sábado, 22 de dezembro de 2012

Da Religião XXI - A Conversão


Esta semana foi bastante complicada, pois tive de andar a preparar a minha Defesa de Mestrado e isso ocupou bastante a minha mente nestes últimos dias. No entanto existe um assunto que gostava de ter escrito no inicio da semana mas não aconteceu que é a história da minha conversão (e alguma história até esse momento).

A 16 de Dezembro de 2010 começou a história da minha conversão ao Evangelho de Jesus Cristo. Esta data ficou marcada em meu coração e lembro-me dessa noite como se tivesse acontecido ontem. Mas, antes de começar a contar a história vou contar um pouco da história até esse dia. 
Eu sempre me considerei uma pessoa religiosa e de Fé. Cresci numa família Católica por tradição. Fui à missa todos os domingos (ou grande parte deles) até aos meus 16-17 anos. Quanto era pequenino até queria ser Padre, não porque era giro mas porque servir a Deus talvez fosse algo que já estivesse no meu sangue. A partir dessa idade comecei a questionar algumas coisas, como é normal. Mas, em vez de me afastar completamente da religião e de Deus eu fiz o oposto, eu decidi estudar mais sobre religião. Decidi ler a Bíblia (quantos dizem que a leram mas realmente não a leram?) mas também comecei a procurar em outros lados como o Alcorão,  Budismo, algumas crenças "pagãs", etc.. mas sempre chegava a uma conclusão: eles parece que têm partes de um puzzle mas não têm a imagem completa. Este pensamento sempre esteve na minha mente porque todas as igrejas e religiões que estudava falavam de coisas muito parecidas na essência mas depois perdiam-se nas coisas dos Homens e nas suas filosofias. Alguns viravam-se mais para os rituais e o factor visual, outras tinham  filosofias que pareciam pouco razoáveis como Reencarnação, que foi sempre algo que nunca fez muito sentido para mim, seja na doutrina seja na prática. No entanto todas apontavam a algo que sempre olhei como Verdade absoluta - Deus nos Ama e que nós somos Eternos.  

Claro que, com o passar dos anos, fui-me deixando envolver pelo mundo e as coisas ficaram esquecidas. Mas, no meu 24º aniversário - em 2010, eu decidi voltar a fazer da minha vida algo melhor e voltar-me, de novo, para Deus. Sete dias antes do Natal, estava eu a voltar da Universidade, depois de um dia complicado de trabalho o qual me fez perder a camioneta que costumo apanhar (mais cedo) e, encontro dois anjos, na forma de duas Sisters Missionárias que caminhavam à minha frente. Eu ia distraído e aluado como sempre, ou seja, a não dar atenção a nada, e elas, do nada, param e olham para trás e vêm em direcção a mim. Era uma noite bem fria mas estivemos a conversar sobre Deus, sobre Jesus Cristo e sobre o Evangelho uns 20-25min. No final da conversa, pois já eram quase oito horas da noite, elas entregam-me um Livro de Mórmon e convidam-me a ler o livro e a ponderar sobre as coisas que lá estavam escritas, ou seja, a orar e a ponderar se o Livro era, ou não, de Deus. Também me convidaram a assistir à reunião da Igreja que acontece todos os Domingos. Despedimo-nos e dirigi-me, então, para casa.

Escusado será dizer que, mal cheguei a casa comecei a folhear o livro. Como bom leitor que sou comecei pelo fim. Deparei-me com esta escritura que me fez pensar em tudo que tinha aprendido durante uma vida: 


Eis que desejo exortar-vos, quando lerdes estas coisas, caso Deus julgue prudente que as leiais, a vos lembrardes de quão misericordioso tem sido o Senhor para com os filhos dos homens, desde a criação de Adão até a hora em que receberdes estas coisas, e a meditardes sobre isto em vosso coração.

E quando receberdes estas coisas, eu vos exorto a perguntardes a Deus, o Pai Eterno, em nome de Cristo, se estas coisas não são verdadeiras; e se perguntardes com um coração sincero e com real intenção, tendo fé em Cristo, ele vos manifestará a verdade delas pelo poder do Espírito Santo.

E pelo poder do Espírito Santo podeis saber a verdade de todas as coisas.

Esta escritura fica em Morôni 10:3-5. Foi a primeira escritura que li do Livro de Mórmon. Como que para saber se um bolo é bom apenas é necessário provar uma fatia, com esta escritura foi-me testificado que este Livro era de Deus. Esta escritura tem duas coisas que sempre defendi em relação ao Pai. Ela nos diz que devemos usar a nossa cabeça, ou seja, que devemos pensar por nós próprios e não apenas acreditar em tudo que nos dizem. Se temos falta de sabedoria não devemos acreditar, apenas, nas palavras dos homens mas devemos perguntar aquele que sabe todas as coisas - ao nosso Pai Eterno. Outra coisa que diz é que o Deus é um Pai Amoroso e que se preocupa connosco e que nós somos filhos rebeldes.

Mais coisas li do Livro naquela noite mas não foi muito. No Domingo fui à Igreja e fui recebido de uma forma que me assustou. Não porque fui mal recebido mas muito pelo contrário. Mal entrei naquelas portas eu fui abordado por quase uma dezena de pessoas que me cumprimentavam e davam as boas-vindas. Nunca senti tanto Amor por desconhecidos como naquele dia. Este Amor só podia vir de algo de Deus pensava eu para mim próprio. 

Nas semanas seguintes eu tive lições com as missionárias e os missionários que vieram para as substituir. Conversávamos sobre o Evangelho e eles me explicavam a Igreja, o Plano de Deus para nós, a Restauração, etc.. 
No dia 29 de Janeiro de 2011 fui, então, baptizado n'A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, Igreja que acredito e defendo como sendo a Igreja Restaurada de Jesus Cristo. Durante 5-6 semanas orei e ponderei sobre as coisas que ouvia e lia - comparando Livro de Mórmon e a Biblia - e recebi um Testemunho que até hoje tem apenas crescido e fortalecido. A minha Fé só tem aumentado e eu tenho feito e visto coisas maravilhosas, coisas de Deus. Por isso eu sempre digo que o mundo é muito mais do que aquilo que nos chega aos olhos. Com Fé suficiente e vivendo o Evangelho, o "véu" é levantado e nós vemos e conhecemos mais sobre as criações e obras de Deus. 


Quanto mais nos aproximamos de Deus mais sentimos o Seu Amor por nós. Ele responde às orações de todos e eu recebi uma resposta a uma oração - uma que eu fazia à anos mas no dia do meu aniversário eu a fiz de novo e 4 meses depois recebi a resposta - não um sinal dos Céus, não uma luz que me envolvia mas na forma de duas missionárias que decidiram parar e falar comigo. 

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Do Tempo XV - Da Hora das Decisões


Com o fim deste Ano aproxima-se a hora das decisões que ditarão o curso que a minha vida vai tomar. A Defesa da minha Tese está marcada para a semana que vem e sei que, mal saia do anfiteatro e saiba a decisão do júri  o meu tempo de preparação estará na recta final e eu terei de tomar uma decisão sobre o rumo que desejo para a minha vida, tanto pessoal como profissional pois, dependendo do percurso que decida seguir, uma irá afectar a outra.
Tenho pensado muito no que fazer a seguir, tenho-me preparado mentalmente para qualquer cenário que venha a acontecer mas é sempre muito difícil pois não consigo ver muito para além do "marco"..  Como se o meu futuro estivesse escondido por detrás de uma neblina que só irá levantar quando eu fizer uma escolha..

Como falei em outro texto - O Final de um Ciclo - o que torna a escolha ainda mais difícil é o facto de muito pouco me prender e forçar a uma escolha, ou a uma determinada direcção. Às vezes pensamos que não namorar, que não ter família nossa, que vai facilitar as escolhas na hora das decisões mas, no meu caso, eu sinto exactamente o contrário. O facto de não namorar, nem ter uma família minha (Pai, Mãe não conta neste caso pois, apesar de custar, sei que me apoiarão na decisão que tomar), me dificulta a escolha de um caminho pois eu não consigo ver o que poderei perder, ou ganhar, a nível pessoal e afectivo, com determinada decisão profissional que venha a tomar.

O mundo ajuda pouco nestas coisas do pessoal e afectivo.. O que dizem é para escolher sempre o profissional pois o que se quer é dinheiro e mais dinheiro, com a desculpa de que a vida não está fácil. Eu sei que a vida é bem difícil e é por isso mesmo que eu sei que apenas vivendo para o profissional eu não criarei o suporto pessoal e emocional para viver em um estado de felicidade. Pois é isso mesmo que eu desejo - felicidade - e isso nunca se irá conseguir quando se menospreza o lado pessoal e afectivo apenas por um emprego. O mundo ensina que a minha situação é, de certa forma, privilegiada pois nada me prende além da família e que, como sou ainda jovem, é fácil escolher e sair pelo mundo. Não consigo ver essa relativa facilidade que falam. Não por ser um jovem "caseiro" mas porque simplesmente não sei o que me espera. 
Eu não sei se o facto de escolher ir investigar para fora do pais me irá ajudar a casar e formar uma família  mas a nível profissional seria, muito provavelmente, algo excelente. 
Eu não sei se escolher ficar cá e "trabalhar no que aparecer" poderá facilitar um crescimento pessoal (pois isso acontece mais facilmente quando estamos em um local onde já conhecemos e somos conhecidos) mas, a nível profissional, poderá não ser algo muito bom e que promova uma carreira de relativo sucesso.

Muitas questões por responder e muitos "prós" e "contras" para ponderar em cada caminho para qual eu olhe. Nada nos prepara para estes momentos e eu sinto-me realmente mal preparado para a tomada de uma decisão que ditará o meu futuro. Não por falta de conhecimento, não por falta de coragem em dar o passo mas porque simplesmente é algo tão complexo e que pode mudar tanta coisa que eu simplesmente não consigo ver através da neblina e saber qual dos caminhos levará a uma vida feliz.


sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Do Tempo XIV - Dos Registos de uma Vida.


Nos últimos dias comecei a escrever uma espécie de registo dos eventos que acontecem na minha vida. Não posso chamar diário porque, apesar de tentar escrever diariamente, irei lá escrever textos análogos aos que aqui escrevo, relatos e eventos da minha vida ou até sobre temas variados como Física e Química. 
Mas porquê manter um registo da nossa vida?

A resposta é simples. Um registo é uma forma muito eficiente de nos lembrar das coisas que fizemos no passado. Apesar de pensarmos que a nossa memória durará sempre, e falo por mim, pois eu lembro-me de coisas que fiz à muitos anos atrás; tenho a noção que muitos detalhes, muitas pequenas coisas, se perderam no tempo. 

Há dois anos tentei começar um registo. Escrevi muitas coisas, principalmente relacionadas com a espiritualidade (pois era algo muito recente na altura), sobre musica e também sobre dificuldades que tinha. O problema é que a rotina não foi estabelecida e, um dia sem escrever, passava a dias, semanas até meses. Na passada quarta-feira decidi começar a escrever um registo de raiz e forçar-me a escrever todos os dias, mesmo que seja pouca coisa cada dia. Tudo isto porque sei que as coisas que lá escrever poderão, um dia no futuro, me ajudar num momento difícil  numa dificuldade que já passei e ficou registada mas, principalmente  poderei ler todo o meu progresso ao longo do tempo. Nós aprendemos com o passado em geral mas aprendemos muito com o nosso próprio passado. Ao ver como reagimos em determinada situação no passado poderemos aprender a reagir de forma diferente e melhor.

Este blog faz parte desse registo mas está escrito para o mundo. No meu livro escrevo para mim, para um eu no futuro. Em apenas 4-5 páginas escritas já aprendi bastante. Já posso dizer que, o que lá escrevi, me ajudou na mesma hora, apenas porque me fez relembrar muitas coisas boas, muitas bênçãos, muitas fraquezas mas principalmente o lado bom e forte do meu ser.

Acho que todos deveríamos escrever umas coisas, muito ou pouco de cada vez, pois, essas coisas nos poderão ajudar muito no futuro e podem ajudar muito outras pessoas, que poderá ser a nossa própria descendência. Eles, um dia, poderão olhar para a nossa história de vida e ver que o caminho da perfeição, apesar de parecer muito difícil e tortuoso, é possível de ser percorrido e, como prova, temos as nossas Escrituras Pessoais.  


sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Da Religião XX - As Famílias podem ser Eternas


Talvez seja das maiores bênçãos que recebemos quando abraçamos o Evangelho e o aceitamos em nosso coração, a doutrina de que as Famílias podem ser Eternas. 
Existe um Hino na Igreja que se chama "As Famílias Poderão ser Eternas". A letra é a seguinte:

Uma família tenho sim; Eles são tão
Bons p'ra mim, quero viver com eles para a eternidade assim.

As famílias poderão ser eternas, no Plano do Senhor, pra com eles viver, pra eu sempre eu Merecer; O Senhor mostrou-me o que fazer, o Senhor,
Mostrou-me o que fazer.

Enquanto ainda jovem sou, eu irei me Preparar, p'ra que no templo do Senhor,
Eu possa me casar.

As famílias poderão ser eternas, no Plano do Senhor, p'ra com eles viver, p'ra eu sempre eu Merecer; O Senhor mostrou-me o que fazer, o Senhor,
Mostrou-me o que fazer.

Tão maravilhoso cantar e saber estas coisas. Este é um dos primeiro ensinamentos que aqueles que investigam a Igreja, para se converterem, aprendem através dos missionários. É tão bom saber que poderemos viver com nossas companheiras, filhos, pais, avós, todos juntos para a Eternidade. No entanto estas coisas não são um dado adquirido apenas porque o desejamos ou imaginamos. Como diz nas escrituras, estas coisas são feitas por meio de uma ordenanças chamada de Selamento. 
Em Malaquias 4:5 e 6 podemos ler que o Profeta Elias é que teve a responsabilidade e a autoridade para ensinar/ordenar o Selamento nos últimos dias e, através da Restauração do Evangelho, essa autoridade passou para Joseph Smith, pelo próprio profeta Elias:

5-Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do SENHOR;
6-E ele converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais; para que eu não venha, e fira a terra com maldição. 

Mais Escrituras, já no novo testamento e Livro de Mórmon também proclamam as mesmas coisas:

A Pedro, Jesus Cristo disse e deu-lhe essa autoridade para Selar:


E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus. Mateus 16:19

Quando Paulo fala aos Efésios, ele diz que estas coisas são realizadas através do Santo Espírito da Promessa (um dos nomes do Espírito Santo):


Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa. Efésios 1:13



Nas Américas  ao povo que fugiu de Jerusalém 600 anos do nascimento de Jesus Cristo, Helamâ também recebeu essa autoridade:

Eis que te dou poder para que tudo quanto ligares na Terra seja ligado no céu e tudo quanto desligares na Terra seja desligado no céu; e assim terás poder entre este povo. (Helamâ 10:7)

E, já depois da Restauração essa Revelação é falada em Doutrina e Convénios 138: 47-48


47-O profeta Elias deveria plantar no coração dos filhos as promessas feitas a seus pais,
48-Prenunciando a grande obra a ser realizada nos templos do Senhor na dispensação da plenitude dos tempos, para a redenção dos mortos e o Selamento dos filhos aos pais, a fim de que a Terra toda não fosse ferida com uma maldição e totalmente destruída na sua vinda.


Através das escrituras aprendemos que a ligação entre marido e mulher, e a união de pais a filhos é feita, além de ser através do Amor que nutrem uns pelos outros, essa união é Selada pelo Santo Espírito numa ordenança chamada Selamento - realizada nos Templos do Senhor. Sem esta ordenança as ligações familiares perdem-se, ou seja, poderemos voltar a estar com essas pessoas mas elas serão como "nossos irmãos" e não como família ligada e selada. Esta doutrina vai contra o que o mundo ensina, isto é, contra os vários ensinamentos de que a morte é o final de todas as coisas, ou contra os ensinamentos que dizem que basta o Amor para ligar as pessoas até depois da morte. As escrituras ensinam o contrário e também ensinam que essas ligações, esses convénios de Selamento entre Marido e Mulher, Pais e Filhos, são apenas mantidas enquanto vivemos em rectidão e seguimos os preceitos de nosso Pai Celestial.

O Pai é um Pai misericordioso e justo e sabe que nem todos tiveram a oportunidade de serem baptizados e até de serem selados a familiares e ás pessoas que mais amam. Nós, que ainda andamos por cá, podemos e devemos fazer essas coisas pelos que já partiram, ou seja, através da genealogia e do trabalho vicário nos Templos do Senhor, nós realizamos estas ordenanças pelos que já partiram e não as conseguiram realizar. O mundo do Evangelho é Perfeito e todos têm essa oportunidade de ouvirem o Evangelho, serem baptizados e realizar todas as ordenanças, isto tudo se nós também fizermos a nossa parte de trabalhar por eles e de viver em rectidão para agir em nome do Senhor com Autoridade.

Da nossa salvação depende também a salvação de todos os que esperam pelo nosso trabalho no Templo e que esperam que nós sejamos a bênção pela qual eles sempre Oraram ao Pai para receber.



segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Do Tempo XIII - Dos Medos


Medo..
Quem não tem medo de alguma coisa?
No fundo há algo que nos faz tremer, que nos faz recuar. Que nos faz hesitar quando temos algo para fazer. 
Gostava de chegar ao fim da minha vida e poder dizer "Eu lutei contra todos os meus medos e venci". No entanto, ainda vou sendo vencido por alguns. Neste texto darei alguns exemplos dos meus medos mas, acima de tudo, da forma como lido com eles. Mas, antes disso, apenas gostaria de afirmar que os medos existem para serem vencidos, por mais que nos custe, por mais "estranhos" que eles sejam, eles devem ser superados. 
Um dos medos que consegui superar, depois de alguma força, foram as vertigens. Um medo das alturas que me impedia até de ir à janela do quarto ou até de subir cadeiras.. Foi algo que custou superar mas agora já faço de tudo. Uma coisa que me ajudou muito a superar foi interiorizar que "não vou cair", por mais que a minha mente me diga que eu vou. 
Quantos de nós não têm medos similares? Medo de cair, de fazer asneiras, de errar. Quantos de nós, com medo de "cair" no nosso percurso diário pelas dificuldades, acaba por não sair do sitio? Ou pior, por fazer asneiras piores?

Um outro medo, ou melhor, um outro factor que me cria grande ansiedade é o contacto com as pessoas. Nunca entendi este problema, não sei de onde ele vem mas apenas sei que tenho dificuldade em aceitar ser tocado (uma simples mão no ombro, ou até abraços). Uma situação que me coloca em piores condições é quando estou no meio de multidões... O estado de ansiedade é tão grande que não vejo ninguém e apenas procuro uma saída. Ir ver o concerto da minha banda favorita foi um "problema", ou ver a inauguração da Capital Europeia da Cultura. Por isso me recuso a ir a manifestações por exemplo.. o meu maior problema não seria a austeridade naquele momento..
No entanto, luto contra estas coisas todos os dias. Mostrar Amor pelas pessoas implica contacto e, uma a uma, vou aceitando, e interiorizando, esse contacto. Acredito que o desconforto é cada vez menor mas quando 10 se tornam 50 então muito trabalho ainda tenho por fazer.. 

Para finalizar acabo com um outro medo - medo de magoar, de falhar, de não ser aquilo que deveria ser - numa relação. Estes receios são bons quando se está numa relação, pois, quando bem "medidos", eles impedem de fazer asneiras maiores e nos obrigam a ser melhores e a lutar pela relação e pelo Amor. Mas, quando não estamos numa relação, estes receios nos impedem de sequer nos aproximar-mos daquelas pessoas que nutrimos o  principio de um sentimento que poderá vir ser grandioso. Não traço padrões para uma companheira, traço padrões para mim para merecer uma companheira. Por isso, apesar de até chegar a Orar para encontrar Amor, eu tenho uma parte de mim que diz "não estás preparado para isso". 


Mas porque falei eu destas coisas? Porque sei que todos temos medos, seja medo do escuro ou medo de responsabilidades; grandes ou pequenos, eles nos restringem e devemos usa-los como uma forma de nos tornar melhores, mais fortes. Quando vencemos um medo nós nos ganhamos um sentimento de invencibilidade. Quando me vi a subir para uma cadeia (estava a mudar uma cortina) ao lado de uma janela aberta.. quando me vi a olhar para baixo e só ver rua, e a não sentir medo ..eu nunca me senti tão forte. Como será sentir estas coisas todos os dias, quando ultrapassamos um medo de dar um passo, de dar um abraço, de falar, de discursar e defender nossas ideias? 

Quão felizes não estaremos quando.. 
..perdemos o medo de estar sozinhos a defender o que acreditamos?
..perdemos o medo de ser bons e diferentes do mundo?
..perdemos o medo de ser nós próprios?
  

sábado, 24 de novembro de 2012

Da Marca das 5000 Vizualizações



Ontem o Blog passou as 5000 visualizações !!
Escrevi o primeiro texto do blog em Abril e, passados sensivelmente 7 meses, chegou ás 5000 visitas. Estou grato ao Pai, pela inspiração constante para escrever as coisas que eu sei e vou aprendendo, e a todos vocês por visitarem este meu espaço na Internet e, através das vossas visitas, me incentivarem a escrever mais e sobre cada vez mais coisas. 
Pessoalmente acho esta marca muito boa e nunca pensaria chegar a tantas visualizações em apenas sete meses.

Esta marca fez-me ver quais os textos mais lidos até hoje.
O texto sobre a Armadura de Deus  foi o mais lido de todos. Acho que este texto e o da Nossa Identidade (escrito à duas semanas), talvez foram, na minha opinião, os melhores textos que já escrevi. São dois textos muitos importantes para mim. Os seus ensinamentos e o conhecimento que adquiri para os escrever, moldaram a minha personalidade para algo que eu acredito ser melhor. Todos os outros textos que escrevi, e irei escrever, assentam sobre os ensinamentos da Armadura de Deus e d'A Nossa Identidade. 

Os textos com mais visualizações, a seguir à Armadura de Deus, foram:
Das Mentiras - Acredito que ter o Dr. House como figura ajudou a fazer este texto crescer em visualizações  A mentira é algo que todos fazemos (pequenas ou grandes) mas algo perfeitamente evitável, apenas precisamos ter força para dizer sempre a verdade.

A Música - Um texto mais pessoal sobre como a música me influência e me ajuda a suportar muitas coisas na minha vida.

A Árvore da Vida - Acho que também é um dos meus melhores textos de cariz religioso. Serve para todas as coisas da vida pois, se sabemos onde encontrar a felicidade, não desejamos que a nossa família e amigos provem desse fruto também? Retrata o sonho do Profeta Leí do Livro de Mórmon.

A Tolerância - Algo que hoje em dia se vê pouco. As pessoas têm cada vez menor tolerância e paciência para com as outras pessoas. Devemos ser tolerantes em todas as coisas. Isso não significa aceitar todas as coisas, apenas implica ter paciência e aceitar que as outras pessoas desejam fazer as coisas de maneira diferente da nossa.

Da Hipocrisia - Algo muito comum nos dias de hoje. Ter duas caras, falar uma coisa e fazer o oposto. Devemos deixar de ser hipócritas, até com nós próprios  Devemos apostar em ser Verdadeiros em todas as coisas e criar uma harmonia entre o que pensamos - sentimos - e fazemos.

Da Castidade e do Casamento - Uma das pedras angulares da família e das pessoas que vêem o seu corpo como um Templo Sagrado. Devemos nos proteger das coisas do mundo, das filosofias do mundo que ensinam que devemos "experimentar" todas as coisas. O Pai nos ensina que devemos Amar primeiro, que devemos criar alicerces fortes que sustentem uma relação que se deseja forte e Eterna. A Castidade nos protege e o Casamento nos fortalece para a Eternidade. 


Esta marca dos cinco mil também me levou a levar em frente outro projecto que é criar um outro blog, similar a este, mas em língua inglesa. Desta forma acredito que chegarei a mais pessoas e que a mensagem que tento passar ao mundo, chegue a mais pessoas e as inspire a pensarem mais um pouco, a começarem a olhar para os céus e não apenas para o chão. 


Obrigado a todos; 
pelos vossos comentários, pelas vossas visitas, pelo vosso apoio.  :) 

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Da Religião XIX - A Ciência II




Estava eu hoje a acabar de fazer a minha apresentação, ou melhor, a acabar mais uma das versões pois, sempre que olho para algo que fiz tenho vontade de alterar, mudar sempre algo, até ficar perfeito. Isto levou-me a pensar e a voltar ao tema da Ciência e a sua relação com a Religião. Como aprendiz de cientista, muitas vezes sou colocado à prova nesta "luta" entre a ciência e a religião. Nós sempre ouvimos  dizer, lá fora no mundo, que a ciência contradiz a religião. Um desses exemplos é a criação do Universo ou a nossa própria existência. 
Muito eu já aprendi sobre a Doutrina da Criação, já li muitas Escrituras Sagradas sobre o tema e posso dizer que muito ficou por descrever. As Escrituras Sagradas falam muito pouco sobre a forma como o Universo foi criado, como o Homem foi criado, ou a Vida em geral se desenvolveu. Aliás, as Escrituras apenas dizem que elas foram criadas, não descrevem (a fundo) como foram criadas. Ou seja, no fundo a ciência não contradiz a religião, apenas a tenta explicar. 
O que levou às guerras de palavras entre os estudiosos da ciência e os defensores da religião é o facto de os Homens se fecharem no pouco conhecimento que têm. Os da ciência acham que têm as respostas certas e que essas respostas negam os "milagres", mesmo sem saberem a "ciência" por detrás desses milagres. Enquanto isso, os religiosos fecham-se no seu pouco conhecimento e negam tudo que seja diferente do descrito pelas Escrituras, como uma simples equação matemática ou uma observação microscópica.

A ciência de Deus é perfeita, isso eu sei. Para saber isso eu apenas preciso observar o Universo ou o mundo molecular e ver que estas coisas não podiam ser obra do acaso. Todas as constantes têm de estar em perfeita harmonia ou o sistema entra em colapso. Algo tão perfeito não podia ser obra do acaso.  No entanto, as escrituras Sagradas apenas nos ensinam o que precisamos saber para voltar a Deus, para ser Salvos e para ser Felizes. A Ciência apenas tenta responder às perguntas que todos nós alguma vez fizemos:
De onde eu vim?
Porque é que o meu corpo é assim? Como funciona?
Quais são as leis da Natureza?
Porque é que o pássaro voa?

Algumas perguntas, como a primeira, podem ser respondidas usando as Escrituras Sagradas mas à outro tipo de perguntas que o Pai deixou para nós procurar-mos e, com a Sua bênção, encontrar as respostas. Avanços na medicina aconteceram porque Homens decidiram estudar como o corpo funcionava; avanços na nossa vida quotidiana aconteceram porque outros procuraram saber as leis do mundo e como as descrever. Aprender como voa o pássaro levou-nos a invenções como o Avião. 

Eu sei que um Homem inspirado por Deus e que decida estudar a Ciência d'Ele, irá ter sucesso e verá o que outros nunca viram. Não porque elas serão diferentes mas apenas porque a sua perspectiva mudou - a sua visão será mais ampla e o seu conhecimento será completo. Ciência e Religião devem andar juntos. Eu sei isso, outros cientistas famosos sabiam isso.  Apenas devemos interiorizar duas coisas:
- Com apenas a ciência eu nunca saberei todas as respostas;
- Com apenas a religião eu nunca terei conhecimento suficiente sobre a Ciência de Deus. 

Física, Matemática, Química, Biologia, faz tudo parte da Ciência de Deus. Somos todos incentivados a estudar, a conhecer mais sobre as maravilhosas criações de Deus. Não há nada mais reconfortante do que descobrir algo e sentir uma palmadinha nas costas e a Sua voz mansa e suave nos sussurrar ao ouvido: 

Não é bem assim mas estás mais perto..