começar a escrever algo que já estava a tardar começar. Como já disse antes, eu escrevo uma espécie de journal, onde falo das coisas que me acontecem de bom e mau, sobre as minhas dificuldades e vitórias. Além desse caderno eu comecei esta semana outro mas mais parecido com o meu blog - onde irei escrever sobre diversos tópicos relacionados com a vida, com o mundo e sobretudo com fé e religião. Está separado por tópicos e os textos são escritos como os que escrevo aqui mas com uma bibliografia bem mais detalhada e com os assuntos mais aprofundados. Decidi escrever todos os textos à mão porque acho que irá fazer com que o caderno se tornem mais pessoal. Apanhei o gosto pela escrita e agora não consigo parar! Estou cheio de ideias!

Os primeiros três tópicos são Amor, Esperança e Fé. Começo por esses porque acredito que são a base para todas as coisas, sendo o Amor a maior das três. No entanto, todas serão incompletas quando falta apenas uma das outras. Durante a semana escrevi sobre Amor e Esperança e amanhã devo começar com a Fé. É muito bom usar um pouquinho do nosso tempo para tentar saber mais sobre o que há à nossa volta, ganhar mais conhecimento e crescer.

Bem, para a semana começa o trabalho duro de analisar resultados, tratar dados e fazer bonecada para publicar. É a parte chata de se ser cientista!

Para acabar. deixo aqui uma foto minha porque eu sou um convencido já que isso é raro acontecer! 



terça-feira, 6 de agosto de 2013

27 - O cubo perfeito.


Pois é, a idade já pesa! 
Vinte e sete anos..  
Matematicamente é um cubo perfeito - 3x3x3  (só eu para me lembrar disto..).

Mais um ano que acaba e outro que começa e apenas desejo que este novo ano seja um ano com mais progresso e crescimento. 
Todos nós fazemos metas, ou pedimos desejos, quando fazemos anos. Não sou diferente e também lá pedi o meu desejo e vou fazendo as minhas metas. 

O desejo não será difícil de se adivinhar, principalmente para quem vai seguindo o blog ou me conhece. 
Quanto às metas, elas serão sempre no sentido de me tornar ainda melhor do que aquilo que sou. Quero ser como o cubo perfeito, tendo todas as arestas limadas.. claro que a perfeição não será alcançada em um ano (ou será? ;) ) mas eu acredito que para tirar um 20 eu tenho de estudar para 20 e é nesse sentido que crio as minhas metas - reais mas sempre para melhorar e não para facilitar ou acomodar.

Sei que será um ano bom.. irei fazer com que assim seja!




sexta-feira, 1 de março de 2013

Do Tempo XIX - Começa uma nova Etapa!


Pois é.. hoje, de forma oficial, começa uma nova etapa. 
No inicio desta semana, no final do dia de segunda-feira, um amigo meu - já dos tempos da licenciatura - falou-me de uma oportunidade para trabalhar numa bolsa de investigação lá no grupo onde ele também está. Com esta experiência fantástica aprendia duas coisas importantes:
- Devemos confiar que o Senhor nos irá preparar um caminho segundo nossos desejos, capacidades e segundo a vontade d'Ele;
- A segunda é o simples facto de que ter amigos é algo muito bom. 
Muitas das  oportunidades que nos aparecem na vida normalmente são conseguidas à custa de terceiros (sejam amigos, família, conhecidos,etc..), por isso é sempre bom cultivar amizades. Nunca fui muito bom nisso, pelo menos achava eu, mas são estes momentos que nos provam errados e, acreditem ou não, gosto quando me provam que estou errado.

Muito pedi a Deus que, nesta procura de trabalho, eu tivesse a oportunidade de ficar por cá, junto a quem mais gosto, mas, apesar desse meu desejo, nunca deixei de procurar lá por fora; pois acredito que devo planear e trabalhar para o meu futuro, independentemente do caminho escolhido no final. 
Do nada, e sem eu sequer procurar, apareceu esta maravilhosa oportunidade naquela que já é a minha casa há mais de oito anos, que é a Universidade do Minho. Neste projecto irei trabalhar naquilo que sei melhor e que mais gosto, irei trabalhar junto de amigos e de colegas desde o tempo da licenciatura e de outros projectos passados, e como cereja no topo do bolo, irei ficar perto de casa. 
Não é um doutoramento mas é um primeiro passo nessa bela caminhada até à grande meta no meu projecto profissional e, no fundo, também caminhada pessoal. 

Para conseguir as coisas é preciso ter Fé, ter o desejo, ter a força de dar os passos necessários e nunca desistir. Sinto-me um sortudo, principalmente em tempos onde o desemprego jovem está cada vez mais alto e, derivado disso, não irei apenas tentar mas irei dar o meu melhor e usar de todo o meu potencial para concretizar todos os meus desejos e sonhos - começando com este projecto. 

Esta semana estou realmente feliz e grato a Ele e aos meus amigos. 
Esta mensagem de hoje, apesar de ser um manifesto de alegria e concretização profissional, também é uma mensagem de esperança e força para aqueles que já desistiram ou que estão prestes a desistir dos seus sonhos. As oportunidades estão aí, só temos de estar atentos e nunca perder nem a Fé nem a esperança. 

Tenham bom ânimo e nunca desistam.



sábado, 19 de janeiro de 2013

Do Tempo XVII - Inicio de um novo ciclo.


A 11 de Dezembro escrevi o texto Da Hora das Decisões, onde falava das dificuldades de um final de ciclo, da incerteza das escolhas. A minha tese foi defendida no dia 20 de Dezembro e aí terminou o meu ciclo. Engraçada a coincidência com o começo do ciclo mainstream que era no dia 21 de Dezembro. Agora, já em Janeiro, e depois de realizar algumas correcções necessárias à tese, ter uma conversa de agradecimento com os meus professores  que me acompanharam nestes últimos anos, chego ao impasse que muitos estão a passar ou já passaram que é: E agora? O que vou fazer? 

Por muito que adorasse ficar por terras lusitanas eu sei que essa é uma opção muito complicada, principalmente quando a FCT (Fundação para a Ciência e Tecnologia) anda a cortar - a 30% - nos financiamentos a projectos científicos e, consequentemente, nas bolsas de investigação. O meu desejo, quanto à carreira, é o de seguir um caminho académico, ou seja, fazer investigação e, caso seja possível  um dia vir a dar aulas. Como chegar até esse patamar implicar passar por um Doutoramento, é nesse sentido que a minha busca anda centralizada. 
A imagem que coloquei hoje é uma fotografia da cidade de Munique - Alemanha. Escolhi essa imagem para marcar este inicio de ciclo porque é exactamente para Munique, mais especificamente para a QBM (Quantitative Biosciences Munich), que irei enviar a minha primeira candidatura. Já está completamente preenchida, com cartas de motivação, historial académico e cientifico, e estou à distancia de um clique de a submeter. Realizar um doutoramento no estrangeiro é algo que valoriza - muito - o currículo de um investigador, tanto ao nível do conhecimento técnico e linguístico mas, também, quanto ao facto de conhecer e criar laços com investigadores e grupos de investigação que podem ajudar bastante em projectos futuros. 
No entanto, como falei em textos anteriores, sair do meu país não é algo fácil para mim. Além do facto de ser uma pessoa dita caseira eu ainda tenho a sensação que é aqui que irei construir o meu maior sonho.

Munique não é uma certeza, aliás, não passa de uma aplicação e poderá não dar em nada (dada a concorrência ser relativamente elevada) mas colocou-me as coisas numa perspectiva diferente, que eu já tinha mas que se tornou uma realidade agora - a perspectiva de uma vida além fronteiras. Esta aplicação será, possivelmente, uma de muitas que irei fazer mas a possibilidade de sair de Portugal é cada vez mais elevada. Não porque queira fugir da crise, porque ela está em todo lado, mas porque um caminho académico por terras lusitanas não será algo fácil de percorrer, pelo menos quanto ao doutoramento. Mas uma coisa tenho a certeza, se eu for realizar o doutoramento para fora, Portugal será sempre a minha meta de retorno. Portugal precisa de cabeças para evoluir e eu prefiro usar o meu conhecimento para ajudar Portugal a crescer cientificamente do que a criar riqueza pessoal lá fora. Aliás, riqueza nunca foi o meu objectivo (basta escolher ser cientista para se perceber que rico não serei facilmente :P), mas o meu objectivo sempre foi, e será, poder sustentar uma família e ganhar cada vez mais conhecimento.


terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Do Tempo XV - Da Hora das Decisões


Com o fim deste Ano aproxima-se a hora das decisões que ditarão o curso que a minha vida vai tomar. A Defesa da minha Tese está marcada para a semana que vem e sei que, mal saia do anfiteatro e saiba a decisão do júri  o meu tempo de preparação estará na recta final e eu terei de tomar uma decisão sobre o rumo que desejo para a minha vida, tanto pessoal como profissional pois, dependendo do percurso que decida seguir, uma irá afectar a outra.
Tenho pensado muito no que fazer a seguir, tenho-me preparado mentalmente para qualquer cenário que venha a acontecer mas é sempre muito difícil pois não consigo ver muito para além do "marco"..  Como se o meu futuro estivesse escondido por detrás de uma neblina que só irá levantar quando eu fizer uma escolha..

Como falei em outro texto - O Final de um Ciclo - o que torna a escolha ainda mais difícil é o facto de muito pouco me prender e forçar a uma escolha, ou a uma determinada direcção. Às vezes pensamos que não namorar, que não ter família nossa, que vai facilitar as escolhas na hora das decisões mas, no meu caso, eu sinto exactamente o contrário. O facto de não namorar, nem ter uma família minha (Pai, Mãe não conta neste caso pois, apesar de custar, sei que me apoiarão na decisão que tomar), me dificulta a escolha de um caminho pois eu não consigo ver o que poderei perder, ou ganhar, a nível pessoal e afectivo, com determinada decisão profissional que venha a tomar.

O mundo ajuda pouco nestas coisas do pessoal e afectivo.. O que dizem é para escolher sempre o profissional pois o que se quer é dinheiro e mais dinheiro, com a desculpa de que a vida não está fácil. Eu sei que a vida é bem difícil e é por isso mesmo que eu sei que apenas vivendo para o profissional eu não criarei o suporto pessoal e emocional para viver em um estado de felicidade. Pois é isso mesmo que eu desejo - felicidade - e isso nunca se irá conseguir quando se menospreza o lado pessoal e afectivo apenas por um emprego. O mundo ensina que a minha situação é, de certa forma, privilegiada pois nada me prende além da família e que, como sou ainda jovem, é fácil escolher e sair pelo mundo. Não consigo ver essa relativa facilidade que falam. Não por ser um jovem "caseiro" mas porque simplesmente não sei o que me espera. 
Eu não sei se o facto de escolher ir investigar para fora do pais me irá ajudar a casar e formar uma família  mas a nível profissional seria, muito provavelmente, algo excelente. 
Eu não sei se escolher ficar cá e "trabalhar no que aparecer" poderá facilitar um crescimento pessoal (pois isso acontece mais facilmente quando estamos em um local onde já conhecemos e somos conhecidos) mas, a nível profissional, poderá não ser algo muito bom e que promova uma carreira de relativo sucesso.

Muitas questões por responder e muitos "prós" e "contras" para ponderar em cada caminho para qual eu olhe. Nada nos prepara para estes momentos e eu sinto-me realmente mal preparado para a tomada de uma decisão que ditará o meu futuro. Não por falta de conhecimento, não por falta de coragem em dar o passo mas porque simplesmente é algo tão complexo e que pode mudar tanta coisa que eu simplesmente não consigo ver através da neblina e saber qual dos caminhos levará a uma vida feliz.


quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Do Tempo IX - Da Realização Pessoal


Pois é, a parte difícil da Tese já está feita. Acabei de escrever tudo o que tinha para escrever. Desde a introdução até aos agradecimentos. Agora o que falta é juntar as peças todas em um só documento e enviar para ser "esmiuçada" pelo meu orientador. 

Confesso que não contava aprender tanto ao escrever estas quase 180 páginas de texto. No entanto aprendi muito sobre o trabalho que realizei e sobre o tema em geral. Um livro diz que "no final deste processo, o investigador irá tornar-se um especialista na área em que trabalhou", confesso que me sinto assim. Se antes estava com receio do que me possam perguntar, agora acho que consigo responder a tudo. 
Mas digo estas coisas porquê?

Primeiro porque estou feliz por ter acabado de escrever a tese!
Em segundo lugar porque ao terminar este processo e, olhando para trás no tempo, eu aprendi bastante sobre mim. Esta dissertação, desde Setembro do ano passado, desenvolveu faculdades em mim que eu nem sabia que as tinha. Ganhei uma disciplina que nunca pensei vir  ter. Imaginem trabalhar quase metade da investigação a partir de casa. No inicio pensei que iria dormir metade do dia e descansar a outra metade. Ao fim de uma semana eu já trabalhava melhor do que se estivesse a trabalhar na universidade. Criei os horários e cumpri-os. Tinha metas todos os dias, todas as semanas, e cumpria-as o melhor que podia. A razão que me fez ficar em casa foi monetária, pois os euros não crescem em árvores e ir para Braga, todos os dias, para fazer algo que podia fazer em casa, era algo 'devastador' para a carteira. O que perdi com isto foi o contacto com as pessoas, ou melhor, com os amigos de Braga. O companheirismo ficou em segundo plano. Ganhei na disciplina mas perdi nas "conversas de ocasião". 

Além da disciplina aproveitei este tempo 'em casa', para praticar mais no piano, para estudar mais as escrituras e doutrina. Engraçado que, com um pouco de disciplina, sobra tempo para quase tudo. Tinha tempo para dormir, para ver umas séries, para trabalhar a 100%, para praticar piano, para estudar e para sair e passear. Até me deu tempo para criar um Blog e falar de "coisas sérias".

Enfim, acho que este ano, até agora, foi um ano de realizações pessoais. Posso não ter encontrado um Amor, posso não estar a ganhar muitos euros num grande centro de investigação (O ano ainda não acabou!! quem sabe até 31 de Dezembro haja surpresas ^_^). Apesar destas coisas que 'faltaram', eu sinto-me realizado. Fiz um bom trabalho e aprendi muito mais sobre mim e sobre o meu potencial. Como se costuma dizer - Agora o Céu é o Limite!!


quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Do Tempo VIII - O final de um Ciclo


Não, não irei falar do fim do mundo.
Apesar de ter colocado o calendário Maya, o que desejo simbolizar é o final dos ciclos. Todos nós, se olharmos para o passado, podemos reparar que a nossa vida foi vivida através de ciclos, fases ou momentos. Se olharmos para o presente vamos ver que estamos a viver um mas se olharmos para o futuro podemos ver o final a aproximar-se ou muito distante ainda.

À medida que vou escrevendo cada página da minha tese eu dou mais um passo em direcção ao final de um ciclo. O meu mundo irá mudar mal eu entregue a tese e receba o diploma e, para ser sincero, gostava que esse dia estivesse mais longe. Não porque esteja com receio do dia da apresentação, ou com medo de resultados. Sei o que fiz e sei a qualidade do que fiz. Apenas estou, como dizem os ingleses com - cold feet - ou seja, estou ansioso e receoso quanto ao novo ciclo que irá começar. 

Estranho sentir estas coisas quando a minha ansiedade não passa pelo medo do desemprego ou das dificuldades. Nem tenho medo da responsabilidade do mundo do trabalho, pois já trabalhei na minha área - investigação - durante uns tempos enquanto estudava. Apenas a ideia de um ciclo a acabar me deixa nervoso. Talvez seja a hipótese de ter de sair de Portugal, pois eu gostaria muito de ficar por terras lusitanas. Virão tempos confusos mal receba o diploma, tempos em que terei de fazer escolhas e essas escolhas irão definir o percurso que a minha vida irá tomar. 
                   Acho que a resposta reside nesse mesmo problema - Escolhas...

Recebi um Email de um programa Doutoral, no estrangeiro. É apenas um de muitos mas fiquei a ponderar muito neste assunto - No que irei fazer a seguir. Tudo parecia tão certo e fácil até o ciclo estar a acabar. Desde a nível de carreira como a nível pessoal, o que escolher a seguir irá definir a minha vida. O doutoramento que escolher, por exemplo, irá definir - ainda mais - a minha especialidade. O local em que decidir seguir a minha vida profissional irá definir a minha vida pessoa futura. Os meus desejos de criar família, por exemplo, poderão ficar 'suspensos' ou poderão começar fora de Portugal, algo que nunca pensei ou coloquei a hipótese.  Algo estranho de se pensar quando nem sequer namorada tenho.. mas acredito que se tivesse uma, nesta altura, a escolha seria mais fácil pois não iria depender só de mim. A minha vida profissional sempre ficará em segundo plano quanto a família e Amor, mas neste momento é o único plano que tenho (a família vai bem!! e, como disse, não tenho companheira). Logo o peso da escolha cai sobre mim e a minha decisão irá afectar o meu percurso e futuro.

Coloco um grande peso nas escolhas pois sei a importância das suas consequências. Passei um tempo de preparação até agora, tanto pessoal, profissional e até espiritual. Agora chegou a hora do exame final e apensa desejo, quando a hora chegar, fazer a escolha certa. 




O blog chegou hoje às 3000 visitas...muito obrigado!!